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Sonha, Mocidade! Destaque

Publicado em Artigos
Quarta, 23 Novembro 2016 15:26

O carnaval, assim como a vida, não é ciência exata, e isso é muito bom

Por Aloisio Villar

Quando os enredos para o Carnaval 2017 foram divulgados, existiu uma euforia muito grande dos amantes da folia devido à qualidade dos mesmos. Graças à crise econômica, não foi possível fechar aqueles "famigerados" enredos patrocinados, então as escolas tiveram que ser criativas na escolha. 

Mas nessas escolhas, tivemos um "patinho feio". Nem foi o da Grande Rio porque mesmo sendo polêmico “Ivete” tem muitos fãs, e bem ou mal, a escolha já provocou um frenesi em relação ao desfile. A decepção foi o da Mocidade.

Em um ano com tantas homenagens bacanas como: Beth Carvalho, Gonzaguinha, Viriato, João Nogueira, a Mocidade teve a oportunidade de falar dos 80 anos de Elza Soares, uma das grandes estrelas de nossa música e com total identificação com a escola. Mas a Mocidade não acompanhou a tendência deste ano e foi de Marrocos.

Decepcionou, provocou revolta de torcedores e críticas de especialistas de carnaval, inclusive desse que vos fala. A maioria considerou os enredos da Grande Rio e da Mocidade os piores do ano, tendo a Grande Rio o atenuante que escrevi acima. Todos esperavam que viessem das duas os piores sambas do ano.

É aí que entra a matemática que citei no começo, porque a lógica é essa e quase nunca é contrariada. Bons enredos dão bons sambas, enredos ruins dão sambas ruins. Mas graças a Deus carnaval não é matemática, não é uma ciência exata, não tem lógica. A Grande Rio não tem o pior samba do Grupo Especial. E a Mocidade... Bem, a Mocidade é um caso à parte.

A Mocidade é uma escola gigante, uma escola que ficou famosa, não só por sua bateria comandada pelo mitológico Mestre André, como por ser uma escola inovadora, ousada. A Mocidade tornou famosa a rainha de bateria com Monique Evans fazendo história, a Mocidade fez o carnaval high tech na consagração de Renato Lage. Mocidade que nunca foi de passar desapercebida.

Foi a escola que primeiro me encantou com "Ziriguidum 2001", tanto em enredo quanto samba. Escola que torci em 1985, até descobrir na apuração que existia uma escola do meu bairro. Escola do lendário Castor de Andrade; Ney Vianna; Paulinho Mocidade; Wander Pires; Beth Andrade, nos abre-alas grandiosos; Fernando Pinto; Arlindo Rodrigues; Renato Lage; Mestre André; escola de Toco, um dos maiores compositores que esse país já conheceu. Escola de novos talentos como Marquinho Marino e Diego Nicolau, berço de meu irmão Roger Linhares.

Essa escola não pode ser coadjuvante, não pode aceitar outro lugar que não seja o protagonismo, e nós, que crescemos vendo a Mocidade dos anos 80 e 90, não podemos aceitar isso. A Mocidade se encolhia, apequenava contradizendo sua história e só aparecendo em momentos tristes como problemas políticos e desfiles desastrosos, como o deste ano.   

Ah! amigos, mas como eu disse: samba não é matemática, e o decepcionante enredo deu um dos sambas do ano. Um senhor samba-enredo, um samba-enredo do tamanho da Mocidade Independente de Padre Miguel. Um samba que não foge do enredo e dentro do enredo consegue ousar, criar, colocar até Xangô num enredo marroquino e levar a escola de volta ao topo, ao céu de Sherazade.

A Mocidade nesse pré-carnaval volta a ser a Mocidade de Castor, a que chamava atenção. A Mocidade temida e protagonista. Com certeza seu ensaio técnico encherá, e todos os ouvidos sambistas do mundo estarão abertos para ouvir a voz de Wander Pires entoando esse samba que tem tudo para virar um clássico.

Bem-vinda de volta, Mocidade. Com a Portela foi assim: um samba desencadeou seu processo de volta, quem sabe não ocorre de novo? Como compositor e analista de samba, peço tanto que os compositores criem, ousem, não sejam apenas "descrevedores de sinopses". E quando isso ocorre só pode nos encher de alegria e orgulho de nossa cultura. A Mocidade calou os críticos, nos calou em relação ao samba. Quem sabe não cala também em relação ao desfile?

Sonha, Mocidade!

Twitter - @aloisiovillar   

Facebook - Aloisio Villar

Última modificação em Quarta, 23 Novembro 2016 08:59

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