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Egili Oliveira é vítima de racismo e ameaçada por homem com canivete

Publicado em Série B

Rainha de bateria da Em Cima da Hora e musa da São Clemente e Renascer de Jacarepaguá foi ofendida duas vezes em apenas uma semana

Por Wellington Lopes

A rainha de bateria da Em Cima da Hora e musa da Renascer de Jacarepaguá e São Clemente, Egili Oliveira, viveu mais um caso de preconceito racial durante um almoço no último sábado 10, no restaurante Tropeço, no Leblon.

Egili aguardava que uma mesa vagasse, quando um senhor de cabelos e pele brancos se aproximou da sambista e lhe perguntou quanto estava custando a feijoada. Egili disse a ele que não trabalhava no restaurante. Mesmo com a resposta, o homem retrucou: “Mas eu pensei que você trabalhasse, porque da forma que você está vestida parece trabalhar aqui... assim com esse negócio na cabeça”.

O negócio na cabeça tratava-se de um turbante chanel. Segundo a rainha, ela era a única negra naquele momento no local e estava bem-maquiada e com uma blusa cropped, usando uma saia e botas. Para Egili, frequentadora do restaurante há alguns anos, o estabelecimento é composto, em sua maioria, por homens, e a única mulher que trabalha no Tropeço, atua no caixa.

- Todos os funcionários são homens e uniformizados, a única mulher que trabalha é a caixa. Há anos o restaurante funciona dessa forma, é o mesmo sistema. Enfim esse homem entrou, quis me ofender, já que eu era a única negra no restaurante – comentou com indignação.

egili1Ainda abalada e muito magoada com a situação, na última quinta-feira 15, Oliveira foi vítima mais uma vez de preconceito e quase foi agredida por um homem que portava um canivete. O fato ocorreu no restaurante Las Papas, em Botafogo, por volta das 20h30, quando a sambista se encontrou com algumas amigas e sentou-se ao lado delas. Nesse momento entrou no estabelecimento um homem de aproximadamente 40 anos, branco, estatura média e bem-vestido. Ele distribuiu em várias mesas um cartão com os seguintes dizeres: “Sou mudo! Me ajude a pagar meu tratamento”. Egili não o ajudou, pois segundo ela, estava sem condições naquele momento.

O homem enfurecido, com ódio no olhar, recolheu o cartão e começou a bater na mesa na qual Egili Oliveira se encontrava com as amigas. Ninguém entendeu a sua reação, haja vista que nas outras mesas ele não repetiu o mesmo gesto. Com o dedo apontando para o pulso insinuava que aquilo era coisa de preto, e logo depois sacou um canivete e apontou diversas vezes para ela.

- Nós não entendemos a sua reação. Depois começamos a observá-lo para ver se ele tratava da mesma forma os outros clientes que também lhe negaram a ajuda. Muito pelo contrário. Ele tratou a todos muito bem. Ao ir embora, ele passou pelo meu lado, tocou em seu pulso, riscando a pele com a ponta dos dedos, sinalizando que não gostava de negro, e logo em seguida ele sacou um canivete do bolso e o movimentou na intenção de me atacar. Eu me virei, entretanto ele continuou a me olhar. Não queria acreditar que seria para mim, mas depois me dei conta de que era, e minhas amigas também perceberam o mesmo. Eu me levantei, saí correndo com muito medo e fui para dentro do bar. Se eu não corresse, ele me atacaria. Que país é esse? Em que século nós estamos? Será que é difícil de entender que somos todos iguais? Tenho muito orgulho de ser negra.

No próximo dia 5 de janeiro, a Lei 7.716, que define os crimes resultantes de preconceito racial, completa 28 anos, por outro lado muito pouco foi feito para punir com rigor pessoas preconceituosas como essas. O crime de racismo é inafiançável, porém na maioria dos casos, ele é substituído por injúria racial, cuja pena é mais branda. Enquanto isso, em um país miscigenado como o Brasil, histórias como essas serão noticiadas recorrentemente causando revolta e indignação, porém sem uma ação mais efetiva das autoridades.

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  • Egili Oliveira é vítima de racismo e ameaçada por homem com canivete

    Rainha de bateria da Em Cima da Hora e musa da São Clemente e Renascer de Jacarepaguá foi ofendida duas vezes em apenas uma semana

    Por Wellington Lopes

    A rainha de bateria da Em Cima da Hora e musa da Renascer de Jacarepaguá e São Clemente, Egili Oliveira, viveu mais um caso de preconceito racial durante um almoço no último sábado 10, no restaurante Tropeço, no Leblon.

    Egili aguardava que uma mesa vagasse, quando um senhor de cabelos e pele brancos se aproximou da sambista e lhe perguntou quanto estava custando a feijoada. Egili disse a ele que não trabalhava no restaurante. Mesmo com a resposta, o homem retrucou: “Mas eu pensei que você trabalhasse, porque da forma que você está vestida parece trabalhar aqui... assim com esse negócio na cabeça”.

    O negócio na cabeça tratava-se de um turbante chanel. Segundo a rainha, ela era a única negra naquele momento no local e estava bem-maquiada e com uma blusa cropped, usando uma saia e botas. Para Egili, frequentadora do restaurante há alguns anos, o estabelecimento é composto, em sua maioria, por homens, e a única mulher que trabalha no Tropeço, atua no caixa.

    - Todos os funcionários são homens e uniformizados, a única mulher que trabalha é a caixa. Há anos o restaurante funciona dessa forma, é o mesmo sistema. Enfim esse homem entrou, quis me ofender, já que eu era a única negra no restaurante – comentou com indignação.

    egili1Ainda abalada e muito magoada com a situação, na última quinta-feira 15, Oliveira foi vítima mais uma vez de preconceito e quase foi agredida por um homem que portava um canivete. O fato ocorreu no restaurante Las Papas, em Botafogo, por volta das 20h30, quando a sambista se encontrou com algumas amigas e sentou-se ao lado delas. Nesse momento entrou no estabelecimento um homem de aproximadamente 40 anos, branco, estatura média e bem-vestido. Ele distribuiu em várias mesas um cartão com os seguintes dizeres: “Sou mudo! Me ajude a pagar meu tratamento”. Egili não o ajudou, pois segundo ela, estava sem condições naquele momento.

    O homem enfurecido, com ódio no olhar, recolheu o cartão e começou a bater na mesa na qual Egili Oliveira se encontrava com as amigas. Ninguém entendeu a sua reação, haja vista que nas outras mesas ele não repetiu o mesmo gesto. Com o dedo apontando para o pulso insinuava que aquilo era coisa de preto, e logo depois sacou um canivete e apontou diversas vezes para ela.

    - Nós não entendemos a sua reação. Depois começamos a observá-lo para ver se ele tratava da mesma forma os outros clientes que também lhe negaram a ajuda. Muito pelo contrário. Ele tratou a todos muito bem. Ao ir embora, ele passou pelo meu lado, tocou em seu pulso, riscando a pele com a ponta dos dedos, sinalizando que não gostava de negro, e logo em seguida ele sacou um canivete do bolso e o movimentou na intenção de me atacar. Eu me virei, entretanto ele continuou a me olhar. Não queria acreditar que seria para mim, mas depois me dei conta de que era, e minhas amigas também perceberam o mesmo. Eu me levantei, saí correndo com muito medo e fui para dentro do bar. Se eu não corresse, ele me atacaria. Que país é esse? Em que século nós estamos? Será que é difícil de entender que somos todos iguais? Tenho muito orgulho de ser negra.

    No próximo dia 5 de janeiro, a Lei 7.716, que define os crimes resultantes de preconceito racial, completa 28 anos, por outro lado muito pouco foi feito para punir com rigor pessoas preconceituosas como essas. O crime de racismo é inafiançável, porém na maioria dos casos, ele é substituído por injúria racial, cuja pena é mais branda. Enquanto isso, em um país miscigenado como o Brasil, histórias como essas serão noticiadas recorrentemente causando revolta e indignação, porém sem uma ação mais efetiva das autoridades.

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