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O samba em 2018 Destaque

Publicado em Artigos
Quarta, 26 Dezembro 2018 14:32

Por Aloisio Villar 

Ano conturbado para o samba...

Começou triste, com uma sensação de vazio sem os ensaios técnicos - primeira vez em que não tivemos no começo do ano as escolas ensaiando na Sapucaí. Tivemos uma tentativa de atrair turistas com apresentação das escolas na praia, mas nada que chamasse muita atenção. O prefeito estava em pé de guerra com o carnaval carioca que ajudou a elegê-lo.

Guerra vista nos desfiles. Tempo que não tínhamos tantos enredos críticos como no Carnaval 2018. A Mangueira foi direto ao ponto na crítica ao prefeito, dizendo que com dinheiro ou sem dinheiro também brincava em um carnaval. A Estação Primeira conseguiu boa colocação, e as duas primeiras colocadas vieram no mesmo viés.

A Beija-Flor conseguiu criar a "crítica chapa branca", fazendo crítica "a tudo que está aí". Em um desfile polêmico, mas com um senhor samba-enredo, venceu o carnaval mais uma vez. A surpresa foi o vice-campeonato do Paraíso do Tuiuti. Com um enredo crítico, na qual colocava o presidente Michel Temer como vampiro e um grande samba, a escola de São Cristóvão conquistou corações, o vice-campeonato e apagou a imagem ruim do rebaixamento com atropelamento e morte em 2017.

Agora quem tem que apagar a imagem ruim é a Grande Rio. A escola fez um péssimo carnaval, foi rebaixada e só desfilará em 2019 no Grupo Especial por causa da virada de mesa.

Imagem arranhada, síntese deste ano de 2018 no carnaval. Imagem arranhada com a virada de mesa; com a prisão do presidente da Mangueira, Chiquinho; devassa em dirigentes da Grande Rio, o carnaval amigo da elite que se suja e é esquecido por ela. O ano, em que houve a surpresa do Tuiuti, continuou surpreendendo com a saída de Laíla da Beija Flor, quando optou pela Tijuca; e da escolha da música "O que é o que é", de Gonzaguinha, como enredo do Império Serrano.

Ano de grandes enredos, cada vez mais críticos e grandes sambas como a homenagem da Portela a Clara Nunes; do Salgueiro a Xangô; e da Mocidade e seu menino tempo. Ano de perdas de quem fez o samba como Dona Ivone Lara. Ano de perdas que deram samba, não só samba como a música brasileira do ano, que é o samba da Mangueira e a citação a Marielle Franco.

O samba se perde nas confusas mãos de dirigentes. O Salgueiro sofreu com a disputa judicial em torno da sua presidência, que acarretou em mudanças e a volta de Quinho. Sofre o samba na briga com o governo, que faz mais cortes na subvenção e com isso mais um ano sem ensaios técnicos. Sofre o samba com a má imagem que fez perder patrocínios.

Mas o samba se fortalece no vigor de seus sambistas, na sua criatividade... Anos que não temos enredos e sambas tão bons quanto teremos na Sapucaí em 2019. Se os poderosos não atrapalharem, os sambistas continuarão fazendo o maior espetáculo da Terra.

E o samba só sambará de alegria.

Feliz 2019!!

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