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Vizinha Faladeira abre às portas para a juventude Destaque

Publicado em Série B

Foto: Adriana Vieira

Fundada em 10 de dezembro de 1932 e próxima de completar mais um aniversário, a Vizinha Faladeira ressurgiu no Carnaval com uma equipe renovada que já conquistou o bicampeonato nas Séries C e D, conquistando o direito de abrir o Carnaval da Intendente Magalhães em 2017, pela Série B. De acordo com o presidente da escola, David dos Santos, o resultado conquistado é fruto de um trabalho realizado por uma equipe que ama a escola e quer que ela volte a ocupar o lugar que outrora pertenceu e desfilar na Marquês de Sapucaí.

No entanto, não é só de trabalho que a agremiação destina seu foco, mas também em abrir às portas para a garotada que gosta de samba e carnaval, como o caso das meninas Danyelle Fogaça, Heloísa Bitar e Yana Larissa. As pequenas sambistas comparecem todas as quartas aos ensaios da escola e já sabem na ponta da língua o samba do enredo "A Última do Português a que nem Camões contaria...", que será desenvolvido pelo carnavalesco Jean Rodrigues.

Com apenas 10 anos, a estudante Danyelle Fogaça desfila na escola como Musa da Ala de Passistas, que é comandada por Rosângela. Segundo a jovem, o samba entrou na sua vida quando tinha dois anos, idade em que iniciou seus desfiles na Vizinha à frente da bateria Ritmo Pioneiro com a tia, atual rainha, Lu Fogaça.

"Eu fui uma rainha mirim. De lá para cá, sempre desfilo na escola, agora na ala de passistas. Eu aprendi a sambar com minha amiga Poliana, que me ensinou com calma cada passo. Meu ritmo está acelerado e estou ansiosa para que chegue logo o Carnaval para poder ver minha escola campeã novamente. Tenho ensaiado na escola toda quarta-feira e em casa também. A Vizinha Faladeira representa muito para mim, pois é como se fosse minha segunda família, já que aqui posso fazer o que gosto: sambar. Acho que idade não significa muita coisa, o importante é você fazer o que gosta com amor e dedicação. Eu, por exemplo, amo sambar", declarou.

A estudante Yana Larissa, de 13 anos, também é MUSA da Ala de Passistas. Ela iniciou no samba por influência da mãe e da tia que confeccionavam fantasias para a escola. Junto com uma amiga, segundo Yana, desfilaram como sereias na Vizinha. Após a emoção de pisar na Passarela, ela se apaixonou pela escola e desfila sempre, sendo que agora no posto de musa.

"A musa tem como função apresentar a ala de passistas. Eu sambo muito na avenida, em casa e nos ensaios. Meu ritmo é intenso, não falto aos ensaios e procuro sempre me dedicar algumas horas aos estudos. Como será meu terceiro ano desfilando como musa, posso garantir que estou preparada para sambar os quarenta minutos pela minha escola do coração. Eu estudei dança e balé. O samba representa tudo para mim, amo de paixão tudo isso aqui (apontando para a quadra da escola). Eu sou Vizinha Faladeira", disse a jovem. 

Princesa da bateria Ritmo Pioneiro com apenas 13 anos, a estudante Heloísa Bitar se destaca nos ensaios por samba como uma profissional. Dona de um sorriso contagiante, ela fala com carinho que começou a frequentar a escola com o seu pai, que é compositor campeão da azul, vermelho e branco. Este ano, segundo ela, surgiu o convite para ser a princesa e prontamente aceitou.

"Eu fiquei muito feliz e adoro sambar à frente da bateria junto com a rainha Lu Fogaça. Sempre quando é possível ensaiamos juntas. Eu também sou a segunda princesa mirim do Carnaval. A minha fantasia será uma grande surpresa no desfile. O dia a dia de uma princesa é normal, pois estudo para ter boas notas e ensaio muito tanto em casa como na escola. O samba significa tudo para mim, sem ele eu não vivo. Acho que todas as meninas da minha idade deveriam conhecer o samba e fazer carreira, já que almejo chegar a ser rainha da bateria. Estou me preparando para isso", ressaltou.

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  • União da Ilha comemora Dia de São Jorge neste domingo

    A programação para comemorar o Dia de São Jorge neste domingo será intensa na quadra da União da Ilha. A agremiação insulana preparou para os fiéis do "Santo Guerreiro" uma programação que contará com missa, queima de fogos, feijoada, velha guarda musical da escola, apresentação do novo coreógrafo da comissão de frente, Márcio Moura, shows dos grupos "Samba do Amigo Meu" e Dudu Nobre, Pique Novo e do cantor Belo. Para fechar o dia com chave de ouro, bateria do mestre Ciça, Ito Melodia e o carro de som com sambas inesquecíveis da Ilha, passistas, baianas e casais de mestre-sala e porta-bandeira


    Confira a programação que ocorrerá o dia todo:

    11h - Missa no interior da quadra;

    em seguida: 

    tradicional queima de fogos no estacionamento da quadra;

    feijoada na quadra;

    show da Velha Guarda musical;

    show do grupo Samba do Amigo Meu e Dudu Nobre;

    show do grupo Pique Novo;

    show do cantor Belo;

    bateria do Mestre Ciça e Ito Melodia com sambas inesquecíveis.

  • Hoje, 6 de abril, finalmente conhecemos a campeã, ou melhor, as campeãs do carnaval

    Por Ricardo Maia
    Foto: Luis Leite

    Indiscutivelmente a Mocidade fez um desfile digno de campeã. A meu ver, em relação à plasticamente, foi a melhor escola que passou na avenida. Algumas vertentes da forma que esse título é que me causam alguma surpresa.

    Não me lembro em outros carnavais de uma campeã da avenida ter sido aclamada em plenária. A reunião também teve um comportamento atípico. Das 13 escolas com direito a votos, cinco resolveram de abster. E as cinco consideradas escolas de ponta. Como pode quase a metade do grupo, e justamente as que sempre disputam títulos se absterem de uma decisão tão importante para o futuro do carnaval? Com exceção da Mangueira, as outras sete escolas consideradas, digamos, o segundo escalão do Grupo Especial, votaram a favor. Jogo de interesses? Acordo de amigos?

    Entendam-me. Não estou desqualificando o título da Mocidade, que poderia perfeitamente ter sido aclamada campeã na abertura dos envelopes. Estou avaliando a forma que esse título foi conquistado.

    Em 1980, a última vez que foi decretado empate, os jurados deram notas máximas para as três escolas campeãs, não havendo possibilidade de desempatar. Mas 2017 foi bem diferente.

    Título dividido? Mas por quê? Como assim? Baseado em quê?

    Se o décimo tirado da Mocidade foi devolvido, ela teria 269,9 pontos, terminando empatado com a Portela. Porém temos quesitos de desempates. Vamos avançando sobre eles... enredo mestre-sala e porta-bandeira, harmonia, evolução... até aí as duas seguiriam empatadas com 30 pontos. Então chegamos ao quesito comissão de frente: Mocidade 10, 10, 10, Portela 10, 10, 9,9. Pronto, a Mocidade seria campeã pelo desempate.

    Todavia a Liesa declarou empate. Que empate é esse? Se considerarmos o julgamento pelas notas dos jurados na pista, deu Portela, se formos pelas notas das justificativas, deu Mocidade. Empate jamais. De maneira alguma daria empate.

    Mas a plenária da Liesa declarou empate. Tirou da cartola um empate totalmente inventado. Jogou na lama a credibilidade dos desfiles. Em troca de não sei o quê.

    O Carnaval 2017 vai ficar marcado como o carnaval das viradas de mesas. Primeiro ninguém desce, depois as campeãs ficam empatadas, mesmo o regulamento permitindo um desempate real.

    Será que a partir de 2018, na Quarta-Feira de Cinzas, haverá comemoração ou teremos que aguardar a abertura das envelopes com suas justificativas?

    Vamos aguardar, mas ainda tento acreditar que "vale o que está escrito!"

  • Jorginho do Império lança sua candidatura à eleição presidencial

    Devido a todo o seu conhecimento, em relação ao Império Serrano, e a toda contribuição para o Império Serrano que neste ano completa 70 a sua escola do coração, e nos seus 73 anos de vida, Jorginho do Império decidiu concorrer às eleições deste ano, através da chapa – “Estamos juntos, agarrados, misturados, embolados – imperianos de verdade”.

    E essa medida se faz em virtude do seu pensamento: “Já passei por vários cargos no meu império Serrano. Já ocupei cargo de vice-presidente, de diretor musical, harmonia. Fiz vários ensaios técnicos na quadra da escola, sempre com muito carinho e respeito com os componentes”, mas agora chegou a hora de junto com a família imperiana, e todo o povo do samba brigar pelo direito legitimo de junto a eles comandar a nossa escola”.

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