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Sambas de Grande Rio, Tuiuti, São Clemente e Império Serrano Destaque

Publicado em Grupo Especial
Terça, 18 Dezembro 2018 10:01

Por Aloisio Villar 

Conforme prometido, seguem as análise dos sambas que não foram escolhidos em quadra, e sim os sambas de escolas encomendados, como os da Grande Rio e da Paraíso do Tuiuti; a que reeditou, como a São Clemente; e a que "inventou" seu samba, como é o caso do Império Serrano.

 

Grande Rio 2019

Enredo: “Quem nunca? Que atire a primeira pedra”

Carnavalesco: Renato Lage e Marcia Lage

Compositores: André Diniz, Claudio Russo, Moacyr Luz, Gê Martins, Licinho Junior e Elias Bilico

Enredo, que faz alusão à virada de mesa que beneficiou a escola em 2018, começa falando de pecado e erros. Começo suave com letra bem-elaborada. Depois disso, a letra vai caminhando para o lugar comum. Refrão do meio sem pegada quando diz: “Atire a primeira pedra aquele que não erra, quem nunca se arrependeu do que fez”. Parece ser um mea culpa, não tendo certeza de que seja sobre o desfile ruim ou sobre a virada de mesa, mas se justifica, ao dizer que todo mundo erra.

Letra cheia de citações populares que resvalam no clichê. Melodia segue sem variação na segunda parte, com letra cheia de citações politicamente corretas, apontando pretensos erros como curtir e compartilhar sem pudor. A segunda segue sem variação e apontando o dedo para quem pode realmente julgar. Além disso, dá lição de moral em educar o filho e de novo vai para clichê com: “Renasce a Grande Rio”.

O refrão, que é a parte pretensamente irreverente do samba, começa com a frase polêmica e de gosto duvidoso: “Quem nunca sorriu da desgraça alheia”. O enredo era interessante, podia ter sido mais irreverente, mas ficou no meio do caminho, e o obra se tornou um samba comum.  

 

Tuiuti 2019

Enredo: “O salvador da pátria”

Carnavalesco: Jack Vasconcellos

Compositores: Aníbal, Jurandir, Claudio Russo, Moacyr Luz, Zezé

Refrão forte, empolgante, pra cima... Ele começa com a expressiva frase: “O meu bode tem cabelo na venta”, que marca o refrão.

A letra descritiva, que narra uma história, começa crítica com a frase “Vende-se o Brasil num palanque da praça”, e a crítica se mistura à poesia como no verso “E o homem serviu verteu lágrimas de sangue”. Melodia aguerrida e com bastante variação prossegue na primeira parte contando a história do bode. Refrão do meio curtinho, praticamente um bis e chiclete: “Pega na viola diz um verso pra ioiô, o salvador, o salvador”.

A segunda tem uma leve suavizada melódica, todavia a letra continua contundente na crítica, comparando o povo com gado, e no fim um bis delicioso, falando da eleição do bode, que nem se quer assumiu. Obra muito boa, lembrando os samba críticos dos anos 80.  

 

São Clemente 2019

Enredo: “E o samba sambou”

Carnavalesco: Jorge Silveira

Compositores: Chocolate, Helinho 107, Mais Velho e Nino

Reedição do histórico samba de 1990, quando a escola obteve seu melhor resultado no carnaval. Samba melodioso com letra crítica e ao mesmo tempo irreverente, falando da situação que se encontrava o carnaval na virada para a década de 90 e se manteve atual com a situação atual, só piorando.

Letra inteligente e descritiva que começa falando da situação do povo que não consegue mais participar do carnaval e na sequência fala da mercantilização de cargos importantes nas agremiações. Após isso, vem o refrão do meio curtinho, mas que para mim é a melhor parte do samba: “É fantástico”. É alongada, ganhando força.

A segunda parte segue a toada da letra irreverente e crítica, brilhando em cima de uma melodia correta e que acompanha bem essa letra, e seguindo, lamenta a vaidade de quem comanda a folia, que por consequência faz a mesma perder a tradição. No fim da segunda, uma variação melódica para mostrar o lado saudosista do samba citando a “Praça XI”, e o samba termina em um bis que serve como refrão dele próprio.

Samba sempre atual e sempre necessário.

 

Império Serrano 2019

Enredo: “O que é o que é”

Carnavalesco: Paulo Menezes

Compositor: Gonzaguinha  

Samba que na verdade não é um samba-enredo, e sim uma consagrada música de nossa MPB, feita por Gonzaguinha o que dificulta a análise. Refrão maravilhoso, esplendoroso que está na história da música popular brasileira, onde Gonzaguinha exalta a vida em um dos trechos de música mais famosos de nosso tempo com destaque para seu início e fim. É o ponto alto do samba e deve levantar a Sapucaí. 

Começo do samba tem uma melodia suave, onde se faz questionamentos sobre a vida. Na parte “há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo”, a melodia muda e começa a acelerar. O questionamento sobre a vida continua na letra esplendorosa, e a melodia acelera ainda mais em “você diz que é luta e prazer”, chegando a um ponto que pode dificultar o canto, já que essa música foi feita para ser apreciada e não para se cantar junto.

A melodia fica bastante acelerada até a parte: “Sempre desejada, por mais que esteja errada”, onde suaviza. O samba aí segue suave com bonita melodia e a letra brilhando até chegar a uma ótima preparação para o clímax do refrão: “Fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita”. Não curto a experiência.    

 

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Última modificação em Terça, 18 Dezembro 2018 12:04

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