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O samba em 2016

Publicado em Artigos

Por Aloisio Villar
Foto: arquivo pessoal

 

A contagem de um ano de sambista, sambista me refiro ao amante de carnaval, é diferente do ser humano "normal".

Nosso ano começa após o sábado das campeãs e vai até o carnaval seguinte, mas se formos ver pelo ano que a maioria das pessoas utiliza, de janeiro até dezembro, dá para fazer uma retrospectiva. A retrospectiva de um ano agitado.

Começamos com a volta dos ensaios técnicos que tinham parado para os festejos de fim de ano. Ainda não ficavam cheios, não tinham pego no ritmo mesmo com a nova fórmula de misturar as escolas do especial com da Série A, mas tivemos bons ensaios e aos poucos o público chegou e lotou a avenida nas últimas semanas.

O carnaval chegou e na Série A vimos o bom desfile do Paraíso do Tuiuti receber notas maiores dos jurados que o esperado, mas ganhou merecidamente o acesso ao Especial. Na Intendente Magalhães, tivemos a vitória do Acadêmicos do Sossego com seu samba diferente e outro destaque do "carnaval do povão" foi o surgimento logo com vitória da Nação Insulana.

No Especial, tivemos duas noites completamente diferentes uma da outra. No domingo, Beija-Flor e Tijuca foram as melhores, mas os grandes desfiles vieram na segunda-feira, principalmente com Portela e a Mangueira nos levando à época áurea do carnaval.

Portela deu "um banho" na avenida com um desfile arrebatador e nos fazendo crer que viria finalmente o vigésimo segundo título, mas a Mangueira fechando o carnaval é um perigo, ainda mais homenageando uma grande artista como Maria Bethânia, tudo isso somado ao talento de Leandro Vieira, deram o título para a Verde e Rosa depois de 14 anos. A Tijuca, na classificação final, ficou em segundo, mas os grandes desfiles foram de Mangueira e Portela.

O carnaval acabou, e nas cinzas vieram os bochichos de mudanças nas escolas. Apenas a União da Ilha, no Grupo Especial, mudou de carnavalesco: saindo Jack Vasconcellos e Paulo Menezes, o primeiro ficando apenas no Tuiuti que já dera expediente em 2016, e o segundo indo para a equipe de Paulo Barros, na Portela. Para a Ilha foi Severo Luzardo, saindo do Império Serrano.  Tivemos mais trocas nos carros de som: Wantuir deixou a Portela, indo para o Tuiuti; Marquinhos Art Samba saiu da Imperatriz, dando lugar a Arthur Franco; e Bruno Ribas saiu da Mocidade, dando lugar a Wander Pires.

Os enredos foram anunciados aos poucos. A maioria, enredos com relevância cultural graças à crise financeira no país. As homenagens, muitas devido ao sucesso de Bethânia na Mangueira, proliferaram principalmente na Série A, com Cubango, Estácio, Rocinha, Alegria e Sossego homenageando João Nogueira, Gonzaguinha, Viriato Ferreira, Beth Carvalho e Zezé Motta respectivamente. No Especial, veio a homenagem mais polêmica: a cantora Ivete Sangallo feita pela Grande Rio e também no Especial, o enredo mais criticado: da Mocidade sobre Marrocos.

Quem criticou os dois enredos pagou com a língua. Bons enredos na Série A e no Especial renderam bons sambas. Na Série A, destaques para a Renascer, com mais um samba encomendado, Unidos de Padre Miguel, Cubango e Sossego. No Especial, União da Ilha, Portela, Vila, Mangueira, mas principalmente Beija-Flor falando do romance "Iracema", de José de Alencar, e Mocidade com seu enredo tão criticado. A Grande Rio mesmo, e seu samba sobre Ivete, vem surpreendendo e é considerada uma das boas faixas do ano, com certeza a mais popular.

Daqui a pouco começam novamente os ensaios técnicos. Começando apenas em janeiro pelo fato do carnaval ser no fim de fevereiro, mas está chegando o réveillon do samba.  

Evidente que não poderia fechar o artigo sem falar das perdas que o samba teve. Tivemos algumas doídas como em todos os anos, mas sem dúvidas a perda que mais comoveu e assustou foi a do presidente da Portela Marcos Falcon.

Falcon foi um líder com todo o merecimento que a palavra pede. O homem que com sua liderança, amor, força de vontade, trabalho e carisma transformou a Portela. Portela que andava em baixa, maltratada e com o trabalho da "Portela verdade" se transformou, voltando a ser a temida Portela que todos esperam e gostam de ver.

Falcon morreu assassinado e o crime parece que vai ficar impune, como o de Jackson Martins, em 2004, mas uma das promessas e expectativas para 2017 é ver essa injustiça, essa dor se transformar em raça e, quem sabe, no vigésimo segundo título da agremiação. Baluartes no céu olhando e protegendo a azul e branco de Madureira não faltam, e o desfile da Portela promete ser um dos grandes momentos do carnaval.

Entre derrotas, vitórias, lágrimas, sorrisos, perdas e ganhos, o mundo do samba foi feito em 2016. É hora de celebrarmos a vida, e nessa roda de samba, que é o tempo, pedir para que 2017 seja melhor. Choro só no cavaco. Tristeza por favor vá embora.

E logo em janeiro de 2017, completo dois anos aqui no site com muito orgulho.

A coluna se despede de 2016 desejando feliz 2017 a todos com muito samba, amor e alegria. Obrigado por essa parceria em 2016. Que ela continue por muitos anos.

Até porque, o show tem que continuar.

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