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Os sambas de Salgueiro, Tijuca e Imperatriz Destaque

Publicado em Artigos
Quinta, 18 Outubro 2018 11:41

Por Aloisio Villar

Enfim os quatro últimos sambas do Grupo Especial foram escolhidos e podemos dizer que são bons sambas.

Na véspera do feriado, o Acadêmicos do Salgueiro escolheu seu samba que é da parceria de Demá Chagas, Marcelo Motta, Renato Galante, Fred Camacho, Leonardo Gallo, Getúlio Coelho, Vanderlei Sena e Francisco Aquino

Refrão forte, curto, valente que termina com o expressivo verso “Traz a vitória pro meu Salgueiro”. Primeira começa com a mesma pegada com o verso “Vai trovejar”, verso forte que mostra como o samba será conduzido. A melodia segue bonita, com uma letra interessante, porque é descritiva e em sua descrição consegue ser bela como a maioria das letras de sambas afros, apesar da citação ao Salgueiro no último verso me incomodar, como no refrão do primeiro samba, parece jogado lá.

Refrão do meio é espetacular. Começa com “Mora na pedreira”, um ponto de Xangô. Refrão com versos fortes, contundentes, de fácil assimilação e que fecha bem com “Samba corre gira, gira pra Xangô”. Melodia valente na segunda, começando mais corridinha, letra segue descritiva e bonita, melodia fica um pouco mais suave, cadenciada ao citar a Bahia. Melodia volta a crescer, e a segunda fecha forte com “Machado desce e o terreiro treme, Ojuobá quem não deve não teme”. Excelente samba.

A Tijuca escolheu o samba de Márcio André, Daniel Katar, Diego Moura, Channel, Maia, Renan Filho, Edson Carvalho e Junior Trindade.

Samba que começa da cabeça, da primeira de forma suave em sua melodia, letra bonita, poética parecendo uma oração, refrão do meio deixa isso ainda mais claro em “ouço chamar meu nome, ouço um clamor de prece”.

O clamor continua na segunda, com melodia que acompanha e emoldura o que a letra propõe fazendo contracanto como fez um concorrente do Salgueiro e depois vem versos fortes como “A migalha do poder que o diabo amassou estão dentro de você”. A letra volta a ser um clamor até chegar no bis: “dividem o pouco que tem pra comer”, e o samba segue nessa toada até chegar ao bom fechamento: “Se Deus é por nós escute a voz que vem do meu Borel”. O refrão principal é em estilo súplica, quase uma prece que termina com amém. 

Ontem a Imperatriz escolheu o samba de Elymar Santos, Maninho do Ponto, Julinho Maestro, Dudu Miler, Márcio Pessi e Jorge Arthur

Refrão sensacional, irreverente, gostoso... Gostei particularmente dos versos finais: “Pra investir no sonho e vestir a fantasia, quero renda na baiana e nota 10 em bateria”. Começo vem na mesma pegada irreverente com verso gostoso e que consegue ser ao mesmo tempo poético “A tentação seduziu a poesia”. A primeira continua com melodia gostosa, irreverente e letra que consegue ser irreverente e crítica ao mesmo tempo como no verso “perdeu meu bem, pobre fortuna, nobres ideais”. 

Refrão gostoso que repete “Troca troca ê na beira da praia”, dando ênfase a ele, deixando marcante e termina muito bem com “Ouro no mercado negro, negro é ouro no mercado”. A melodia dá uma suavizada no começo da segunda que é algo natural, letra se torna ainda mais crítica com versos como “A roda gira pro mais forte, poucos tem a sorte de virar o jogo que o destino fez”. Melodia sobe e letra fica definitivamente descritiva em “Se é pra poupar, o porquinho pode até ser virtual” e o fim da segunda vem com declaração de amor para a escola finalizando com “Eu não vendo, não empresto meu eterno amor”. Samba irreverente, gostoso com a primeira e os refrãos melhores que a segunda.      

Faltou uma, não é? Sim, faltou a Mangueira, mas essa é um capítulo à parte, uma coluna à parte.

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