A Pérola Negra do Samba: uma noite de canto, memória e ancestralidade no Teatro Carlos Gomes

A Pérola Negra do Samba: uma noite de canto, memória e ancestralidade no Teatro Carlos Gomes

Texto e foto: Elmo Evangelista

Ontem, o Teatro Carlos Gomes se vestiu de emoção para receber mais uma apresentação arrebatadora do musical “A Pérola Negra do Samba”. Com texto do jornalista e escritor Leonardo Bruno e direção do experiente Luiz Antônio Pilar, o espetáculo é mais que arte: é um canto profundo à vida e à obra de Jovelina Pérola Negra, ícone do samba carioca.

Sua obra tornou-se guardiã da cultura preta brasileira.

O palco se transformou em território sagrado: cada cena era um tambor que pulsava memória, cada verso uma oferenda à resistência. A força cênica e musical da montagem conduziu a plateia por vielas de saudade e celebração, fazendo todos cantarem juntos os sucessos eternos da nossa Pérola Negra. Foi um mergulho na alma do samba, um tributo à mulher que cantou com coragem, viveu com poesia e transformou sua dor em melodia.

Na plateia, pairava uma energia ancestral. A cada canto, a cada gesto, a cada performance, era como se os orixás dançassem entre nós. Era a força da ancestralidade preta — viva, presente, reverberando em cada olhar emocionado.

Gostou na matéria? Dê o seu comentário.