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Marielle presente e Chiquinho ausente Destaque

Publicado em Artigos
Quarta, 14 Novembro 2018 15:35

Por Aloisio Villar 
Foto: aquivo pessoal

 

Semana passada tivemos a prisão de vários deputados do Rio de Janeiro, entre eles a mais desagradável surpresa: a de ver o presidente da Mangueira.

É desagradável porque é algo que mexe com nosso meio. É desagradável porque o motivo tinha a ver com carnaval: propina paga por Sergio Cabral para o desfile da verde e rosa. É desagradável pelo momento da Mangueira.

A Mangueira é um dos grandes nomes desse pré-carnaval. Mais uma vez vem com um enredo crítico ao sistema, ao status quo, fazendo oposição, mostrando indignação com o poder e dessa indignação toda vem o samba do ano. Um samba cuja letra é uma obra-prima e consegue refletir tudo o que pensamos hoje em dia. Toda a raiva que estamos sentindo do poder, toda revolta em relação ao status quo e justo agora, o presidente da Mangueira é pego por atos que vão contra todo esse discurso. É pego por ser aliado do poder, do sistema...

A Mangueira nesse momento reflete a cisão que existe no carnaval. O sambista anônimo e o artista, como carnavalescos e compositores, já entenderam o que vem ocorrendo com o Brasil, entenderam que precisam abrir a boca, se indignar, se revoltar com a forma que o Rio de Janeiro e o Brasil vêm sendo conduzidos, com a falta de respeito que o carnaval vem sendo tratado. Mas os dirigentes, aqueles que mandam, fazem justamente o contrário.

Os dirigentes são subservientes, abaixam a cabeça para o poder, beijam a mão e não conseguem nada com isso, muito pelo contrário. Apoiaram o Crivella e tomaram um pé dele depois. Pelo segundo ano seguido não teremos ensaios técnicos, e a indignação agora é bem menor que a do ano passado com a notícia. Cada vez será menor essa indignação, e a tendência é que não tenhamos mais esses ensaios.

Continuaram apoiando candidatos que os sambistas não queriam nas Eleições 2018, candidatos que nunca mostraram qualquer sentimento pelo carnaval, e isso tudo mostra que os dirigentes do carnaval hoje não falam a mesma língua que o sambista. Os dirigentes hoje em dia não representam o sambista, não estão autorizados a falar pelo sambista.

E atos como de Chiquinho fazem muito mal à imagem do samba, dão razão para aquele contribuinte que não quer dinheiro público envolvido com carnaval. Graças a essa postura subserviente e escusa com o poder, o samba vai ficando cada vez mais isolado, perdendo apoio de fora de seu nicho e com tudo isso faço uma previsão catastrófica: se não se reinventar em no máximo 20 anos, não teremos mais desfiles de escolas de samba.

Vai chegar a hora que a “Globo” não se interessará mais e jogará o desfile para a TV a cabo. Vai chegar a hora que essa onda conservadora, que o país passa, enxergará o carnaval como inimigo e começará a protestar com o dinheiro gasto nele. Chegará o momento que, sem dinheiro pela primeira vez, teremos um carnaval sem desfile. Isso causará uma grande indignação, como foi com o ensaio técnico, mas virá o segundo ano com menos indignação e quando vermos tudo isso será passado.

O carnaval só sobreviverá se mostrar indignação com a forma que é tratado, mostrar revolta, postura, se juntar com seu sambista e com o povo para mostrar sua grandeza. O samba tem que firmar posição, tem que falar alto, do alto de sua importância e história. Quem abaixa muito acaba mostrando a bunda, e o samba já está com a bunda toda exposta.

Que prevaleça o carnaval da Marielle presente e do Chiquinho ausente.

Para o bem da folia.

 

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