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Sem amor e sem carinho, Sobrinho morreu na solidão Destaque

Publicado em Artigos
Quarta, 18 Julho 2018 18:47

Por Wellington Lopes

Sobrinho se notabilizou na Unidos da Tijuca, cantando três sambas antológicos. Um deles, em homenagem a Lima Barreto, um trecho da obra dizia: “Sem amor e sem carinho, esquecido morreu na solidão”.

Sobrinho era um artista do carnaval e com ele muitas pessoas cantaram, se emocionaram e se admiraram com sua bela voz. Faltou de algumas escolas de samba solidariedade ao cantor. No último sábado, 14 de julho, Sobrinho morreu de forma semelhante à do jornalista e escritor Lima Barreto: esquecido, na solidão e longe dos holofotes da mídia e do seu palco predileto: o carro de som, porém sempre muito bem amparado pela família.

Nos últimos anos, o “mulato pobre” caminhava pelas ruas da Tijuca com dificuldades em decorrência de uma miopia de 23 graus. Ajudado por amigos, Sobrinho ia de casa para um bar e do bar para casa. O bar fica na Rua do Matoso, e ali ele tomava umas doses. Parecia personificar o escritor mais famoso que ele tanto cantou na Marquês de Sapucaí. E outro trecho do mesmo samba dizia: “Entregou-se à bebida, aumentando o seu sofrer”.

Pelo percurso, brincava com os moradores, trabalhadores e amigos. Sobrinho morou num quarto na Rua Caruso, também na Tijuca. Foi justamente ali que OBatuque.com teve a honra de entrevistá-lo. Dessa entrevista, a Mangueira, sua escola de coração, se sensibilizou e tentou ajudá-lo para livrá-lo do distúrbio ocular por meio de uma cirurgia, que segundo os médicos não resolveria o problema.

Ao longo da entrevista, indagamos se ele sentia falta de cantar na Marquês de Sapucaí, chorando copiosamente, ele nos respondeu que sim, mas que não faria isso gratuitamente. Sobrinho dizia que cantaria de graça para o Inca, para a Cruz Vermelha ou qualquer instituição beneficente, mas nunca para uma escola de samba.

Um fato marcou a sua vida, e ele contava com orgulho, afinal foi o Rei Roberto Carlos, durante sua presença do camarote na Marquês de Sapucaí, que ao ouvir a voz de Sobrinho, questionou: “Quem é esse negão com essa voz?”. Na mesma hora, disseram ao Rei que não se tratava de um negão e sim de um cantor franzino, com um óculos fundo de garrafa e com a cabeça grande. Roberto Carlos ficou admirado com a voz do puxador que passava naquele momento no carro de som.

A voz de Sobrinho se calou, porém continuará nos corações dos sambistas como uma das melhores que já passaram pelos carros de som do carnaval carioca.

Orgulhosamente OBatuque.com reexibe a entrevista concedida ao nosso site por Fabio Crispiniano do Nascimento, ou simplesmente Sobrinho.

Última modificação em Quarta, 25 Julho 2018 10:23

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