Wip lojas

Móveis pelo menor preço! 
www.movelcasa.com.br
Parcele seus móveis em até 12x Sem Juros

http://templatesjoomla.com.br/
Templatee Joomla Profissional!
Templates a partir de R$ 9,90.

A morte por encomenda Destaque

Publicado em Artigos
Terça, 24 Julho 2018 16:16

Por Aloisio Villar

Parece que teremos recorde de sambas encomendados este ano no carnaval.

Algumas da Série A já utilizam a prática e escolas como a Renascer há muitos anos não fazem mais concursos aniquilando uma ala de compositores das mais interessantes que tínhamos no grupo.

A prática agora começa a se tornar comum no Grupo Especial. Das 14 escolas quatro não devem fazer concurso de samba-enredo, quase um terço das agremiações. São Clemente irá reeditar, Império Serrano trará a música de Gonzaguinha "O que é o que é", Tuiuti irá para seu segundo ano de encomenda (samba já disponível na internet) e a Grande Rio inaugura a prática em sua trajetória. 

Não é difícil explicar isso. Se na década passada os sambas reeditados foram utilizados para tentar reviver uma emoção que não existe mais, os sambas encomendados nada mais são do que uma tentativa de amenizar a crise financeira.

Crise do país apesar de alguns falarem que o Brasil está melhorando. Crise na relação com a prefeitura que hoje está a serviço de uma religião, que não curte nossa festa e fez as escolas perderem dinheiro. Disputa de samba não é lucrativa, servia mais para movimentar a quadra em uma época do ano que nada ocorre.

Só que agora pesa no bolso. Pesa ter que pagar luz, água, funcionários e não lucrar, porque os compositores recebem muitas vezes os ingressos gratuitamente ou com descontos. Pesa no bolso dos compositores também que preferem sua torcida bebendo do lado de fora da quadra e assim além de economizar financeiramente poder escolher a marca de cerveja a comprar.

Os concursos não são mais como antes. Quando comecei, iniciavam em julho e iam até o fim de outubro. Agora começam em sua maioria na segunda metade de agosto para acabar no fim de setembro. Quanto menos abrir a quadra para prejuízo melhor. Na visão delas, se não precisar abrir melhor ainda.

Ganham com isso os escritório de samba que já monopolizavam os concursos e com essa novidade são os contemplados com a encomenda. Normalmente se pega alguns desses consagrados misturando com um ou dois da comunidade dando uma espécie de "cala a boca" e pronto. Está feito o samba.

Perde o gênero que não vê renovação, novos compositores surgirem e perde talentos para outros gêneros musicais. Quem não se renova tende a desaparecer, tende a morrer e essa é a tendência do samba-enredo.

A morte por encomenda.

*Nesse sábado, dia 28 de julho, estarei na Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), e dia 4 de agosto na Bienal do Livro, em São Paulo, com meu livro dedicado ao carnaval e às escolas de samba intitulado: "Na passarela do teu coração". O livro é uma declaração de amor ao carnaval, e estarei nas duas ocasiões no stand da editora "Futurama". Quem quiser é só chegar.

Se querem matar o samba, cabe a nós mantê-lo vivo.

Twitter - @aloisiovillar

Facebook - Aloisio Villar


1 Comentário

  • Paulo Sérgio Alves
    Link do comentário postado por Paulo Sérgio Alves
    Quarta, 25 Julho 2018 20:39

    Verdade irmão , se deixarmos nos calar será pior ainda , pq se não percebem a essência dos sambas antológicos estão escasso !
    Ninguém acerta a mão sempre , é raro !!!

Deixe um comentário

 

 

Entrevistas

Zezinho Martinez: “As escolas juntas seriam muito mais fortes”

Zezinho Martinez: “As...

Por Vander Fructuoso O presidente da Liga das Escolas de Samba...

Marcelinho Emoção explica a venda de 13 alas comerciais na Vila

Marcelinho Emoção explica...

Por Ricardo MaiaFoto: Eduardo Hollanda Nos últimos anos, as escolas...

Ciganerey: do Engenho da Rainha para a Estação Primeira

Ciganerey: do Engenho...

Equipe OBatuque.comFotos: Marcelo Moura O nome de batismo é Paulo...

Escolas Mirins

Samba de Raiz

Pagode

Blocos

Carnaval pelo Brasil

 

Book OBatuque

Extras

fotos

JoomShaper