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Temporal, emoção, superação e falta de respeito à Ala de Baianas do Império marcam primeiro dia de desfiles da Série A

Publicado em Grupo Especial
Sábado, 22 Fevereiro 2020 08:14

Por Luis Leite e Danndara Kyzy

Fotos: Luis Leite

A primeira escola da noite a abrir os desfiles do Carnaval 2020 da Série A, nesta sexta-feira (21), foi a Acadêmicos de Vigário Geral. A escola, depois de 20 anos, retornou à Marquês de Sapucaí com o enredo “O Conto do Vigário”, que retrata o cenário político de enganação no Brasil, além de acontecimentos históricos, como a farra dos guardanapos, voto de cabresto, a política café com leite, entre outros assuntos.

Mais de mil palhaços no salão

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A agremiação trouxe em sua última alegoria um palhaço de terno com uma faixa presidencial, fazendo referência ao famoso gesto do presidente Jair Messias Bolsonaro: com se estivesse com uma arma na mão.  Logo atrás veio a ala do Bloco de sujo, representando contra o descaso do poder público.

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Segunda escola a pisar no Passarela do Samba foi a Acadêmicos da Rocinha. Com fantasias leves e de fácil leitura, a agremiação trouxe o enredo "A Guerreira negra que dominou os dois mundos", que contou a história de Maria da Conceição, uma escrava do Congo, trazida para o Brasil, onde se consagrou como a guerreira Maria Conga. A escola apresentou problemas com a última alegoria, deixando um enorme buraco na pista, comprometendo assim a evolução.

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Logo a seguir, a Unidos da Ponte, que trouxe para avenida o enredo "Elos da Eternidade", com um tema complexo, propôs uma reflexão sobre a relação da humanidade e a preservação do samba. Algumas alegorias estavam prejudicadas, inclusive o carro abre-alas, que estava com algumas partes mal acabadas. A cabeça da escultura, que representava o Zeus, estava bastante danificada e quase caindo.

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A escola teve problemas com a falta de fantasias, inclusive deixando para trás componentes, na área de concentração, sem condições de desfilarem.

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A quarta escola, a Unidos de Porto da Pedra, homenageou as tradicionais ala das baianas. Assim como seu enredo "O que a Bahia tem? Do Bonfim à Sapucaí", a agremiação, que contou com subsídio financeiro da prefeitura de São Gonçalo, passou como uma das melhores da noite, com alegorias e fantasias muito bem construídas e luxuosas. Apesar de problemas na manobra dos dois primeiros carros para entrar no Sambódromo, a harmonia e a evolução da escola não foram tão prejudicados.

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Na sequência, a Acadêmicos do Cubango, vice-campeã do Carnaval 2019, da Série A, contou a história do patrono da Abolição da Escravatura, Luiz Gama Filho.  A comissão de frente representou os escravos nos tribunais na luta pela liberdade. A coreografia chamou a atenção pela excelente performance.

Logo no início do desfile, as duas partes do chassis do abre-alas desacoplaram e passaram separadas em frente à primeira cabine de jurados, gerando um enorme buraco ao logo do desfile.

Apesar desses problemas, a Verde e Branco de Niterói, que trouxe o enredo “A voz da liberdade”, fez um bom desfile.

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Penúltima escola do dia, a Renascer de Jacarepaguá apostou na sabedoria e na fé das benzedeiras com o enredo “Eu te benzo, Deus te cura”. Apesar de menos luxuosa desfilou com um dos melhores sambas da Série A.

A Vermelho, Branco e Amarelo de Jacarepaguá fez um desfile compacto de forma equilibrada.  A obra composta por Cláudio Russo, Diego Nicolau e Moacyr Luz embalou os componentes da agremiação.

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Sem saias Império Serrano não rodou a baiana

Encerrando os desfiles do primeiro dia da Série A, a tradicionalíssima Império Serrano talvez tenha feito o pior desfile de sua história. A escola do Morro da Serrinha vive uma crise política-financeira. Quase todos os segmentos tiveram problemas. A Ala das Baianas desfilou sem as saias rodadas, apenas com a parte superior. Os ritmistas e figurinos com fantasias incompletas, faltando chapéus e sapatos. As alegorias estavam comprometidas com falhas de acabamento e com o sistema de iluminação apagado, sem contar os problemas em harmonia e evolução.

Inexplicavelmente, com todos os problemas visíveis, o Império, com 6 minutos no cronômetro, não havia cruzado a linha inicial do desfile, o carro abre-alas apresentou problemas técnicos.

Não precisava ser especialista para perceber que haveria uma correria no final. Não houve jeito: desespero, choro e falta de respeito com a Ala de Baianas marcaram o desfile da Império Serrano, que provavelmente será uma das escolas rebaixadas para a Série B.

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