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Confira a Sinopse do Enredo da Unidos da Ponte para o Carnaval 2020 Destaque

Publicado em Série A
Segunda, 20 Maio 2019 18:30

A Unidos da Ponte apresentou a sinopse do enredo "Elos da Eternidade" durante a Feijoada Show neste Domingo(19).  No evento, o carnavalesco Lucas Milato explanou sobre o tema para o público presente, além de fazer a entrega aos compositores.

Confira o texto da sinopse:

1. A PROPOSTA
Para o carnaval de 2020, o G.R.E.S. Unidos da Ponte terá como temática central a eternidade. Propomos uma reflexão sobre a relação da humanidade com a eternidade para nortear todo o desenvolvimento dessa mágica aventura.

2. O OBJETIVO
Pretendemos, a partir dessa reflexão, fazer com que o sambista desperte para as questões referentes ao samba e à sua manutenção. Passamos hoje por uma situação bastante delicada, em que o elo que nos une corre um grande risco de se romper.
E a nossa eternidade, sambistas, é o samba! É o resultado de um trabalho de união; da junção dos elos que construímos nesse delirante acontecimento que chamamos de carnaval!
A cada samba cantado, a cada sambista eternizado, acrescenta-se um novo elo na corrente. E nesse momento, a velha guarda é o ponto de conexão entre o passado e o futuro que agora se configura. Agora é o momento de aprender e compreender, de guardar em nossa memória o legado que eles carregam e deixá-lo tomar conta de nós. Afinal, eu repito: a nossa eternidade é o samba!
O samba é a síntese da dor, da alegria, da tristeza e do amor. O samba sou eu, é você, somos nós. Eterniza, Ponte! E faça o samba renascer, resistir e transcender!


3. A SINOPSE

O início.
Às vezes, paro no tempo pensando sobre aquilo que não vivi. Como eu queria que os meus versos conseguissem explicar como cheguei até aqui.
Imagine só, um partido alto que tivesse o dom de remontar ao dia em que nada existia, nem mesmo as cinzas da quarta-feira. Imagino que teria sido como preencher um compasso vazio, em que o universo é a primeira melodia e a vida, um acorde. Depois de muitos arranjos, tocou-se o acorde da existência humana. Ainda meio descompassada, meio sem ritmo, com um planeta azul inteiro para compor e harmonizar.
Tudo parecia tão grande, tão maior que escultura de alegoria, que a exuberância da natureza fazia o ser humano sentir-se pequenino ao reconhecer tamanha grandeza.
A imensidão do céu sempre foi a morada dos deuses. Quem não gostaria de tocá-la? Divino era desejar estar perto dos astros, glorificados por refletirem o que poderia ser eterno.

O desejo.
Queria eu ser como um Deus, para poder tocar minha viola sem me preocupar com o desafino da morte. Mas não sei qual o preço que se paga. Vários e meros mortais desejaram descobrir.
Teriam eles conseguido saborear um banquete no Olimpo? Ou provar do poderoso elixir? Nem que eu venda a alma para o coisa ruim, um dia eu chego lá. Nessas bandas, já vi gente fazer coisas muito piores.
Ouvi dizer que se eu bebesse da água de uma tal fonte, as minhas pernas voltariam a aguentar meu corpo junto com meu samba. Eu jamais teria medo do espelho se quebrar.
Ai, que saudade dos tempos de menino.

Eternizando-se.
Ê... a vida voa...
Vai-se o corpo, mas a saudade é sentinela da memória. O corpo vai, mas o legado fica e faz o nome reverberar no tempo.
A lembrança é feito muralha ou cidade que resiste a eras. Ainda consigo enxergar os olhos do criador no sorriso da criatura, pois a arte é a verdadeira máquina do tempo.
Vivemos nossas epopeias para que as próximas gerações possam achar, no presente, um espaço para o passado.
Hoje, mesmo que alguns ainda sonhem colocar em prática tudo o que foi dito até agora, outros compreenderam que a eternidade é uma conexão, um laço dado entre os sentimentos humanos, que acontece pela importância daquilo que fazemos e não do que somos.

Eternizados.
O velho terno continua em seu lugar no armário. Está surrado e ainda molhado do pranto de tantos carnavais.
No peito, o coração bate mais acelerado, quando ouço o soar do repique.
Os tempos são outros, mas trago para a avenida as mesmas oferendas.
Se eles verão a Deus, peço que falem para Ele que se meu corpo é só carne, a minha alma é só samba.
Assim, terei certeza de ter alcançado a eternidade quando, lá do firmamento, ouvir meu refrão ecoar no samba de esquenta dessa avenida. Estarei no mais brasileiro dos Olimpos, junto aos deuses do nosso ritmo popular, afinal, um velho sambista sabe que o pedido final é refeito a cada elo que criamos com o novo e que cada despedida é um sonho, onde todos vocês fizeram e continuarão fazendo meu sonhar.
Com carinho, a eterna poesia de um baluarte.

Pesquisa e Desenvolvimento: Lucas Milato e João Francisco Dantas
Texto: Lucas Milato, João Francisco Dantas e Leandro Thomaz

Última modificação em Segunda, 20 Maio 2019 18:44

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