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Mocidade, Salgueiro e Beija-Flor são os destaques da segunda noite de desfiles na Sapucaí

Publicado em Grupo Especial
Terça, 25 Fevereiro 2020 08:35

Por Luis Leite e Danndara Kyzy

Fotos: Luis Leite

A São Clemente abriu o segundo dia de desfiles do Grupo Especial, com toda sua irreverência e crítica com o enredo "O conto do Vigário", contando a história das malandragens e trambiques que ficaram famosos desde o período colonial.  

A escola trouxe as vigarices tecnológicas como os golpes pelas redes sociais e as fake news (notícias falsas em inglês). O ator e comediante Marcelo Adnet, um dos compositores do samba, desfilou no quinto carro representando o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Durante a performance, Adnet jogou laranjas artificiais para o público, fez flexões de braço e simulou uma arma com as mãos. Na alegoria onde ele estava havia cartazes com frases como "tá ok?", a culpa é do Leonardo di Caprio" e "acabou a mamata".

Sobre um elemento cenográfico, a comissão de frente narrou o duelo entre dois vigários que dispultavam a imagem de uma santa amarrada no burrico pelas ruas de Ouro Preto.

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O quarto carro vende-se um pedacinho do céu, representa o lobo em pele de cordeiro que oculta suas intenções financeiras por detrás da capa de homem santo no intuito de enganar o povo.

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A ala de baianas representou mães de santo modernas que prometem trazer o amor perdido de volta em três dias.

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Garrafadas milagrosas, a mágica de cura.

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Tem marajá puxando férias em Bangu

Referência às regalias no cárcere de políticos que vivem como estivessem de férias.

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Disciplinada, a bateria comandada por mestre Caliquinho desfilou vestida de laranjal, fazendo alusão às falcatruas cometidas pelos políticos brasileiros.  Com fantasias divertidas, um dos destaques foi a última ala "A grávida de Taubaté", que faz menção à mulher que mentiu sobre gestar quadrigêmeos em um programa de TV, com uma falsa barriga gigante.

No quesito evolução, a Amarelo e Preto de Botafogo passou bem, veio leve e solta brincando na avenida sem cometer nenhum percalço.

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A Unidos de Vila Isabel, a segunda a passar pela avenida, homenageou os 60 anos de Brasília, com uma lenda indígena no tema "Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil", no qual a capital federal nasceu para levar as esperanças aos povos das terras, onde vive o pequeno curumim. Com carros alegóricos imponentes e fantasias volumosas ricas em detalhes, a escola transmitiu um enredo claro de extremo bom gosto. O grande destaque foi a bateria, comandada pelo mestre Macaco Branco, que fez várias paradinhas ao longo da avenida.

A comissão de frente coreografaram os indíginas se transformando em tigres guerreiros.

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Ala das baianas, caldeirão de brasilidade

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Fantasiada de colombina, Aline Riscado marcou sua estreia como rainha de bateria, substituindo Sabrina Sato que deixou o posto depois de nove anos e desfilou à frente da escola como rainha da Azul e Branco, acompanhada pelo presidente de honra Martinho da Vila.

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Último carro, Brasília jóia rara prometida.

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Salgueiro transforma a Sapucaí em um tremendo picadeiro a céu aberto

O Acadêmicos do Salgueiro pedi passagem e arma o seu circo na avenida. Com o enredo “O Rei Negro do Picadeiro”, a Vermelho e Branco narrou a história de Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil, morto em 1954. A comissão de frente encantou o público com técnicas de ilusionismo.

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A atriz Erika Januza veio fantasiada de arlequina.

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Apesar do samba não empolgar as arquibancadas, faltou alegria de alguns componentes. A escola pode perder alguns décimos em evolução, devido a alguns buracos formados entre as alas.  Além de muita criatividade, na plástica as fantasias e alegorias estavam impecáveis com cores vibrantes de fácil leitura.  O destaque porém ficou para o último carro que trouxe a escultura de Benjamim, onde a máscara branca deu lugar ao rosto negro.

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A soberana rainha de bateria Viviane Araújo, desfilou fantasiada de cigana esbanjando sua boa forma com muito samba no pé.

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Carro abre-alas retrata a construção do Cristo Redentor

De volta a Unidos da Tijuca, o carnavalesco Paulo Barros que prometia muitas surpresas, levou para a Sapucaí o enredo "Onde Moram os sonhos", que retrata a história da arquitetura e urbanismo do Rio, desde as primeiras construções no Egito até as megacidades atuais.  A agremiação também falou da poluição que destrói o meio ambiente, colocando em perigo o presente e o futuro da humanidade.

Celebrando o arquiteto Leonardo da Vinci: a comissão de frente veio com dançarinos de macacão, com luzes de led que deveriam acender de forma sincronizada, o que não aconteceu. O fato ocorreu em frente ao módulo de julgadores. Quanto à parte estética, a escola ficou devendo, com alguns pontos negativos em fantasias e alegorias, que se mostraram mais simples do que o esperado.

A ala das baianas representou a Catedral de Brasília, primeiro monumento projetada por Oscar Niemeyer.

Destaque para a ala de passistas que representou o cotidiano de quem procura sobreviver numa cidade desigual.

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Estreando com rainha de bateria na escola, a cantora Lexa desequilibrou e caiu no meio da avenida. No entanto, a funkeira não perdeu a majestade, rapidamente se levantou e continuou a sambar. A pista estava molhada devido a chuva que caiu mais cedo.

Elza Deusa Soares, essa nega tem poder

A penúltima escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí, a Mocidade Independente de Padre Miguel fez um tributo a cantora Elza Soares, contando sua história de vida e artística desde o momento em que explodiu para fama: no show de calouros do apresentador e compositor Ary Barroso.

A comissão de frente mostrou a infância pobre de Elza, nos tempos em que ela carregava latas de àgua na cabeça.

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Minha fé! Sincretismo religioso da cantora.

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Ala das baianas, Elza canta Mãe Menininha do Gantois.

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Quarto carro: o circo da vida mas é dura na queda, trouxe uma pantera negra, símbolo da resistência contra a opressão.

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A Verde e Branco de Vila Vintém fez um desfile empolgante, tendo como ponto alto o canto forte da comunidade.  Apesar do bom samba e a beleza no desenvolvimento do enredo, a escola apresentou algumas irregularidades em alegorias e adereços, onde era perceptível falhas de acabamento em alguns carros. Elza desfilou no último carro, intensamente ovacionada pela plateia.

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Fechando o desfile de segunda-feira do Grupo Especial, a Beija-Flor de Nilópolis veio para tentar se reerguer depois de um amargo 11° lugar no ano passado. Com o enredo "Se Essa Rua Fosse Minha", a escola narrou a história da evolução do homem no que se refere às suas histórias mais antigas de criar e seguir caminhos e ruas.  

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Segura o povo, que o povo é o dono da rua

A comissão de frente no estilo Mad Max, interpretou o encontro de grupos de gangues rivais em um ferro velho disputando o domínio sobre as ruas.  Nesse embate, chegam as Pombagiras, que trazem para esta dimensão a mensagem de Exu, o verdadeiro dono do lugar.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, formando por Selminha Sorriso e Claudinho, que comemora este ano bodas de prata, caracterizados de Sol demonstrou muita elegância no sincronismo.

Representando Xica da Silva, a cantora de funk Jojo Todynho desfilou com os seios de fora na Sapucaí.

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A fé me guia!

O quarto carro trouxe um altar em consagração à Virgem Maria do estilo barroco com 20 metros de altura.

Com um desfile grandioso e impactante, a escola levantou as arquibancadas desde o primeiro momento, porém acabou tendo problemas com a colocação dos destaques no último carro alegórico o que fez com que acelerasse o andamento, comprometendo a evolução e por poucos segundos não ultrapassou o tempo de desfile.

 

 

 

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