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Bebeto o Rei dos Bailes na Lona Cultural Carlos Zéfiro

Publicado em Grupo Especial
Segunda, 28 Outubro 2019 13:14
Bebeto o Rei dos Bailes na Lona Cultural Carlos Zéfiro Foto/Divulgação

A Lona Cultural Carlos Zéfiro vai ficar pequena para a apresentação do cantor e compositor Bebeto, que promete botar todo mundo para dançar no próximo dia 09 de novembro. Afinal de contas, ele é considerado o Rei dos Bailes! O título não é à toa. DJs que o digam! Dez entre dez DJs sabem que as pistas lotam quando tocam sucessos de Bebeto, como "Menina Carolina", "A beleza é você menina" e "Praia e sol".

Com 40 anos de carreira e 38 álbuns gravados, Bebeto – que também é chamado de Rei do Suingue, Rei do do Samba-Rock e Professor – é um dos mais festejados cantores populares do país e considerado um dos grandes nomes do movimento Samba-Rock. Uma vertente musical com regras e levadas próprias, cuja maior e mais marcante característica é dar um ritmo de rock ao samba tradicional. Samba-rock, suingue, balanço? Nomenclaturas e rótulos à parte, o certo é que Bebeto sempre se mostrou fiel à sua sonoridade, ao seu estilo inconfundível de tocar violão e de cantar. Como ficar parado ao som de seus sucessos? Fique parado se for capaz. Com a atual revalorização do samba-rock pela mídia, Bebeto acabou tornando-se um nome cult, um ícone indiscutível. Professor PHD que influenciou e continua influenciando muita gente boa. Seu fã clube, imenso, além de agregar uma legião de anônimos, reúne famosos como a cantora Zélia Duncan, que chegou a ser backing vocal da legendária "Banda B", grupo que acompanhava Bebeto pelos bailes da vida. "Bebeto sempre foi popular, artista de grandes plateias, dono de uma assinatura musical única, uma maneira única de suingar, que é onde está seu maior trunfo", atesta Zélia.

Reverenciado ainda por pesos pesados da nossa música como Alexandre Pires, Fernanda Abreu, Cidade Negra, O Rappa, Marcelo D2 e inúmeros Djs que levam o som do mestre para pistas no mundo inteiro aos poucos, Bebeto volta a ocupar na mídia o espaço que há muito tempo é seu por direito. Seu CD "Bebeto ao Vivo", lançado pela Mza/Universal Music, foi um sucesso estratosférico. Seja em Londres ou Paris, em São Paulo ou nos subúrbios do Rio onde ainda reina absoluto, Bebeto segue lotando casas de espetáculos, clubes, lonas culturais e aonde mais sua música o leve. Seu destino é estar junto ao povo, botando todo mundo para dançar, suingando, misturando ritmos e linguagens musicais. Para Bebeto, o mais importante sempre foi o reconhecimento do povo.


Bebeto por Bebeto

Qual o papel da música na vida de Bebeto? "A música foi o meu nascimento", ele mesmo responde. E que ninguém duvide das palavras desse paulistano nascido no tradicional bairro do Braz. A música sempre estivera ao seu lado, mesmo quando seus planos passavam longe de uma carreira nos palcos. "O ambiente lá em casa era muito musical, muito festeiro. Minha mãe tocava piano e meu pai era organizador de festas e eventos. Eles foram minha primeira influência, mas eu nunca pensei em ser músico profissional". Menino ainda queria ser artista plástico. Artista plástico ou jogador de futebol. "Cheguei a treinar no Corinthians", lembra orgulhoso. Mas não havia como escapar do seu destino. Sonhava com chuteiras, tintas e pincéis, mas pegava o violão do pai escondido para ensaiar as primeiras notas, os primeiros acordes.

Descoberto meio que por acaso enquanto ensaiava com uns amigos na varanda de casa, Bebeto acabaria acompanhando os atores-cantores Roberto Barreiros e Arnô Rodrigues, que tinham quadros no popular programa "Praça da Alegria", de Manuel de Nóbrega (programa que se transformaria no atual "A praça é nossa"). "Me apresentei em muitos lugares com o show da praça, mas não levava aquilo muito a sério. Eu tinha, na época, 17 anos, e, para mim, tudo não passava de curtição". Bebeto não sabia ainda, mas a música acabaria se tornando algo muito sério em sua vida. Muito mais sério do que um simples hobby.

Bebeto começaria a se apresentar regularmente na cultuada boate Stardust, a convite de seus proprietários Ana Maria e Maurício. Lá,  durante as frias noites paulistanas, o cantor desfiava um repertório rico em Jackson do Pandeiro, Trini Lopez, Beatles e outros craques de ritmos diversos. Naquela época, o Stardust não era apenas uma boate, era um autêntico celeiro de talentos. O bruxo Hermeto Paschoal e o legendário guitarrista Lany Gordin seriam apenas uns dos muitos que dividiriam o palco com o Bebeto, então um iniciante, mas que já carregava consigo o suingue samba-roqueiro que seria sua marca registrada. A palhetada mágica estava lá, e era apenas uma questão de tempo até que ela fosse descoberta.

"O dono da gravadora Copacabana me viu tocando e marcou uma reunião comigo, mas eu não fui. Eu tinha uns vinte anos e queria mesmo era continuar tocando na noite", explica Bebeto. Aliás, tocar na noite e fazer jingles comerciais. Pouca gente sabe, mas as canções que embalavam as vendas do café Pelé, da Coristina D, do guaraná Antarctica e de tantos outros produtos populares saíram da pena do futuro rei do samba-rock.

"Os caras da gravadora voltaram a falar comigo, insistiram e me convenceram a gravar um compacto", recorda o cantor. Com "Canto de Yemanjá" de um lado e "Pra se balançar" do outro, saiu o primeiro compacto, que não teve muita repercussão. Foi com uma faixa do segundo compacto, "Zé do Tamborim" que Bebeto começaria a invadir as rádios. Invasão que se consolidaria com o lançamento de seu terceiro compacto. Hélio Ribeiro, então diretor da popular Rádio Bandeirantes, era um homem de visão, sabia farejar o sucesso como poucos e, ao ouvir o compacto com "A beleza é você, menina", não teve dúvidas e sapecou a canção na programação da emissora. Bingo. Era impossível resistir ao balanço daqueles versos simples ("a beleza é você, menina, no seu jeito de olhar...") ou ao refrão grudento, delicioso ("Ei vento, vento ventou no mar/ se segura no balanço pro vento não te levar"). Era a crônica de um sucesso anunciado. O número de shows aumentou consideravelmente com o sucesso de "A beleza é você, menina", que se tornaria uma das canções mais pedidas do ano de 1978. A música inclusive já havia atravessado as fronteiras da terra da garoa.

Morando em São Paulo, Bebeto estava estourado no Rio e não sabia. "Meu primeiro show no Rio foi em Niterói", relembra feliz o mestre da alquimia. "Era um lugar chamado Vila Lage, e eu nunca tinha visto tanto segurança e tanta gente na minha vida. O lugar estava lotado, todo mundo me esperando. Ali eu descobri que era o Bebeto".

Este ano, Bebeto está com o projeto de lançar o seu DVD comemorativo de 40 anos de carreira, com várias participações. Sua última parceria foi com o cantor Armandinho, com a música "Menina do verão", que já é sucesso!

Convidado por repórteres para participar de um documentário  francês, Bebeto descobriu que, em Paris, as pessoas tem muitos LPs antigos, e, entre eles, estão os dele. Franceses também amam o suingue de Bebeto.

Afastado dos palcos desde novembro de 2017, acometido de doença grave, Bebeto vem se recuperando com a ajuda dos amigos que transfomaram sua casa em um "Boteco do Bebeto", rolando muita música e até muitas novas composições.

Por meio da música que tanto ama e pela energia emanada dos fãs e amigos, Bebeto volta, com alguns desses companheiros, na Lona Cultural Carlos Zéfiro, onde se sente feliz.  A volta é com o projeto "Bebeto & Amigos", reiniciando sua trajetória musical.

A pedida para o dia 09 é ensaiar os passos e o refrão "Aaah aaah sou feliz agora eu vou cantar...". Estamos juntos, Bebeto!


Serviço

Lona Cultural Carlos Zéfiro - Estrada Marechal Alencastro, 4113 – Anchieta, Rio de Janeiro. Data: 09 de novembro, sábado. Horário: 21h. Classificação: Livre. Capacidade: 320 lugares. Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. . Informações: (21)2148-0813. www.facebook.com/lonacarloszefiro. Ingressos: R$ 25,00 (antecipado) R$30,00 (no dia). Funcionamento da bilheteria: de terça-feira a domingo, das 11h às 19h.

 

 

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