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Ricardo Cruz, o Serrinha Raiz

Publicado em Obatuque dos Ritmistas
Sexta, 27 Julho 2018 00:14

Por Luis Leite
Fotos: Arquivo pessoal

Criado em Madureira e no Estácio de Sá, Ricardo Cruz, de 43 anos, morador da Tijuca, Zona Norte, não poderia deixar de ser estaciano e ter o nome alusivo ao Morro da Serrinha. Serrinha, como é carinhosamente chamado, é admirador incondicional da caixa de guerra, instrumento que o seu irmão se destacava entre os sambistas.

Hoje, Serrinha viaja pelo mundo e o Brasil afora com artistas renomados fomentando o samba brasileiro. Ele faz parte também do grupo Batuque Digital, que reúne a nata dos sambistas. Mais da metade do grupo é formada por mestres e diretores de bateria. Neste bate-papo, Ricardo fala dos projetos para o futuro, da importância das oficinas para a formação de novos ritmistas para as escolas de samba e da geração de empregos para os instrutores.

OBatuque.com - Como surgiram os primeiros passos no samba?
Serrinha - Minha vó, por parte de mãe, é de Madureira, lá da Serrinha, e meus avós, por parte de pai, são do Estácio. Tive a criação dividida nessas duas comunidades, acompanhei minha vó que era do Império Serrano, toda aquela cultura do Império e lá do jongo da serrinha, e no Estácio também comecei desde cedo a frequentar a quadra da escola com a minha família, e daí surgiu o apelido Serrinha, porque com 6 e 7 anos lá na Estácio, eles brincavam comigo, falando que eu era da Serrinha e não do Estácio. Mas agradeço a Deus por ter uma história em dois bairros de grande histórias como Madureira e Estácio, Império Serrano e Estácio! Duas escolas de tradição forte do nosso carnaval e do nosso samba. Com isso, tenho Estácio de Sá no coração e um apego, um amor também pelo Império Serrano!

OBatuque.com - Quando percebeu o dom para tocar um instrumento numa escola de samba?
Serrinha - Eu acho que como fui criado com minha vó de Madureira, meus pais que também eram do samba, a minha mãe imperiana e meu pai Mangueira de coração, porém desfilou lá na Estácio quando ainda era Unidos de São Carlos. Então minha referência musical era o samba e foi o instinto aflorando em mim. Com 4 e 5 anos já tocava nos objetos, fazendo um ritmo (risos). Além disso, minha mãe era passista do Cacique de Ramos, e meu pai desfilava na bateria do Bafo da Onça, dois blocos tradicionais do nosso carnaval.

IMG 20180726 WA0101OBatuque.com - E qual foi o seu primeiro instrumento de bateria?
Serrinha - Então, ainda pequeno, ficava no meio da bateria. Meu saudoso irmão era uma referência no instrumento caixa de guerra na Estácio, sua batida era falada por todos ritmistas, a peça me chamou a atenção. E aí me despertou esse o interesse por esse instrumento, que é o RG de uma bateria, na minha opinião. Todos os instrumentos têm sua importância, mas é pela caixa de guerra que sabemos a origem da escola. Mas também gosto de uma terceira com aquele balanço e uma cuíca bem tocada.

OBatuque.com - Como você avalia as bossas e as paradinha atuais? Elas atrapalham ou ajudam?
Serrinha - Eu gosto e acho interessante, mas ao meu ver o importante é a medida da utilização, há de se privilegiar o ritmo e o andamento. O swing, isso no meu particular, é o mais importante. Paradinhas e bossas, que são as mesmas coisas, são apenas um complemento porque não adianta ter um excelente conjunto de bossas e não ter uma qualidade boa de ritmo.

OBatuque.com - Por quais escolas de samba você desfilou como ritmista e como diretor?
Serrinha - Desfilei na Estácio, Unidos da Tijuca, Salgueiro, Imperatriz, Grande Rio, Viradouro, Porto da pedra, Vila Isabel, Império Serrano e Beija Flor. Como diretor, fui da Unidos da Tijuca por 12 anos, fui da Estácio de Sá, tive passagem pela Unidos de Padre Miguel e Cubango. Me ausentei da direção de bateria, por conta de compromissos no exterior, trabalhos musicais no Brasil e gravações e não tive tempo para ficar exclusivamente em bateria, mas penso em voltar, quem sabe? mas não abandonei as baterias, não, onde será eternamente minha escola e evolução musical!

OBatuque.com - Qual a escola que fez um desfile impecável?
Serrinha - Já presenciei muitas com desfiles impecáveis, mas uma que me marcou, foi no Carnaval 92 da Estácio de Sá, que foi um título indiscutível, pois nem a escola espera aquele desfile e o título. Ver toda a arquibancada do início e ao fim cantando e fazendo coreografia. Naquele momento foi marcante, porque foi avenida inteira empolgada.

IMG 20180726 WA010310517505 10153163333958092 6732708872577510384 nOBatuque.com - Uma desfile de bateria impecável.
Serrinha - Desculpe me, você falou de bateria impecável... Então, passei por muitas, mas gostei muito e até hoje venho acompanhando o nível da bateria da Unidos da Tijuca e a admiração pela bateria do Salgueiro. Não que eu não goste das outras, pois tenho uma admiração por cada estilo de cada uma que passo ou passei, mas sem desmerecer as demais, falo particularmente dessas duas e da pegada da minha Estácio de Sá. Porque se eu falar de cada uma, tenho muito a destacar a qualidade delas, como Império, Mocidade, Beija-Flor com sua afinação, Portela e por aí vai!

OBatuque.com - Você se prepara religiosamente antes dos desfiles?
Serrinha - Eu sou espírita e sempre peço proteção aos meus orixás, todos seres de luz que me acompanham abaixo de Deus, porque o carnaval, a música existem energias e isso precisa ser respeitada por quem crê como eu. Por isso eu peço sempre positividade.

OBatuque.com - Qual seria a formação ideal de uma bateria?
Serrinha - Eu gosto de bateria mais leve, e seria mais ou menos assim: 36 tamborins, 24 chocalhos, 24 cuícas, dez primeiras, 12 segundas, dez terceiras, uma terceira. A minha afinação de terceira não muito alta, como dizemos na nossa gíria, não muito coquinho (afinação muito alta, quase o couro totalmente apertado), mas meio médio. Gosto e priorizo mais essa resposta do surdo de segunda, por ser o tempo forte (o tempo 1 do samba), por isso coloco surdo a mais de segunda, 100 caixas e 36 repiques.

OBatuque.com - Um mestre de bateria?
Serrinha - Então, tenho respeito e admiração por muitos e dentre eles o que se destaca é o Mestre Ciça. Tenho uma admiração por esse mestre, porque ele que me colocou nesse mundo de bateria e aprendi muito com ele. Tenho também por mestre Odilon; o saudoso mestre Coé, da Mocidade. Admiro o mestre Marcão, pela sua técnica e ousadia; mestre Casagrande, pelo seu jeito de ser e sua postura; mestre Celinho, que também foi da Unidos da Tijuca; e os amigos que estão chegando agora da nova geração, como mestre Lolo, Thiago Diogo, Caliquinho, Washington, Dinho, Dudu... são muitos bons aí.

OBatuque.com - Um diretor de caixa?
Serrinha - Gosto do meu amigo Júnior Sampaio, Waguinho que fez um bom trabalho na Mocidade quando passou por lá.

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OBatuque.com - Projeto para o futuro em relação à profissão de músico e à sua oficina de ritmista?

Serrinha - Atualmente, faço parte do grupo Batuque Digital, que é formado por mestres e diretores de bateria. O estilo de música é uma fusão de batucada de escola de samba com música eletrônica. Em breve, o Batuque Digital fará 10 anos. O grupo tem uma sede, onde ministro oficina de percussão. O local é chamado de Espaço Batuque Digital, no qual o cunho dessa oficina é voltada para o universo de escolas de samba, em relação ao ritmo e ao swing do nosso samba. Minha ideia seria que as escolas de samba dessem mais atenção às oficinas de percussão, onde iria gerar mais oportunidade de qualificação e emprego também para instrutores. Acho que seria um bom caminho um projeto assim. Oportunidade, qualificação e emprego. Na minha oficina de ritmista, eu trabalho com meu método. Minha teoria e prática são um pouco diferente de que se dá diretamente dentro da escola de samba. Claro eu priorizo a batida clássica do samba, dou ênfase ao swing e a batida correta, acentuações e também a métodos que estimulam a capacidade e nível de evolução de cada um com exercícios rítmicos diferenciados que ajudam na coordenação motora de dependência. Vamos levantar a bandeira do nosso samba, que é nossa cultura de grande riqueza e precisamos preservar e valorizar sempre, porque isso é história de nossa terra que o mundo admira. E sou grato ao meu samba, que ele me levou ao mundo onde fico enriquecido de conhecimento de cultura, gratidão ao meu samba por tudo que sou.

Liesa define ordem de desfile do Grupo Especial para o carnaval 2019

Publicado em Grupo Especial
Quarta, 18 Julho 2018 00:38

Por Luis Leite

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro realizou, na noite desta terça-feira (17), na Cidade do Samba, na Gamboa, Zona Portuária do Rio, o sorteio que definiu a ordem dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial para o Carnaval de 2019.

O evento também contou com shows do cantor Dudu Nobre, Grupo Bom Gosto e Xande de Pilares. Com participação especial de Alcione.   

As agremiações vão desfilar nos dias 03 e 04 de março, Domingo e Segunda-Feira de Carnaval.

Confira a ordem dos desfiles:

Domingo, 03 de março

1 – Império Serrano
2 – Unidos do Viradouro
3 – Acadêmicos do Grande Rio
4 – Acadêmicos do Salgueiro
5 – Beija-Flor de Nilópolis
6 – Imperatriz Leopoldinense
7 – Unidos da Tijuca

 

Segunda-Feira, 04 de março

1 – São Clemente
2 – Unidos de Vila Isabel
3 – Portela
4 – União da Ilha do Governador
5 – Paraíso do Tuiuti
6 – Estação Primeira de Mangueira
7 – Mocidade Independente de Padre Miguel

Morre Mestre Paulão

Publicado em Grupo Especial
Terça, 17 Julho 2018 10:41

Por Luis Leite

Morreu nesta terça-feira (17), aos 72 anos, Paulo César Teixeira o Mestre Paulão, ex-mestre de bateria da União da Ilha do Governador. Paulão passou mal na madrugada do último sábado (14) e foi atendido no CER Evandro Freire, no bairro da Ilha. O motivo da morte ainda não foi divulgado.

Em nota a diretoria da agremiação lamenta profundamente a perda  desse ícone do carnaval carioca, e que neste momento Deus possa confortar todos os seus familiares e amigos.

Mestre Paulão, esteve no comando da bateria da União da Ilha durante 19 anos. Período 1985-1990 1992-1999  2003-2006 2013

Por meio de um vídeo gravado, a ex miss Brasil, ex-rainha de bateria da União da Ilha e amiga de Paulão, Dayane Nunes, fez uma homenagem ao mestre. Confira: "Mestre Paulão, meu mestre! Um grande mestre! O mestre de bateria nos deixou, mas deixou um grande legado para União da Ilha e todos do carnaval. Um homem sério apaixonado pelo que fazia. Me ensinou muito,teve muita paciência comigo. Enquanto isso, tenho muito que agradecer ao Mestre Paulão. Vais em paz meu querido! Sabes que mora no meu coração. Nós todos aqui  ficaremos com muitas saudades. Muito obrigado por tudo! pelos teus ensinamentos, pela sua paciência, obrigada por seres União da Ilha do Governador"

O velório acontecerá na quadra da União da Ilha,na Zona Norte do Rio, nesta terça-feira (17) ,à partir das 12h. O horário do sepultamento não foi informado.

 

Morre Sobrinho

Publicado em Grupo Especial
Domingo, 15 Julho 2018 18:51

Por Luis Leite

O mundo do samba está de luto. Morreu na noite deste sábado (14), em sua residência na Tijuca, o intérprete Sobrinho, um dos maiores puxadores de samba da história do carnaval. Fabio Crispiniano do Nascimento tinha 67 anos e faleceu em decorrência de um infarto. 

O cantor chegou à Mangueira no início dos anos 70, levado pelo compositor Tolito para fazer parte da ala de compositores da escola, que era composta por Hélio Cabral, Jurandir, Hélio Turco, Comprido, Cartola, Pandeirinho, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça e Tantinho. Por lá, sua função foi apoiar o cantor Jamelão.  Entre 1981 e 1984, foi intérprete oficial da Unidos da Tijuca tornando-se marca registrada da escola do Morro do Borel naquele período.

Cantou ainda em outras agremiações, tais como: Império Serrano, Unidos de Bangu, Unidos de Vila Isabel, Imperatriz, Tupy de Brás de Pina, Mocidade Independente de Aparecida e Acadêmicos de Santa Cruz.

O corpo do sambista será sepultado nesta segunda-feira (16), às 14h no Cemitério do Catumbi, na Zona Norte do Rio.

Marcelo Marques da Cruz, o Marcelo Bulldog do Badalo

Publicado em Grupo Especial
Sexta, 13 Julho 2018 00:11

Por Luis Leite

Fotos: Arquivo pessoal

Mais conhecido como Marcelo Bulldog, Marcelo Marques da Cruz nasceu no Centro da cidade e se criou em Santa Teresa. Atualmente, aos 48 anos, é segurança do Botafogo de Futebol e Regatas.

Marcelo percebeu o dom para tocar um instrumento no Bloco Badalo de Santa Teresa, quando tinha apenas 12 anos de idade. O primeiro contato foi com o repique, no entanto, a sua paixão é pelo surdo de primeira. E são justamente esses instrumentos que Bulldog tem mais intimidade para tocar, e ninguém botar defeito.

10984639 590795331056039 725694481 nDiferentemente de uma boa parte dos ritmistas, Marcelo só saiu em três escolas: Alegria da Zona Sul, Estácio de Sá e Unidos da Tijuca. E foi na Tijuca e na Estácio, sua escola de coração, que Bulldog participou das melhores bossas. “A paradinha que eu mais gostei e que marcou foi da bateria da Estácio de Sá. A bossa no meio do samba, onde todos se agachavam e ergueram as mãos para o céu. Pela Unidos da Tijuca, no ano 2014, com enredo sobre o Ayrton Senna.  A bossa foi na cabeça do samba, sensacional!”, ressaltou Marcelo.

Ainda sim, para que tudo dê certo na hora do desfile, Marcelo reza uma Ave Maria e pede proteção a São Jorge, o Santo Guerreiro. A devoção pelo santo é tão significante em sua vida, que ele aponta o desfile da Estácio de Sá, em 2016, como o desfile impecável. Naquele ano, a escola falou de São Jorge.

36990692 1839290399481717 2205187336780644352 nAdmirador dos mestres Casagrande e Chuvisco, Bulldog tem optado por desfilar somente pela Estácio e pela Tijuca. E como inspiração desses mestres, ele colocaria, se diretor fosse, uma bateria mais “compacta, firme, com uma boa pegada e muito swing”.

Apesar da bagagem e ter iniciado sua vida em uma bateria muito cedo, Marcelo pretende se aposentar no próximo ano. No entanto, não esquece de destacar os ritmistas com quem compartilhou momentos inesquecíveis: “Admiro tantos ritmistas, porém destaco o Sandro Pio, o Lucas Barreiro, o Paulo e o Gugu, da Unidos da tijuca. Na Estácio de Sá, o Gaganja, o Magrão, o Batoré e o Júnior, todos feras da marcação”.

Com a aposentadoria musical se aproximando, Marcelo Bulldog não esquece de seus pares e pede respeito aos ritmistas. O pedido não é para menos, haja vista que, segundo ele, sem bateria e sem os ritmistas não há carnaval.

Beija-Flor define enredo para 2019

Publicado em Grupo Especial
Terça, 10 Julho 2018 14:37

Por Luis Leite

A Beija-Flor de Nilópolis já sabe a história que vai contar no Carnaval 2019. A atual campeã da folia carioca vai em busca de seu 15º título e nada melhor do que exaltar os seus grandes desfiles na busca pelo caneco. O tema está sendo desenvolvido pela comissão de carnaval. Sinopse, argumentação e logo oficial serão apresentados em breve, mas o título do enredo está definido: ''Quem não viu, vai ver... As Fábulas do Beija-Flor''

A comissão de carnaval da agremiação para 2019 será formada por Cid Carvalho, Bianca Behrands, Victor Santos, Léo Mídia e Rodrigo Pacheco. A Beija-Flor de Nilópolis completa 70 anos no próximo 25 de dezembro e a ideia inicial do tema partiu do presidente de honra da azul e branca, Anísio Abraão David. Não se tratará de uma simples reedição dos temas, mas sim apresentá-los com nova roupagem, uma versão atualizada.

Unidos da Tijuca fará entrega da Sinopse nesta quarta feira

Publicado em Grupo Especial
Terça, 10 Julho 2018 10:26

Por Luis Leite

Amanhã, 11 de julho, a Agremiação fará a entrega da sinopse do Carnaval 2019. O evento está marcado para as 20h, na quadra da Escola. A Tijuca, através das redes sociais, convocou toda a comunidade para o acontecimento. O enredo ainda é segredo para todos.

Serviço:
Data: 11/07/2018
Horário: 20h
Local: Quadra da Unidos da Tijuca
Endereço: Avenida Francisco Bicalho, 47 – Leopoldina

Luiz Paulo de Oliveira, o "Luizinho da Cuíca''

Publicado em Obatuque dos Ritmistas
Sexta, 06 Julho 2018 00:07

Por Luis Leite

Fotos: Arquivo pessoal

Luiz Paulo de Oliveira, o Luizinho da Cuíca, nasceu no bairro do Andaraí, onde morou por 34 anos e hoje, aos 58, reside em Quintino Bocaiúva. Foi no ano de 1979, que ele conheceu o carnaval, pela Unidos de Vila Isabel, onde desfilou pela primeira vez no carnaval. Amigo da família Garcia, da qual Seu Miro era amigo de sua família. Luizinho chegou ao Salgueiro em 1981, onde em pouco tempo ficou amigo dos irmãos Lourival de Souza Serra, o Mestre Louro, e Georgete de Souza Serra, filhos de Dona Fia, mãe do saudoso Almir Guineto.

Luizinho da Cuíca resolveu deixar a área administrativa da escola, para ser componente, mais um na bateria, no coração da escola.

No Salgueiro, ele conviveu e conheceu algumas personalidades, e entre essas Fernando Pamplona, Didi, Zé Di, Zuzuca, Gracia, César Veneno, Rico Medeiros e muitas outras personalidades do carnaval, porque o Salgueiro era verdadeiramente um Celeiro de Bambas.

Luizinho da cuica 3No ano de 1988, aconteceu uma discussão séria com o Mangano, que depois seria presidente da escola, com isso Luiz largou o cargo na diretoria. E foi aí que surgiu a cuíca na sua vida.

“Mestre Louro ficou sabendo através de sua irmã que eu estaria fora do desfile e pediu que alguém me chamasse. Quando me aproximei de Louro para saber o que estava acontecendo, ele disse o seguinte: ‘Compre uma cuíca. Você vai aprender a tocar comigo, e nunca mais ninguém dirá para você que você está fora da tua escola’”, contou Luizinho.

E foi o que Luiz fez. Até porque, segundo ele, quando era ainda um garoto, não se cansava de ouvir os sambas-enredos. Luizinho ficava balbuciando o som da cuíca, misturado ao ritmo na vitrola.

No ano de 1992, Luiz e mais alguns amigos, entre eles o Joãozinho, da União de Jacarepaguá; Hildebrando, da Portela; Reginaldo e Hélio Naval, ambos do Império Serrano; e mais alguns ritmistas se reuniram na quadra da União de Jacarepaguá para um churrasco, uma confraternização, mas com a intenção e tendo como foco fazer crescer o número de cuícas nas baterias das escolas de samba, tanto as escolas do Grupo Especial, do Grupo de Acesso, quanto da Intendente Magalhães. O objetivo era fazer algo em prol da cuíca, já que ela começava a entrar em extinção, sumindo de algumas baterias.

“O foco principal era o amor pelo instrumento e pelo ritmo da cuíca. Alguns anos depois, a cuíca voltou a ser respeitada, como na era na década de 80, onde Zizinho, Bebel, Paixão, Fernando, Carlinhos da Cuíca e vários outros amigos faziam o melhor dos ritmos com o instrumento nos braços”. Essa data do dia 21 de Abril, é hoje conhecida como Dia Nacional da Cuíca em todo o mundo. E hoje não é só em todo o Brasil, mas até em Tóquio, no Japão, comemora-se esse dia", explicou Luizinho.

Luizinho da cuicaNo ano de 2003, Louro saiu do Salgueiro, e Luizinho, a convite do mestre, o acompanhou.

Foram dois anos na Caprichosos de Pilares e depois mais dois anos na Porto da Pedra. E a Porto da Pedra foi a última bateria de escola de samba que Mestre Louro comandou: “Com a morte do meu amigo, eu perdi a vontade em dar prosseguimento a tudo relacionado a Carnaval. A minha vida ligada ao ritmo ficou difícil, era complicado olhar para a frente e não ver meu amigo. Fiquei um ano parado, sem desfilar, e longe do ritmo. Até que um dos meus tios, na época morador no Morro da Mangueira, insistiu que eu fosse até lá. Não existe escola que respeite tanto o ritmista como faz a Mangueira, e isso até hoje. A Verde e Rosa é uma escola de samba sensacional! Fui muito bem-recebido por todos. E na Mangueira desfilei como se estivesse na minha escola, foi amor à primeira vista”.

Luizinho da cuica 2Entre as escolas que conheceu e desfilou, depois que saiu do Salgueiro, Luizinho já passou pela Caprichosos de Pilares, Porto da Pedra, Mangueira, Tuiuti, Imperatriz Leopoldinense, Inocentes de Belford Roxo, Curicica, União da Ilha, Renascer de Jacarepaguá e tantas outras. Mas deixa bem claro, que isso só aconteceu porque ficou longe do Salgueiro, segundo ele: “a sua casa”. E até hoje quando entra na pista de desfile, fica difícil não imaginar o Salgueiro e ter ao seu lado o amigo de sempre: o mestre Louro. Para ele, fica impossível evitar as lágrimas.

O Bloco das Cuícas

O Bloco das Cuícas surgiu de um bate-papo com o amigo Marquinhos de Oswaldo Cruz, idealizador e responsável pelo Trem do Samba, que vai da Central do Brasil a Oswaldo Cruz. Conversando com Marquinhos, Luiz perguntou sobre o que achava da ideia de um bloco formado apenas com cuícas, e ele achou a ideia fantástica e perguntou se era possível colocar isso em prática. E no ano de 2012, surgiu o Bloco das Cuícas, onde a base do ritmo é realizada pelos mestres de bateria: Thiago Diogo; Washington Paes, Dinho, Alexandre; Xula, Mug, Armando; e o Padrinho das Cuícas Mestre Odilon Costa.

FB IMG 1527261636088Apesar da trajetória, Luizinho da Cuíca pararia de vez em razão da "modernidade" e até de algumas "invenções" no ritmo, no entanto mais um pedido lhe fez repensar essa ideia: “Eu iria parar de vez com o carnaval, estando diante de tantas situações ‘modernas’ existentes hoje, e as quais eu não concordo com várias, principalmente as ligadas à sonoridade que alguns inventam nos dias de hoje. Mas um pedido do amigo Odilon Costa, para que eu ajudasse um amigo dele, e esse amigo não tinha um naipe de cuícas na bateria. E os dois me fizeram rever algumas situações. Hoje estou ao lado de um ser humano diferenciado fantástico e que conhece do ritmo e sendo aquele ritmo da antiga, tudo fica mais fácil! Esse amigo se chama mestre Dinho, da Renascer de Jacarepaguá. É ele quem ainda me faz ritmar com vontade, e como diz o Odilon: ‘mostrar a verdade no ritmo, é a obrigação daquele que sabe fazer”.

Hoje alguns o rotulam como O Polêmico, pelo simples fato de falar o que vê, o que ouve sobre o ritmo, “porque a cuíca é simplicidade, sem a necessidade de invenções, e quanto mais simples, mais bonito fica o seu som. A cuíca é amor ao ritmo, é paixão..., e ela merece respeito!

Feijoada da Unidos de Vila Isabel recebe Dudu Nobre, Balacobaco e Mangueira neste domingo

Publicado em Grupo Especial
Quarta, 04 Julho 2018 20:45

Por Luis Leite

Vai ter muito samba de qualidade na quadra da Unidos de Vila Isabel! Na edição de julho da Feijoada da Vila, o cantor Dudu Nobre e o grupo Balacobaco fazem uma participação especial no palco da azul e branca do bairro de Noel. A Estação Primeira de Mangueira e Velha Guarda Musical da Vila  também são atrações do evento que acontece neste domingo, dia 08 de julho, a partir das 13h. A feijoada é servida até às 17h .

ATRAÇÕES
Dudu Nobre
Balacobaco
Estação Primeira de Mangueira
Velha Guarda Musical da Vila
Ala Show da Vila Isabel
DJ Angola
⠀⠀⠀⠀⠀
PISTA
Entrada | R$ 20
Entrada + Feijoada | R$ 30
Feijoada | R$ 20
VENDAS ONLINE EM BREVE ⠀⠀⠀⠀
⠀⠀
MESAS
Para 4 pessoas | R$ 150
VENDAS NA QUADRA, DE 10h ÀS 19h ⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀
CAMAROTES
10 pessoas | R$ 500
15 pessoas | R$ 750
VENDAS NA QUADRA, DE 10h ÀS 19h
⠀⠀⠀⠀⠀
PONTOS DE VENDA
Loja South Leblon
Loja South Barra Shopping
Loja South Centro (Rua do Ouvidor)
Loja South Méier
Loja South Norte Shopping
Loja South Nova América
Loja South Shopping Tijuca
Loja South Via Parque
Loja South Plaza Shopping
⠀⠀⠀⠀⠀
MAIS INFORMAÇÕES: 21 2578-0077
⠀⠀⠀⠀⠀
Av. Boulevard 28 de Setembro, 382, Vila Isabel

 

 

 


⠀⠀⠀⠀⠀

Mudança na organização dos desfiles da Série E do Carnaval Carioca

Publicado em Série E
Sexta, 29 Junho 2018 14:45

Por Luis Leite

A diretoria da Liesb (Liga Independente das Escola de Samba do Brasil) informa que os desfiles da Série E do Carnaval do Rio de Janeiro não mais serão organizados pela entidade, mas sim pela ACAS (Associação Cultural Amigos do Samba).

A plenária realizada na tarde desta quinta-feira (28) na sede da Liesb, confirmou a alteração que visa uma ação exclusiva, buscando mecanismos financeiros com maior foco e importância a todas as agremiações que integram o grupo.

Os desfiles da Grupo E do Carnaval Carioca acontecem sempre no 'Sábado das Campeãs', que em 2019 ocorrerá no dia 09/03/2019, na Estrada Intendente Magalhães.

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