IMPÉRIO SERRANO

SAMBAS-ENREDOS

 

2007

ENREDO: O Império Serrano faz a diferença no Carnaval
COMPOSiTOR(ES): Arlindo Cruz, Maurição, Aloísio Machado, Carlos Senna e João Bosco

Eu quero ver
O amor florescer
Ser diferente é normal
E o império taí
Pra levantar seu astral  (bis)
Se liga no meu carnaval

Serrinha vem pedir respeito
Temos que olhar de outro jeito
Quem nasceu diferente
E venceu preconceito
A gente tem que admirar
Harmonizar pra ser feliz
Diferença social, pra quê?
Tá na cara que a beleza
Está nos olhos de quem vê
Romantismo irradia energia pra viver
Nesse mundo onde tudo é relativo
Minha escola é meu motivo
Meu maior prazer!

A história do samba mudou
Bateria diferente, olha o toque do agogô
No primeiro destaque e na comissão  (bis)
As novidades verde-e-branco, meu irmão

Difícil
Conviver na adversidade
Com arte ser eficiente
Fazer da pintura sua liberdade
Fazer esculturas usando a paixão
Feitiço de poeta invade o coração
Divino é o poder da criação
Eu pergunto a você
Será que existe?
Limite entre a loucura e a razão

 

2006

ENREDO: O Império do Divino
COMPOSiTOR(ES): Arlindo Cruz, Maurição, Carlos Sena, Aluízio Machado e Elmo Caetano

Cantando em forma de oração
Serrinha pede paz, felicidade
Pra nossa gente que não pára de rezar
E como tem religiosidade
Senhor, olhai por nós
Até por quem perdeu a fé
Vem meu amor
Na festa do Divino
Pagar promessa
De joelho ou de pé

Hoje tem maracatu, bate tambor
Cai na folia, é festa de reis  (bis)
Chão colorido,
Fogaréu, Semana Santa
Pode chegar
Que aqui tem festa todo mês

Tem romaria lá no Juazeiro
A procissão do círio faz chorar
Mas o Brasil é tão alegre e festeiro
É um celeiro de cultura popular
A esperança vem do índio caiapó
É louvação com muito amor no coração
Do povo negro
Veio todo axé
Lá do terreiro umbanda e candomblé
Um mar de flores para Iemanjá
Água-de-cheiro, águas de Oxalá

O meu império é raiz, herança
E tem magia pra sambar o ano inteiro  (bis)
Imperiano de fé não cansa
Confia na lança do santo guerreiro
E faz a festa porque Deus é brasileiro

 

2005

ENREDO: Um grito que ecoa no ar. Homem/Natureza - O equilíbrio perfeito
COMPOSiTOR(ES): Marcão, Marcelo Ramos e João Bosco

Meu grito ecoa pelo ar
Faço um alerta ao mundo
O homem com a sua ambição
Trouxe a tecnologia
Fez mal uso da razão
De mãos dadas com a ganância
Tem tudo que lhe deu o criador
De graça com amor
No seu futuro pode semear a dor

No meu verde das matas, tem magia
Equilíbrio perfeito que irradia  (bis)
As minhas águas cristalinas
São poluídas no seu dia a dia

Choro com essa tal evolução
Ressentida estou
Ao ver minha devastação
O homem com a sua sapiência
Transformou tudo em ciência
Maltratando a minha natureza
É muito lixo jogado aos ventos
Usou o átomo sem consciência
Causou tristeza, degradação
Coloca em risco toda civilização
Enfim num grande gesto de amor
Já tem gente a refletir
E por mim vive a lutar
Um fio de esperança a reluzir
Basta reciclar os seus conceitos
Na reforma ser perfeito
Produzir sem maltratar
Sou a mãe terra
Só a seu amor vai me salvar

Clamando numa só voz, vem meu Império
A gente tem que pensar, é caso sério  (bis)
Pra natureza sorrir, o homem tem que mudar
E aprender a preservar

 

2004

ENREDO: Aquarela Brasileira
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira

Vejam esta maravilha de cenário
É um episódio relicário
Que o artista num sonho genial
Escolheu para este carnaval
E o asfalto como passarela
Será a tela
Do Brasil em forma de aquarela

Passeando pelas cercanias do Amazonas
Conheci vastos seringais
No Pará, a ilha de Marajó
E a velha cabana do Timbó
Caminhando ainda um pouco mais
Deparei com lindos coqueirais
Estava no Ceará, terra de Irapuã
De Iracema e Tupã

Fiquei radiante de alegria
Quando cheguei à Bahia
Bahia de Castro Alves, do acarajé
Das noites de magia do candomblé
Depois de atravessar as matas do Ipu
Assisti em Pernambuco
À festa do frevo e do maracatu

Brasília tem o seu destaque
Na arte, na beleza e arquitetura
Feitiço de garoa pela serra
São Paulo engrandece a nossa terra
Do leste por todo o centro-oeste
Tudo é belo e tem lindo matiz
O Rio dos sambas e batucadas
De malandros e mulatas
De requebros febris

Brasil, essas nossas verdes matas
Cachoeiras e cascatas
De colorido sutil
E este lindo céu azul de anil
Emolduram em aquarela o meu Brasil

Lá rá rá rá rá
Lá lá lá lá iá

 

2003

ENREDO: E onde houver trevas...Que se faça a luz
COMPOSiTOR(ES): Aluísio Machado, Arlindinho Cruz, Maurição, Carlos Sena, Elmo Caetano

Luz, magia
Que faz a mente do poeta delirar
Estrela guia
Faz meu Império brilhar
É bom amar (amar) e ser amado
Se dar e receber
Eu quero um mundo de inspiração
Pra clarear de vez a escuridão

Prometeu roubou do Sol o fogo
Trouxe a Luz pra iluminar o povo  (bis)
O que vem do coração ô ô ô clareia
Clareia igual a Lua cheia

E a paz, desejo da Humanidade
Se faz com liberdade e igualdade
Feliz, muito feliz
"Uma criança" vai nascer
Se o homem conseguir usar a luz da razão
A Terra então vai florescer e vai...
Vai meu irmão!
Tens a chave do Céu!
A energia no ar
Vem da ribalta da vida
Serrinha é o show nessa avenida

Uma prova de amor... perdão
Uma grande paixão... amor  (bis)
A esperança é quem me conduz
Onde houver trevas que se faça a Luz

 

2002

ENREDO: Aclamação e coroação do imperador da Pedra do Reino - Ariano Suassuna
COMPOSiTOR(ES): Aluízio Machado, Maurição, Carlos Sena, Elmo Caetano e Lula

Sol inclemente, oi
Vai além da imaginação
Sopro ardente, árida terra
Desse poeta cantador
Sede de vida, gente sofrida
Salve o lanceiro, guerreiro do amor

Cabra macho, firmeza, que emoção
Liberdade, esperança, ressurreição  (bis)
A bondade, a maldade no coração
Amor, verdade, eu encontro neste chão

(Vem que tem...)
Tem azul, tem encarnado, tem
Numa comunhão de fé
Lança em punho ao som da luta
Desse sonho contra a dor
Resgatando o passado
Desse povo vencedor
Esses reis tão sertanejos
Descendentes de valor
E a cavalgada parte
Lá de Belmonte
Pra serra do Catolé
Tão linda minha corte sertaneja
Marco forte, altaneira do sertão
Buscando na justiça igualdade
Empunhando a bandeira na coroação

Hoje o Império é a voz da razão
Onde reina a paz e a união  (bis)
E é muito mais que uma paixão
Sou imperador... Lá do sertão

 

2001

ENREDO: O Rio corre pro mar
COMPOSiTOR(ES): Arlindo Cruz, Maurição, Carlos Sena e Elmo Caetano

Amor vem ver o mar
Vem contemplar o meu Rio
Agô, Mãe Iemanjá, só de pensar dá arrepio
Meu Rio tem tanta beleza
E a natureza sempre nos abençoou
Sou carioca da gema, sou resistência
Sou Império, sim "sinhô"
Abriu o porto ioiô, é porta aberta iaiá
É o comércio, é o progresso da cidade
E a cidade cresceu, o mundo então conheceu
O berço da felicidade
Toda ladeira cantou, a freguesia sorriu
A velha praça inteira aplaudiu

E assim nasceu a estiva
O primeiro sindicato do Brasil  (bis)

Entre revolta de dor
E um canto negro de fé  (bis)
O nosso povo exportou samba no pé

Axé, minha Guanabara,
Recanto mais doce do mar
Tão doce que trouxe a indústria
E fez o turista se apaixonar (na Praça Mauá)
Hoje a "noite" é bem mais quente, não é mais
Um inocente arranha-céu, oi
Torre de Babel que vive em paz
Já ancorou mais um navio
E eu sou confidente desse cais
Orgulho e tradição do Rio

Avisa aos navegantes que o Império vem aí
Olha, o bicho vai pegar, a poeira vai subir  (bis)
É arte, é cultura, é talento original
Hoje tem festa no Planeta Carnaval

 

2000

ENREDO: Os Canhões de Guararapes
COMPOSiTOR(ES): Paulinho Manahú, Marco Cabeça Branca e Zé Ferreira

Minha terra tem palmeiras
Onde o sabiá sempre cantou
E o "caraíba"
Vindo de terra distante
Tupinambás lá encontrou
A cana-de-açúcar enriqueceu a região
Da nossa maior capitania
E foi entregue a Cosme e Damião
A proteção do novo Estado que surgia

Linda, Olinda
Recanto de beleza natural  (bis)
Na dominação dos holandeses
Pernambuco é transformado
Em grande centro cultural

Rei Congo, ê, rei Congo
Deslumbra a corte de Maurício de Nassau
Guararapes, palco da insurreição
Uniu as raças em defesa da nação
Vitalino molda em barro sua gente
Hoje tem frevo, repente
E cordel na Avenida
E se o Maracatu é da Coroa Imperial
Sou Pernambuco neste Carnaval

Eh! Nordeste
Cabra da peste, com orgulho, eu sou  (bis)
E a Nação Imperiana
Vem cantar em meu louvor

 

1999

ENREDO: Uma rua chamada Brasil
COMPOSiTOR(ES): Arlindo Cruz, Carlos Sena, Maurição e Elmo Caetano

Em busca de um novo eldorado ô viajei
Pro melhor lugar do mundo
Fui tentar a minha sorte na 46
E ao chegar
Encontrei aventureiros
Gente deste mundo inteiro
Na terra do Tio Sam
Vi o jeito brasileiro
Na grande maçã
Há esperança de um novo amanhã

Bate forte coração eu sei
É difícil ser um rei  (bis)
Longe da terra natal
Mas eu não perdi a fé, lutei
Pra curar a solidão
Eu rezei na catedral

Fui chamado afro-brasileiro
Pra ganhar algum dinheiro
Fui muambeiro, engraxate, fui garçom
Me encantei com os diamantes
O teatro é pura emoção
Foi tão bom
Nessa cidade vi amor, fraternidade
Mas a saudade fez meu peito balançar

Mãe baiana
Foi sua carta que me fez voltar  (bis)

Lá vou eu de verde e branco, feliz
A Serrinha é meu encanto, meu país  (bis)
Parabéns Carmen Miranda que conseguiu
Mesmo distante não deixar de ser Brasil

 

1998

ENREDO: Sou ouro negro da Mãe África
COMPOSiTOR(ES): Gonzagão, Gonzaguinha, Otávio Samba, Deo, Alexandre, Paulinho Gafieira e Marcão da Serrinha

Vim da África
Minha raiz mãe tesouro
A liberdade é o meu ouro
Sou negro sim senhor
Pelo criador fui abençoado
Numa doce união
E soberania em reinados
No nascimento do menino rei
Por uma estrela fui guiado

Com a sola dos meus pés marquei a terra
Em vários cantos abracei novos anéis  (bis)
Eu sou negro eu sou raça, sou emoção
Sou ouro negro baluarte da nação

Cruzei mares em Pindorama cheguei
Terra do pau cor de brasa
Onde meus valores misturei
Costume, culinária e cultura
Valeu eu vou à lua com bravura
Meru grito é um cantar de liberdade
Sou um Império de bambas, hoje felicidade
E no Carnaval levanto o seu astral
Nesta festa multicor
No esporte e nas ciências
Ilustrando eu vou

Ô Kalofé, oh mãe baiana
Trago minha raça, sou força e luta  (bis)
Vem comigo nessa fé
Sem limite, sem fronteiras
Eu corro o chão
Afastando os espinhos
Semeando a união

 

1997

ENREDO: O mundo dos sonhos de Beto Carrero
COMPOSiTOR(ES): Carlos Sena, Maurição, Arlindo Cruz e Índio do Império

O Reino encantado, oi
Se tornou realidade
Na verdade é um presente ao meu Império
Nos seus 50 anos de idade
Lá em Santa Catarina
Vi um sonho de menino se realizar
Hoje a penha é uma cidade
Cheia de felicidade, vem brincar

Olha a massa imperiana
Demonstrando seu valor  (bis)
Vamos nessa caravana
Que o show já começou

Vi dinossauro, vi Tarzan na selva, ô ô ô
Vi pirata em alto-mar, segura iaiá
Cuidado, meu bem, tem fantasma no trem
É de arrepiar
Sou boiadeiro, eu sou, pelas estradas cavalguei
Equilibrista balancei, mas não caí
Me fiz palhaço sem saber sorrir
Com muito amor no coração
Todas as feras eu domei
Só pra ver a vida mais feliz
Pra criançada desse meu país

Roda gira, gira roda
Quero ver girar  (bis)
Lá na terra do futuro tem magia
Vila Árabe e Chinesa
Castelo Medieval
É Beto Carrero, nosso Carnaval

 

1996

ENREDO: E verás que um filho teu não foge à luta
COMPOSiTOR(ES): Aluísio Machado, Lula, Beto Pernada, Arlindo Cruz e Índio do Império

O povo diz amém
É porque tem
Um ser de luz a iluminar
O moderno Dom Quixote
Com mente forte vem nos guiar
Um filho do verde esperança
Não foge à luta, vem lutar
Então verás um dia
O cidadão e a real cidadania

Quero ter a minha terra, ô ô ô
Meu pedacinho de chão, meu quinhão  (bis)
Isso nunca foi segredo
Quem é pobre tá com fome
Quem é rico tá com medo

Vou dizer...
Quem tem muito, quer ter mais
Tanto faz se estragar
Joga no lixo, tem bugica pra catar
Senhor, despertai a consciência
É preciso ter igualdade
O ser humano tem que ter dignidade
Morte em vida, triste sina
Pra gente chega de viver a severina
Junte um sorriso meu, um abraço teu
Vamos temperar
Uma porção de fé, sei que vai dar pé
Não vai desandar
Amasse o que é ruim, e massa enfim
Vai se libertar
Sirva um prato cheio de amor
Pro Brasil se alimentar

Eu me embalei, pra te embalar
No balancê, balancear  (bis)
Vem na folia (vem, vem, vem)
Chegou a hora de mudar
O meu Império vem cobrar democracia

 

1995

ENREDO: O tempo não pára
COMPOSiTOR(ES): Maurição, Jorge Lucas e Luís Carlos do Cavaco

Eu vi surgir
De um túnel a tempo uma luz
Para iluminar o meu império
Desvendar esse mistério que seduz
O mundo gira em torno do tempo
Onde a vida faz nascer, crescer, morrer
Se planar o mal, o bem não vai colher
Amor é hora
Sinto energia no ar
É real a união
Tenho fé e esperança
De ver tudo melhorar

Quem sabe não espera
O que pode acontecer  (bis)
O tempo vai embora
Sem a gente perceber

A busca da eterna juventude
É a falsa atitude
De que o tempo vai parar
Ganhar muito dinheiro
Ter poder pra desfrutar
É melhor não perder tempo
Pois o tempo não espera
E quem parar no tempo pode se arrepender
O homem evoluiu
Aperfeiçoando a ciência
Será que não dá pra entender
Que já é hora de usar a consciência

Vem amor, pra essa avenida
Hoje estou de bem com a vida  (bis)
Vislumbrando um bom astral
Pra Coroa Imperial

 

1994

ENREDO: Uma festa brasileira
COMPOSiTOR(ES): Lula, Zito e Beto Pernada

Ressoou, ressoou no seio da mata virgem
O canto do índio guerreiro
Exaltando o homem branco que chegou
Lá se vão
Marujos, Tabajara e Tupinambá
Até as margens do Sena
Mostrar a dança solene
As maravilhas da renascença
Onde o rei e a rainha
Ficam encantados com uma festa brasileira

Que zoeira, que zoeira
Tem batuque na corte  (bis)
Dia e noite, noite inteira
O novo mundo
Mostra a arte em brincadeira

A cultura
Se junta à arte numa nova dimensão
Hoje o Império faz a festa
Contagiando a galera de emoção
E exibe para o mundo inteiro
O carnaval brasileiro
Como na corte dos reis
Engalanado entra em cena outra vez (e assim)
Assim, a festa continua
Tão minha quanto sua
Neste delírio tropical
O verde e branco é a razão da minha vida
Nesta folia todo mundo é igual

Ô embala eu, embala eu
Que nesta festa eu também vou (eu vou, eu vou)  (bis)
Ô embala eu
Com surdos, tamborins e agogôs

 

1993

ENREDO: Império Serrano, um ato de amor
COMPOSiTOR(ES): Arlindo Cruz, Aluísio Machado, Acyr Marques e Bicalho

Meu coração
É emoção que se repete
É muito amor
Essa paixão é Carnaval
Eu sou um menino de quarenta e sete
Imperial...

Novidade pra cidade criei
Samba-enredo de verdade cantei  (bis)
A nobreza em pessoa mostrei
É real minha coroa sou rei

Fiquei radiante de alegria
Um céu cor de anil
Se fez passarela
Viajei na minha fantasia
Pintei meu Brasil
Que linda aquarela

"Alô, alô, taí"... o Império
Mudou, mudou  (bis)
Foi um caso sério
Foi tropical, não teve demanda
Deu Carmem Miranda
No meu Carnaval

Paticumbum, Prugurundum no meu tambor
Resplandeceu, reacendeu o meu calor

Eu sou um ato amor
De uma Nação  (bis)
Eu sou o Império
Do seu coração

 

1992

ENREDO: Fala Serrinha - A voz do samba sou eu mesmo sim senhor
COMPOSiTOR(ES): Beto Sem Braço, Jangada e Maurição

Avante imperianos
A luz de Deus iluminou a Serrinha
Viemos cantar, sambar
Mostrar, provar a nossa tradição
Pouca coisa não vai nos jogar no chão

Nos olhos da claridade
Até cego tem poder  (bis)
Pior cego é aquele
Que enxerga e não quer ver

Fiz meu pedestal
Ilustrei o Carnaval
Etecétera e tal
Eu vou enxugar com a sua ingratidão
Meus pés que vou suar de poeira
Toda criação que eu criei foi pra brincar
Se não lembrar é brincadeira
Do prato, reco-reco, agogô
Que até hoje levanta o seu astral
O primeiro destaque do samba surgiu
Em minha pauta musical
Com miçangas e paetês bordei meu nome
Nos braços do mais belo Carnaval

Lá do céu o "Viga-Mestre" nos pediu
Em sua filosofia  (bis)
Pro Império não parar de entoar
Seu canto de euforia

Lembrar as glórias da Corte Imperial
Quatro anos de vitórias sem igual
(E assim...)
Atravessei fronteiras
De emoção vi turista chorar
Meus fãs vão chorar saudades
Em não me ver no meu grupo desfilar

Sou Império, sou patente
Só demente é que não vê  (bis)
Do samba sou expoente
Abra meu livro, pois tu sabes ler

 

1991

ENREDO: É por aí que eu vou
COMPOSiTOR(ES): Wilson Solidão, Ibraim, Beto Pernada, Valdir Sargento, Edu do Pagode e Elcy

É dia, é noite, sol ou chuva lá vou eu
Céu estrelado ou nublado tanto faz
Pouco me importo com o frio ou calor
Viajando "É por aí que eu vou"

Esperando um futuro bem melhor
Na fé do meu protetor

É chão, poeira, estrada vou embora
Transportando o progresso por aí  (bis)
Moça bonita, por mim não chores
Eu te prometo que um dia volto aqui

O clarão da Lua Cheia
Na boléia do meu caminhão
O retrato da família
A distância traz saudade
Que aperta o coração
Devagar também é pressa
Nunca ande na banguela
Meu irmão de profissão

Rodar, rodei
Desbravando estradas  (bis)
Novo mundo encontrei
Cidade grande, que fascinação
Nos cabarés da vida há doce ilusão

 

1990

ENREDO: Histórias da nossa história
COMPOSiTOR(ES): Jangada, Tico do Gato, Zito, Ibrain Solidão e Edgard do Agogô

Deixei minha mente vagar (vagar, vagar, vagar...)
E no rastro da memória
O Império vem mostrar
Histórias da nossa história

O rei, ah!, o rei
Mandou vir de Portugal
Uma expedição colonial
Criando os primeiros vilarejos
Os engenhos de açúcar
Enriqueceram o litoral
Arando e cultivando a terra
Trouxeram também os animais

A beleza da Índia
Encantou Caramuru  (bis)
Era todo seu tesouro
A linda Paraguassu

Aí, (oi, aí...) chegou Maurício de Nassau
Com o progresso e a nobreza
Criou palácios e academias culturais
Mas a união das raças e seus valores
Expulsaram para longe os invasores

Ô ô ô ô
Bravos guerreiros  (bis)
Brasil, sempre Brasil
O Brasil já era brasileiro

Sonho verde de esperança
Se expandia na ilusão (na ilusão)  (bis)
Na conquista de esmeraldas
O ouro e prata encravados nesse chão

 

1989

ENREDO: Jorge Amado - Axé Brasil
COMPOSiTOR(ES): Beto Sem Braço, Aluísio Machado, Bicalho e Arlindo Cruz

Sob os olhos graciosos de Oxalá
Desce a Serrinha
Esquenta o país do Carnaval
É muita pimenta, dendê e cacau

Você sabe que tem festa, meu amor
Lá na Tenda dos Milagres  (bis)
Vem que eu vou, eu vou
Jubiabá tá no portão
E as Iaôs jogam pitangas pelo chão

Com os pastores da noite
Vem gente lá da terra do Sem-Fim
(Pode crer que dá pra mim)
Oriundo lá das matas de Oxossi e Ossain
O famoso Valentim
E ao som dos Atabaques
Rola o suor dos Ogans
Olha que papo maneiro
Entre os velhos marinheiros
E os novos capitães
Vem gente que sofreu demais
Lá do sertão e da beira do cais (é doce...)

É doce morrer no mar
Nos braços de Yemanjá  (bis)

Teresa Batista cansada de guerra
No samba de roda esquece as mágoas
Tiêta se beber faz graça
Quincas Berro D'água agitando a massa
(Põe tempero Gabriela...)
Põe tempero na panela Gabriela
Mexe, mexe com amor
Cozinha com o teu calor
Bota logo o vatapá na tigela
Quem mandou foi Dona Flor

É gente que chega
E tem gente pra chegar, ô  (bis)
Ekchêupa ba bá
Ekchêupa ba bá
Axé Brasil
Pai Amado saravá, saravá

 

1988

ENREDO: Pára com isso, dá cá o meu
COMPOSiTOR(ES): Luís Carlos do Cavaco, Lula e Jarbas da Cuíca

O Rio não é mais como era antes
Pois acabaram com a nossa Guanabara (diz aí)
Fundiram toda nossa competência
E já não somos a Cidade Jóia Rara
Que saudades que eu tenho
Da bandeira com golfinhos e brasão
Do nosso Rio antigo
Praça Onze, onde o samba tinha abrigo
Rio, grande centro cultural
Patrimônio da riqueza nacional

Dá cá o meu
Dá cá, dá cá o meu  (bis)
O povo carioca
Cobra aquilo que perdeu

Quero novamente ver meu Rio
Dono do samba e do grande futebol
Ter um forte banco aqui na praça
E que não seja um comitê eleitoral
Chega de ter nossa casa comandada
Por malandro e coisa e tal

O Rio é negro
E negro luta pelo Rio  (bis)
Buscando a liberdade
Enfrentando desafio
O Rio é negro
E é negra essa nação
Vamos firme nessa luta
Proclamando a Abolição

 

1987

ENREDO: Com a boca no mundo, quem não se comunica se trumbica
COMPOSiTOR(ES): Beto Sem Braço, Aluísio Machado e Bicalho

Se liga, ligação vai ser preciso, ô
Aviso, o verbo é comunicar
Caminha nem pestanejou
Como agente da passiva se comunicou

Vai, pombo correio
De perneio, na imensidão  (bis)
Voa e vá dizer ao meu amor
Que a saudade machucou meu coração

Pregoa, pregoeiro
O mercado é todo seu
Independência ou morte
Grito forte que valeu
Ô de casa, olha o carteiro
É a carta de quem nunca lhe esqueceu
Jornal, jornaleiro, jornalista
Reportagem em revista
A Imprensa em comunhão
Tudo em primeira mão

Alô, alô, alô, alô, alô
Não se comunicou, dançou  (bis)

A radiodifusão está no ar
Seu sucesso é notório
Fez tanto artista popular
Novelas, programas de auditório
Indiscutivelmente, é a era da televisão
O tão distante presente
Se faz presente e satisfaz nossa visão
Até a Lua lá no céu
Nos chega via Embratel

Quem não se comunica
Se trumbica e como fica  (bis)
Fica na saudade, fica

 

1986

ENREDO: Eu quero
COMPOSiTOR(ES): Aluísio Machado, Luiz Carlos do Cavaco e Jorge Nóbrega

Eu quero, a bem da verdade
A felicidade em sua extensão
Encontrar o gênio em sua fonte
E atravessar a ponte
Dessa doce ilusão
(Quero, quero, quero sim)

Quero que meu amanhã, meu amanhã
Seja um hoje bem melhor, bem melhor  (bis)
Uma juventude sã
Com ar puro ao redor

Quero nosso povo bem nutrido
O país desenvolvido
Quero paz e moradia
Chega de ganhar tão pouco
Chega de sufoco e de covardia

Me dá, me dá
Me dá o que é meu  (bis)
Foram vinte anos
Que alguém comeu

Quero me informar bem informado
E meu filho bem letrado
Ser um grande bacharel (bacharel)
Se por acaso alguma dor
Que o doutor seja doutor
E não passe por bedel
Cessou a tempestade
É tempo de bonança
Dona liberdade
Chegou junto com a esperança (vem, meu bem)

Vem, meu bem, vem, meu bem
Sentir o meu astral, que legal  (bis)
Hoje estou cheio de desejo
Quero te cobrir de beijos
Etecetera e tal

 

1985

ENREDO: Samba, suor e cerveja, "combustível da ilusão"
Autor: Beto Sem Braço

Nesta festança eu vou (eu vou)
De mão dada à poesia
Debruçado num verde esperança
Num branco que deixa herança
Nos caminhos d'alegria
Quero cantar, sambar, suar, me embriagar
Ser feliz, bem feliz
Desfrutar das coisas lindas
Que existem ainda neste meu país

Alegria, alegria, meu amor
De peito aberto aqui estou  (bis)

Cada gota de suor (que cai)
É um pingo de felicidade
No néctar dos deuses flutuando
Na espuma me banhando
Encontrei mil realidades
Coisas daninhas serão banalidades
Quem vem do lado de lá
Assistir à nossa batucada
Se trouxer no peito tristeza
Que afogue lá na mesa
Numa cerva bem gelada
Já coloquei na pedreira
Cerveja preta para o Rei Xangô
Cerveja branca também coloquei na mata
A noite inteira "Seu" Ogum bebericou
Quem canta o mal espanta
Explode coração
No combustível da ilusão

Haja frio ou calor
Cervejando lá se vai o dissabor  (bis)

 

1984

ENREDO: Foi malandro é
Autor: Bicalho

Império sutilmente encontrou
Nas entrelinhas da história
Heróis do aipim, heróis do bacalhau
Tirando a poeira das memórias, que legal  (bis)

Pero Vaz, escrevendo de mansinho
Asilou o seu sobrinho
Inventou o pistolão

E Caramuru não deu chabú, "fica a bangu"
Na tribo com Paraguassu  (bis)

Araribóia loteou Niterói
E fez do índio seu office-boy  (bis)

Malandro que é malandro bota banca
D. João VI pega o ouro e se arranca
Dizendo: "Ó Pedrito, filho meu
Segura esse foguete, entendeu?" (bis)

Na lei de Chico Rei
O fim modifica os meios
Assim, libertou seu povo
Com a poupança do alheio
Chica da Silva
Empolgou um galego e a nação
Eis D. Pedro levando
Cachaça pro pagode e mulheres pro colchão
Rio Branco dilatou as fronteiras, na surdina
Com barris de vaselina

Barão esperto foi Drummond
Bolou um jogo além de bom
E colocou a bicharada
Na cabeça da moçada  (bis)

Com blá blá blá
Sem bafafá  (bis)
Quem foi malandro é
Sempre será

 

1983

ENREDO: Mãe, baiana mãe
COMPOSiTOR(ES): Aluísio Machado e Beto Sem Braço

Abre as portas, oh folia
Venho dar vazão à minha euforia
A musa se vestiu de verde e branco
E o pranto se fez canto
Na razão do dia-a-dia
Mãe, baiana mãe
Empresta o teu calor
Eu quero amanhecer no teu colo
Onde deito, durmo e rolo
E isolo a minha dor
Eu quero, quero te saudar nesta avenida
Pra valorizar a vida
Que a vida valorizou
Mãe negra, sou a tua descendência
Sinto tua influência
No meu sangue e na cor
Iê, abará, acarajé
Capoeira, filho da mãe
Pregoeiro, homem da mulher

Okolofé mamãe
Kolofé-lorum  (bis)
Aieieu, aieieu mamãe oxum

Baiana, baianinha boa
Teu requebro me enfeitiçou
Enfeitiçado, sambando eu vou
Baiana mãe Baiana
É belo o teu pedestal
Eu te adoro e adorando imploro
Teu carinho maternal
Tia Ciata, mãe amor
O teu seio o samba alimentou

E a baiana se glorificou  (bis)

 

1982

ENREDO: Bumbum Paticumbum Prugurundum
COMPOSiTOR(ES): Beto Sem Braço e Aluísio Machado

Enfeitei meu coração
De confete e serpentina
Minha mente se fez menina
Num mundo de recordação
Abracei a Coroa Imperial
Fiz meu Carnaval
Extravasando toda minha emoção
Oh! Praça Onze, tu és imortal
Teus braços embalaram o samba
A sua apoteose é triunfal
De uma barrica se fez uma cuíca
De outra barrica um surdo de marcação

Com reco-reco, pandeiro e tamborim
E lindas baianas  (bis)
O samba ficou assim

E passo a passo no compasso
O samba cresceu
Na Candelária construiu seu apogeu
As burrinhas que imagem, para os olhos um prazer
Pedem passagem pros Moleques de Debret
"As Africanas", que quadro original
Yemanjá, Yemanjá enriquecendo o visual

(Vem meu amor...)
Vem meu amor
Manda a tristeza embora  (bis)
É carnaval, é folia
Neste dia ninguém chora

Super Escolas de Samba S/A
Super-alegorias
Escondendo gente bamba
Que covardia!

Bumbum Paticumbum Prugurundum
O nosso samba minha gente é isso aí
Bumbum Paticumbum Prugurundum
Contagiando a Marquês de Sapucaí

 

1981

ENREDO: Na terra do pau-brasil, nem tudo Caminha viu
COMPOSiTOR(ES): Jorge Lucas e Edson Paiva

Maravilhosa terra
De legendas
Que o passado não contou
Hoje o Império Serrano
Vem com Pero Vaz de Caminha
O célebre eminente precursor

Ô, ô, ô, ô, ô
Ô, ô, ô, ô, ô  (bis)

Em tempos idos
Chegavam a uma vasta região
Audazes descobridores
Dando-se a integração
Com os primitivos habitantes
Deste imenso Torrão

Canta gente
Esta linda canção  (bis)
Exaltando o Brasil
Em sua dimensão
Lá, lá, lá

A beleza da mulata
Enaltece a raça
Com seu requebro febril
Nossos rios, campos e florestas
Emolduram a natureza

O ouro e pedras preciosas
São riquezas do solo deste Brasil
Que Pero Vaz de Caminha não viu...

Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá...

 

1980

ENREDO: Império das ilusões - Atlântida, sonho e aventura
COMPOSiTOR(ES): Durval Nery e Joaquim Aguiar

Em sonhos coloridos
No Império das ilusões
Viajei por caminhos floridos
Num carrossel de emoções
Ao se abrir a porta do Sol
A luz me levou ao passado milenar
Eu vi o reino encantado
Que aventureiros sonhavam encontrar
Pelas matas verdejantes
Rios bravios ouvi cantar
Vi guerreiras enfeitadas com brilhantes
Vitórias-Régias flutuando ao luar
Nas cidades por onde passei
Com Castelos de Safiras me encantei
Nessa aventura divinal
Encontrei montanhas de Cristal

O vento trazia poeira, poeira de ouro
E transformava meu caminho em tesouro  (bis)

A roda do tempo transformou em mar
Um continente de riqueza
Minha ilusão foi procurar
O que restou de tanta beleza
Quando despertei do meu sonho
Num cenário iluminado

Vi no Império Serrano
A sedução do Eldorado  (bis)

 

1979

ENREDO: Municipal maravilhoso, 70 anos de glória
COMPOSiTOR(ES): Roberto Ribeiro, Jorge Lucas e Edson Paiva

É arte, é cultura
A idéia do artista é genial
Em cenário deslumbrante
O Império exalta o Municipal
Que maravilha os corais
Ao som de orquestras magistrais
Sonoras sinfonias
Que não se esquecem jamais
Iara e a paz
Retratam a cultura nacional
Ainda hoje são vividas
Nos palcos deste Rio colorido

Vem meu povo
Ver como é que é  (bis)
O balé no samba
Na ponta do pé

A suntuosidade imperava
Nos grandes bailes
Do nobre salão
Onde tudo era alegria
Elegância, beleza
Num sonho de fantasia

Carnaval é ilusão
Do pierrô sofrido  (bis)
É festa de um povo
É consagração

 

1978

ENREDO: Oscarito, Carnaval e samba, uma chanchada no asfalto
COMPOSiTOR(ES): Nina Rodrigues, Aidno Sá e Ubirajara Cardoso

Era criança
Ficou com a herança
Que sua família deixou
O seu sonho dourado
Foi realizado
A platéia o amou

Quem não viu, venha ver
O rei das gargalhadas
Na avenida acontecer
Nos picadeiros
O povo o aplaudiu
No teatro e no cinema
O seu conceito subiu
"Cupim", "Papai Fanfarrão"
"O golpe", "Zero à Esquerda"
Foram seus sucessos teatrais
Relembramos suas fitas geniais

Hoje, uma chanchada no asfalto
O Império engalanado o eleva
No pedestal mais alto

No verde e branco
É um barato legal  (bis)
Oscarito é curtição
Do nosso Carnaval

 

1977

ENREDO: Brasil, berço dos imigrantes
COMPOSiTOR(ES): Roberto Ribeiro e Jorge Lucas

É tempo de Carnaval
Hoje as cores do Império
Vem saudar a imigração
Numa doirada alegria
Neste dia de folia
O samba é anfitrião

Desta gente que ao chegar
Semeou nesta terra
Seu folclore popular

Brasil, berço dos imigrantes
Sua raça é mistura
Sem cessar
O povo com seu sorriso
Vem pra avenida festejar

Violas e pássaros
Clarins de vento  (bis)
O Arlequim
Entoando um canto lento

Num céu de serpentina
Um Pierrot a desfilar
O dominó ganhou confete
E ao imigrante foi saudar

Olha o passo da mulata
Esplendor da Colombina  (bis)
Cantem samba minha gente
Nesta festa que domina

Lá, lá, laiá
Lá, laiá, laiá  (bis)
Lá, laiá, lá, laiá

 

1976

ENREDO: A lenda das sereias - Rainha do mar
COMPOSiTOR(ES): Vicente Mattos, Dinoel e Arlindo Velloso

O mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaô, Okê, laloá
Em noite de Lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar

Ela mora no mar
Ela brinca na areia  (bis)
No balanço das ondas
A paz ela semeia

Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá  (bis)
Oloxum, Inaê
Janaína, Iemanjá
(Sou Rainha do Mar...)

 

1975

ENREDO: Zaquia Jorge - Vedete do Subúrbio, Estrela de Madureira
Autor: Avarese

O Império deu o toque de alvorada
Seu samba a estrela despertou
A cidade está toda enfeitada
P'ra ver a vedete que voltou
Com seu viver de alegria
Fez tanta gente sonhar

Outra vez se abre o pano
P'ra todo o céu suburbano  (bis)
Ver sua estrela brilhar

Viagem, revista, aquarela
O passado é presente
E neste teatro-passarela
Ela resplandece novamente

Baleiro-bala
Grita o menino assim  (bis)
Da Central a Madureira
É pregão até o fim

 

1974

ENREDO: Dona Santa Rainha do Maracatu
COMPOSiTOR(ES): Wilson Diabo, Malaquias, Carlinhos

Vejam em noite de gala
As nações africanas
Que o tempo não levou
É maracatu
Olhem quanto esplendor
Na festança real
Vêm as nações importantes
Saudando a rainha Dona Santa
Cantarolando num baque virado alucinante

Ô ô ô ô ô
Olha a costa velha do batuque do tambor  (bis)
Ô ô ô
"Maracatu Elefante" chegou

Perto do pálio da soberana
Um festival em cores
Enfeita a nação
Vejam a garbosa rainha
Na matriz do Rosário  (bis)
Depois da coroação

Chegou maracatu no Império original
Maracatu tradição do Carnaval  (bis)

 

1973

ENREDO: Viagem encantada Pindorama adentro
COMPOSiTOR(ES): Wilson Diabo, Malaquias, Carlinhos

Venham ver, no Império minha gente
Um navegante procurando Upabuçu
Ansiosamente
No pavão misterioso
Vi a sereia do mar
Em Pindorama coisas lindas
Até o boitatá
Oxossi, rei da mata
Fez Coaraci aparecer
Numa jangada segui o saci-pererê
Iererê, rê rê
Como rema o saci-pererê
Iererê, rê rê
Só remava o saci-pererê
Quando Jaci surgiu
Enfeitiçando o rio mar
Iara me levou
Sob o clarão do luar
Na lagoa dourada de beleza sem par
As flores conversavam
Tudo era encantado
Naquele lugar

Foi assim que encontrei
O reino encantado que procurei  (bis)

 

1972

ENREDO: Alô, alô, taí Carmem Miranda
COMPOSiTOR(ES): Maneco, Wilson Diabo, Heitor Rocha

Uma pequena notável
Cantou muito samba
É motivo de carnaval
Pandeiro, camisa listrada
Tornou a baiana internacional
Seu nome corria chão
Na boca de toda gente

Que grilo é esse?
Vou embarcar nessa onda  (bis)
É o Império Serrano que canta
Dando uma de Carmem Miranda

Cai, cai, cai, cai
Quem mandou escorregar  (bis)
Cai, cai, cai, cai
É melhor se levantar, oi

 

1971

ENREDO: Nordeste, seu povo, seu canto e sua glória
COMPOSiTOR(ES): Heitor Achiles, Maneco e Wilson Diabo

Nordeste
O canto de tua gente
No Império está presente
Para se comunicar
No Fandango irradias alegrias
Lendas, rezas, fantasias
Tudo isto faz lembrar
Dona Santa desfilou desde menina
O Pierrô e a Colombina
São eternos foliões
Pastorinhas, cirandeiras na cidade
Sai o Bloco da Saudade
Entram em cena os cordões
Eia, eia, eia, boiada
Eia, eia o vaqueiro canta assim
Plantador colhe e semeia
Suplicando pra chover
Arrastão feliz n'areia
As rendeiras a tecer
Olê olá, olê olê
Quando a lua se alteia
Cantador canta vitória
Viola afinada ponteia
O canto de um povo em glória
No Nordeste...

 

1970

ENREDO: Arte em Tom Maior
COMPOSiTOR(ES): Nina Rodrigues, Aidno Sá e Jorge Lucas

Lá lá lá rá lá lá
Lá lá lá lá
Tudo isto quer dizer Brasil, Brasil, Brasil
És a natureza em festa
Até parece seresta
A passarada cantando em seu louvor
Oh meu Brasil
Glória ao colonizador
Que evolui esse torrão
O negro foi braço forte da evolução

Terra de artistas geniais
Ainda existem nos salões de belas-artes
Como testemunhas imortais

São belos nossos rios e cascatas
Terras e verdes matas
E campina multicor
É o orgulho de uma raça
Quando brilha o astro rei
Tudo é esplendor
Essa paisagem tão bela
Que cantamos nesta passarela
O velho mundo conheceu
Usos e costumes em aquarela

 

1969

ENREDO: Heróis da Liberdade
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manoel Ferreira

Ô ô ô ô
Liberdade, Senhor,
Passava a noite, vinha dia
O sangue do negro corria
Dia a dia
De lamento em lamento
De agonia em agonia
Ele pedia
O fim da tirania
Lá em Vila Rica
Junto ao Largo da Bica
Local da opressão
A fiel maçonaria
Com sabedoria
Deu sua decisão lá, rá, rá
Com flores e alegria veio a abolição
A Independência laureando o seu brasão
Ao longe soldados e tambores
Alunos e professores
Acompanhados de clarim
Cantavam assim:
Já raiou a liberdade
A liberdade já raiou
Esta brisa que a juventude afaga
Esta chama que o ódio não apaga pelo Universo
É a evolução em sua legítima razão
Samba, oh samba
Tem a sua primazia
De gozar da felicidade
Samba, meu samba
Presta esta homenagem
Aos "Heróis da Liberdade"
Ô ô ô

 

1968

ENREDO: Pernambuco, "O Leão do Norte"
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira

Esta admirável página
Que o passado deixou
Enaltece a nossa raça
Disse um famoso escritor
Que Maurício de Nassau
Na verdade foi um invasor
Muito genial
Glória a Vidal de Negreiros
E aos seus companheiros
Que na luta contra os holandeses
Em defesa ao Leão do Norte
Arriscaram suas vidas
Preferiram a morte
Na trégua dos Guararapes
Teatro triste da insurreição
Houve estiagem, coragem, abnegação
Pernambuco hoje
É orgulho da federação
Evocando os palmares
Terra de Bamboriki
Ainda ouço pelos ares
O retumbante grito do Zumbi
Lá, rá, rá, rá, rá, rá
Lá, rá, rá, rá, rá, rá, ô, ô

 

1967

ENREDO: São Paulo, chapadão de glórias
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira e Joacir Santana

Madrugada triste de garoa, na serra a brisa entoa
No momento o meu pensamento voa
Minha voz se embarga, mas não me calo
Com lápis e pincel
Risquei nesse painel
A singela homenagem a São Paulo
São Paulo! Cantamos em teu louvor
Povo ordeiro e triunfante. Num afago delirante
Te exaltamos com fervor
Sendo descendentes de Ramalho
Se dedicam ao trabalho
Com verdadeiro amor
Num ideal triunfante
Os denodados bandeirantes
Deixaram exemplos de bravuras incessantes
Gravaram lindas páginas na história do Brasil
Tu és poderoso gigante, terra dos desbravadores
E dos grandes bandeirantes
Oh povo dos povos
Onde se deu a alegria de um rei
Que não aceitou a coroa
Deixando a regência da linda terra da garoa
É quando a riqueza se engalana
Na história ficou "o cacho de banana"
Outro fato de memorável relevância
Foi a consagrada altivez de um patriota viril
Do rio Ipiranga às margens plácidas
Num gesto sublime, num impulso forte
Deu o grito de Independência ou Morte
A sua lavoura verdejante
Floresta exuberante
É um orgulho desta imensa nação
Café, o seu maior mensageiro
Seus lavradores são os principais pioneiros
Da nossa futura emancipação
Foi no seio desta terra, de raro esplendor,
Que nasceu o genial compositor
Iluminado por sua inspiração
Fez vibrar as platéias do "Scala de Milão"
Lá, rá, rá, rá, rá, rá, rá, rá
É fabuloso o desenvolvimento industrial
Elevar o país é o teu fator comercial
A tua engenharia enobrece a nova era
Demonstrando sua obra-prima
O suntuoso Ibirapuera

 

1966

ENREDO: Glória e Graças da Bahia
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira e Joacir Santana

Oh, como é tão sublime
Falar das suas glórias
E dos seus costumes, formosa Bahia,
Catedrais ornadas de encantos mil
Do candomblé, da famosa magia
Celeiro de heróis
E bravura varonil
Lá, rá , rá, rá, rá, rá, rá
Bahia, Bahia
Terra do Salvador
Iaô, iaô, iaô
Gegê, nagô, gegê, nagô
Saravá, saravá
Yerê, yerê de abê ocutá
Em louvor à rainha do mar
Iemanjá, Iemanjá
É lindo, é maravilhoso
Assistir à cerimônia do lava-pés
Ver a Bahia com seu traje suntuoso
Apregoando caruru, vatapá e acarajé
Ouvir o povo em romaria cantando assim:
Vou pagar uma promessa
A Nosso Senhor do Bonfim, ô ô
Ô ô ô ô Bahia
No seu abençoado berço dourado
Ô ô ô ô Bahia
Nasceram grandes vultos na nossa história
Maria Quitéria, a brava heroína
Ana Neri, símbolo da abnegação
Castro Alves, apóstolo da Abolição
Rui Barbosa, gênio da civilização

 

1965

ENREDO: Os Cinco Bailes da História do Rio
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira, Ivone Lara e Bacalhau

Carnaval, doce ilusão
Dê-me um pouco de magia
De perfume e fantasia
E também de sedução
Quero sentir nas asas do infinito
Minha imaginação
Eu e meu amigo Orfeu
Sedentos de orgia e desvario
Cantaremos em sonho
Os cinco bailes da história do Rio

Quando a cidade completava
Vinte anos de existência
O nosso povo dançou
Em seguida era promovida a capital
A corte festejou
Iluminado estava o salão
Na noite da coroação
Ali no esplendor da alegria
A burguesia fez sua aclamação
Vibrando de emoção
O luxo, a riqueza imperou com imponência
A beleza fez presença
Comemorando a Independência

Ao erguer a minha taça
Com euforia
Brindei aquela linda valsa
Já no amanhecer do dia
A suntuosidade me acenava
E alegremente sorria
Algo acontecia
Era o fim da monarquia
Lá rá rá lá rá rá rá rá

 

1964

ENREDO: Aquarela Brasileira
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira

Vejam esta maravilha de cenário
É um episódio relicário
Que o artista num sonho genial
Escolheu para este carnaval
E o asfalto como passarela
Será a tela
Do Brasil em forma de aquarela

Passeando pelas cercanias do Amazonas
Conheci vastos seringais
No Pará, a ilha de Marajó
E a velha cabana do Timbó
Caminhando ainda um pouco mais
Deparei com lindos coqueirais
Estava no Ceará, terra de Irapuã
De Iracema e Tupã

Fiquei radiante de alegria
Quando cheguei à Bahia
Bahia de Castro Alves, do acarajé
Das noites de magia do candomblé
Depois de atravessar as matas do Ipu
Assisti em Pernambuco
À festa do frevo e do maracatu

Brasília tem o seu destaque
Na arte, na beleza e arquitetura
Feitiço de garoa pela serra
São Paulo engrandece a nossa terra
Do leste por todo o centro-oeste
Tudo é belo e tem lindo matiz
O Rio dos sambas e batucadas
De malandros e mulatas
De requebros febris

Brasil, essas nossas verdes matas
Cachoeiras e cascatas
De colorido sutil
E este lindo céu azul de anil
Emolduram em aquarela o meu Brasil

Lá rá rá rá rá
Lá lá lá lá iá

 

1963

ENREDO: Rio de Ontem e de Hoje
COMPOSiTOR(ES): Ala dos Compositores e Davi do Pandeiro

Cidade do Rio de Janeiro
Maravilhosa tela
Que a natureza pintou
Orgulho do povo brasileiro
Abençoada pelo Cristo Redentor
Em 1565
Estácio de Sá fundou
A cidade do Rio de Janeiro
E o mundo consagrou
Salve Mem de Sá
E os heróis desta grande jóia
Salvador Correia de Sá
E os guerreiros de Araribóia
Este Rio que amo
Tornou-se uma jóia rara
Temos um governador
Que procura engrandecer
A nossa Guanabara

 

1962

ENREDO: Rio dos Vice-Reis
COMPOSiTOR(ES): Aidno Sá, Mano Décio da Viola e Davi do Pandeiro

Rio de Janeiro
Obra-prima de rara beleza
Foste engalanada pela própria natureza
Rio dos vice-reis
Dos chafarizes, das velhas congadas
Rio dos capoeiras
Cenário eletrizante
Das famosas cavalhadas

Quando badalavam os sinos
Anunciando a festa do Divino
Era lindo o seu ritual
Admirado até na Corte Real
O monumento dos Arcos
Com todo o seu esplendor
Rio das lindas paisagens
E das belas carruagens
Obra de grande valor
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá
Lá, rá, lá, lá, rá, rá
Rio, ó meu Rio de Janeiro
Serás sempre o primeiro
Na história do mundo inteiro

 

1961

ENREDO: Movimentos Revolucionários e Independência do Brasil - Inconfidência Mineira
COMPOSiTOR(ES): Aidno Sá, Mano Décio da Viola e Davi do Pandeiro

Vila Rica 1720
Nasceu a rebelião
Em prol de nossa nação
Que mais tarde nos fez
Povo forte e liberto de igual valor
Filipe dos Santos, o audaz
Que morreu enforcado
Por seus ideais
Pascoal da Silva Guimarães
Foi um dos principais
E outros mais
Tiradentes sempre sonhou com a libertação
Morreu defendendo o direito da nossa nação
Domingos Martins, João Pessoa e Antônio Cruz
Todos os demais companheiros tiveram igual fim
Que vultos varonis
Todos imortais
Da história do Brasil
José Bonifácio de Andrada e Silva
Abnegado lutador
Cuja coragem enalteceu o seu valor
Redigiu a Sua Majestade
Uma carta na qual se anunciou
Defensor da nossa Independência
E D. Pedro aceitou
Foi com satisfação
Que o povo recebeu a resolução
Que D. Pedro clareasse a nossa questão
Nas margens do Ipiranga
Ele decidiu a sua sorte
Quando bradou
Independência ou Morte
Lá, lá, lá, rá, lá, rá

 

1960

ENREDO: Medalhas e Brasões
COMPOSiTOR(ES): Mano Décio da Viola e Silas de Oliveira

Esta brilhante página
Da nossa história militar
É um lindo cenário de ilustrações
Que glorificaram os nossos rincões
Onde desfilaram
Medalhas e brasões
Que glorificaram
Seus filhos varonis
São fatos da nossa história
Que deram glórias ao nosso país

A coragem de Caxias
O Exército glorificou
A bravura de Marcílio Dias
A Marinha consagrou
Num predomínio de fé
Exaltamos Barroso
E o bravo Tamandaré

Ao finalizar essa história
Narramos as batalhas meritórias
Curuzu, Riachuelo e Paissandu
Tiveram muita expressividade
Em suas vitórias
Sua Majestade
Nosso querido imperador
Orgulhosamente
Nossos heróis condecorou
Lá lá lá lá
Brasil, ó meu querido Brasil

 

1959

ENREDO: Brasil Holandês - Homenagem a Maurício de Nassau
COMPOSiTOR(ES): Mano Décio da Viola, Abílio Martins e Chocolate

Lá, lá, rá, lá, rá, rá, rá
Pernambuco teve a glória
Divulgando na história
Do Brasil colonial
O governo altaneiro
Para o solo brasileiro
De João Maurício de Nassau
O progresso foi marcado
E por ele foi deixado
Na expansão comercial
Como governador
Conseguiu incrementar
A produção nacional
Foi Maurício de Nassau
Que desenvolveu o Brasil
Na indústria açucareira
E o transporte da nossa madeira
João Maurício de Nassau
Culto, sereno e jovial
Deu assistência social
Ao grande Brasil colonial

 

1958

ENREDO: Exaltação à Bárbara Heliodora
COMPOSiTOR(ES): Ramon Russo, Mano Décio da Viola e Nilo Oliveira

Lá, lá, rá, iá
Lá, lá, rá, iá
No século XVIII
Em Vila Rica
Foi nos áureos tempos da Coroa
Que o notável vulto
Da mulher mineira
Personificou-se na varoa
Que exalta a raça brasileira
Exaltamos a figura
Virtuosa de Bárbara Heliodora
Cuja cultura
De um infinito cabedal
Sua beleza e opulência
Não havia outra igual
Tudo sucedeu
Quando veio a conspiração
A morte preferia
A atentar contra a conjuração
Mais tarde enlouquecia
Pelas ruas vivia a vagar
Heliodora
A quem viemos exaltar

 

1957

ENREDO: Dom João VI
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Penteado

Foi D. João VI
O precursor da nossa Independência
Belo histórico texto
Esse monarca deixou
Livres todos os portos
E o comércio do Brasil
E outros atos importantes
Que o imortalizaram
Em serviços relevantes

Esse vulto imortal
Ao regressar a Portugal
Disse ao seu povo
Oh, que terra hospitaleira
É aquela nação brasileira
Felicidades perenes eu gozei
Ali eu fui feliz
Ali eu fui um rei

 

1956

ENREDO: O Sonhador de Esmeraldas
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola

Paes Leme, o desbravador
Cuja famosa expedição chefiou
Sua história é página de valor
Foi o século XVII que nos presenteou
Nas jornadas fulgurantes dos bandeirantes
Herói se revelou
Mas o sonho das ricas esmeraldas
Não realizou

Que importa que as pedras verdes
Tivessem sido um sonho vão
E a serra da prata
Sua desejada paixão
Glória ao sertanejo
Que em plena mata do bravio sertão
Deu a própria vida
Ao progresso da nossa nação

 

1955

ENREDO: Exaltação a Caxias
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e João Fabrício

A 25 de agosto de 1803
Data em que nasceu Caxias
Soldado de opulenta galhardia
Este bravo guerreiro
Hoje patrono do Exército brasileiro
Com elevado espírito de estadista
Pacificou de Norte a Sul
Os revolucionistas
Seu gesto nobre de civismo
É um modelo magnífico
De patriotismo
A sua casta primazia
Está na maneira
Pela qual se conduzia
Honrosamente sentimo-nos orgulhosos
Em apresentar
Que este vulto encerra
Na paz ou na guerra
O ideal do Brasil militar
Lá-iá, lá-iá, lá-iá, lá-iá, lá lá lá

 

1954

ENREDO: O Guarani
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira, Fuleiro e João Fabrício

Procuramos homenagear
A José de Alencar
Evocando seu passado de escritor
De ricas obras foi autor
Exaltamos O Guarani
Que é inspirado no amor de Peri
Pela fidalga Ceci
Lá, lá, lá, lá, lá
Assim Carlos Gomes, célebre maestro
Musicou O Guarani
Homenageando ao devotado Peri
Tendo lutado com a onça enfurecida
Pra ofertar a seu amor
Com risco da própria vida
Amor que nasceu sem vaidade
E seria levado pela tempestade

 

1953

ENREDO: O Último Baile da Corte Imperial - Ilha Fiscal
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira e Waldir Medeiros

Foi o último baile
Do Brasil Imperial
Foi realizado
Na antiga Ilha Fiscal
Os ilustres visitantes homenageados
Partiram para o seu país distante
Com êxito brilhante, emocionados
Sua Majestade o Imperador
Ao lado da Imperatriz
Diante de tanto esplendor
Sentia-se alegre e feliz
Jamais acreditaria
Que o seu reinado terminaria
E mesmo a Corte não pensando assim
A monarquia chegava ao fim

 

1952

ENREDO: Homenagem à Medicina Brasileira
COMPOSiTOR(ES): Mano Décio da Viola, Penteado e Fuleiro

O ilustre professor
Doutor Osvaldo Cruz
Grande pesquisador
Carlos Chagas, Miguel Couto
Vultos de glórias mil
Na Medicina do Brasil
Laureano, Caiado de Castro
Miguel Couto e outros mais
Ana Néri, corajosa enfermeira
A heroína brasileira

 

1951

ENREDO: Sessenta e um Anos de República
COMPOSiTOR(ES): Silas de Oliveira

Apresentamos
A parte mais importante
Da nossa história
Se não nos falha a memória
Foi quando vultos notáveis
Deixaram suas rubricas
Através de 61 anos de República
Depois de sua vitória proclamada
A constituinte votada
Foi a mesma promulgada
Apesar do existente forte zum-zum-zum
Em 1891, sem causa perca
Era eleito Deodoro da Fonseca
Cujo governo foi bem audaz
Entregou a Floriano Peixoto
E este a Prudente de Morais
Que apesar de tudo
Terminou com a guerra de Canudos
Restabelecendo assim a paz
Terminando enfim todos os males
Em seguida veio Campos Sales
Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha,
Hermes da Fonseca e outros mais
Hoje a justiça
Numa glória opulenta
A 3 de outubro de 1950
Nos trouxe aquele
Que sempre socorreu a Pátria
Em horas amargas
O eminente estadista
Getúlio Vargas
Eleito pela soberania do povo
Sua vitória imponente e altaneira
Marcará por certo um capítulo novo
Na história da República brasileira

 

1950

ENREDO: Batalha Naval do Riachuelo
COMPOSiTOR(ES): Mano Décio da Viola, Silas de Oliveira e Penteado

Hoje rendemos homenagem
Aos defensores do Brasil Imperial
Pelo seu exemplo de coragem
Na Batalha Naval
Salve a Marinha de Guerra
Seu passado glórias mil encerra
Tamandaré, Almirante Barroso
Marcílio Dias, marinheiro garboso

Salve esses heróis
Filho varonil
Lutaram e tombaram
Em defesa do nosso Brasil

 

1949

ENREDO: Exaltação a Tiradentes
COMPOSiTOR(ES): Mano Décio da Viola, Penteado e Estanislau Silva

Joaquim José da Silva Xavier
Morreu a 21 de abril
Pela Independência do Brasil
Foi traído e não traiu jamais
A Inconfidência de Minas Gerais

Joaquim José da Silva Xavier
Era o nome de Tiradentes
Foi sacrificado pela nossa liberdade
Este grande herói
Pra sempre há de ser lembrado

 

1948

ENREDO: Antônio Castro Alves
AUTOR: Altamir Maia (Comprido)

Salve Antônio Castro Alves
O grande poeta do Brasil
O mundo inteiro jamais esqueceu
Sua poesia de encantos mil
Deixou história linda
Seu nome na glória vive ainda

Salve este vulto varonil
Amado poeta do nosso Brasil
Foi a Bahia que nos deu
Sua poesia o mundo jamais esqueceu

IMPÉRIO SERRANO

IMPÉRIO SERRANO

IMPÉRIO SERRANO

IMPÉRIO SERRANO

IMPÉRIO SERRANO

IMPÉRIO SERRANO

IMPÉRIO SERRANO

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