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Sobrinho: a voz que encantou o Rei

Publicado em Entrevistas

Até Roberto Carlos se rendeu ao vozeirão

Por Wellington Lopes

Nascido no Estácio, ele passou pela Mangueira, marcou época na Unidos da Tijuca, cantando sambas antológicos, com o mesmo corpo franzino e os óculos do tipo fundo-de-garrafa, como ele mesmo diz. Admirador do saudoso Jamelão, que o ajudou e o orientou no início de sua carreira, hoje, aos 60 anos, Fabio Crispiniano do Nascimento mantém a voz que encantou o Rei Roberto Carlos na Marquês de Sapucaí. Pai de dois filhos, caminha pelas ruas da Tijuca com dificuldades, devido à miopia de 23 graus. À espera de uma oportunidade para voltar a cantar, ou de uma permuta, com intuito de obter recursos para se submeter à cirurgia ocular, Sobrinho se emociona ao falar dos amigos, do respeito às agremiações que passou e, sobretudo da saudade que sente de "puxar" um samba-enredo numa escola de samba.

OBatuque - Como surgiu o apelido de Sobrinho?
Sobrinho - Erlito Machado Fonseca, o Tolito da Mangueira. Ele me levou para fazer um teste de cantor na ala de compositores da Mangueira, em 1968. Ele me apresentou, e eu magricelo como sempre fui, óculos “fundo-de-garrafa”, o pessoal começou a me sacanear, né? “Esse cara não tem jeito de cantor, não. A pinta dele está mais para garoto que fica pegando esmola em porta de igreja”. Aí, o Tolito falou: “Mas ele é meu sobrinho”.

OBatuque - A partir daí, pode-se dizer que o Sobrinho começou no mundo samba?
Sobrinho - Pode. Com isso fui levado para ala, que era composta por Hélio Cabral, Jurandir, Hélio Turco, Seu Comprido, Cartola, Pandeirinho, Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Tantinho, Ivan Meireles - pai do atual presidente da Mangueira -, inclusive, este que me aprovou como integrante da ala. Para ser aprovado, tinha que cantar cinco sambas de quadra inéditos, a cada sábado. Eu tive que decorar 25 sambas. Quando completei os 25 sambas, já que, naquela época o samba de quadra era a coqueluche da época, em função do samba-enredo não ser valorizado como hoje, é que passei a pertencer à ala de compositores da Mangueira. Daí em diante, conheci o José Bispo Clementino dos Santos, o saudoso Jamelão.  Na época ele era cantor da Orquestra Tabajara e tinha contrato com a Continental Disco. Quando me via, ficava com aquele jeito dele, com um bicão. Eu tinha certo receio de falar com ele, mas aos poucos, viu que eu tinha potencial e me disse: “Você leva jeito”.  Comecei a cantar na quadra, nos ensaios da escola de meia noite às 7h da manhã. Num desses encontros com o Jamelão, lá por volta das 2h da manhã, ele me perguntou onde eu morava, eu lhe respondi: em Guadalupe. Depois me perguntou se a Mangueira me pagava alguma coisa, eu disse que já havia recebido um ticket de sopa de “entulho” e o outro de cerveja.  Aí, o Jamelão começou a me dar Cr$ 15,00 (quinze cruzeiros), Cr$ 20,00 (vinte cruzeiros), para eu levar para casa. Depois disso me desliguei da minha família, porque ela não era favorável que eu frequentasse samba, devido ao preconceito da época. Mas não tinha jeito. Na família tinha dentista, economista... Então eu quis ser sambista para rimar (risos).  Saí de casa aos 17 anos e fui morar na Praça da República, numa hospedaria ao lado do Corpo de Bombeiros, por Cr$ 5,00 (cinco cruzeiros). Com a ajuda do Jamelão, do Tolito e do Xangô da Mangueira, consegui me estabelecer. Depois disso, o Tolito me apresentou ao Barbicha, da Vila Isabel, que por sua vez me apresentou ao Martinho da Vila, aí comecei a cantar na Casa de Bamba. Em 1975, ainda pela ala da Mangueira, fui defender um samba-enredo na disputa, o “Imagens poéticas de Jorge Lima”, que se tornou vencedor. Jamelão, por ter contrato com a Continental, não podia gravar o samba pela Top Tape. Aí, ele sugeriu que eu gravasse, dizendo: “Dá uma oportunidade ao garoto”. Tirei o tom direitinho, com o grupo Nosso Samba e as Gatas, mas na hora de botar a voz, me urinei todo (risos).

O Jamelão ficou sabendo disso e me chamou para uma conversa. Pensei que levaria um esporro. Não levei nada. Desci, e pela primeira vez na vida, tive contato com uma bebida alcoólica. Tomei quatro dedos de licor de cacau com praianinha, fiquei novinho (risos). Subi novamente e cantei à beça. O disco ficou muito bonito. Neste ano, saí com Jamelão e Jorge Zagaia, que depois não quis mais saber de compor. Com isso, passei a ser o segundo cantor, ou seja, substituto de Jamelão, mas nunca gostei disso. Substituir nunca, ele era muito bom. Eu poderia ficar no lugar dele. Além de meu amigo ele era meu orientador. Ele me aconselhava, naquela época, a não usar drogas, não beber com qualquer pessoa, a ter cuidado com a garota do morro, porque garota do morro poderia ser a mulher do “dono”, entendeu?

Em 1981, a Unidos da Tijuca subiu para o Grupo 1-A (atual Grupo Especial), eu estava bem na Mangueira, e gostava de ser o segundo da escola. Quem não gostaria de ser reserva do Pelé? Mas, a Tijuca me fiz o convite, eu aceitei.  O enredo inicial da escola era “Na peleja do Cabloco Mitavai contra ao Monstro Macobeba”. Como o título era muito grande, eles mudaram para “Macobeba - O que dá pra rir dá pra chorar”, que deu o belo samba:

Maldito bicho, se me ouviu
Se não gostou do meu samba
Vai pra longe do Brasil

Eu estreei ali, e quem tava na pista quando a escola passou? Jamelão. A escola passou bem. Renato Lage era o carnavalesco e Laila, na Harmonia. Esta foi minha estreia como puxador.

OBatuque - Jamelão não gostava de ser chamado de puxador, e você?
Sobrinho - Eu sou registrado na Sociedade Brasileira de Produtores e Intérpretes Fonográficos. Todos os puxadores recebem trimestralmente cerca de R$ 800,00. Diferentemente do que Jamelão alegava, eu não vejo nada de mais quando me chamam de puxador, muito pelo contrário. Não é por causa da palavra puxador, que as pessoas vão achar que é puxador de fumo, de carro... Eu cheguei a comentar com ele sobre isso. Inclusive, comentei com vários compositores na Mangueira, que se por acaso fosse chamado a cantar um samba, gostaria que estivesse impresso no prospecto “Puxador: Sobrinho”. Eu puxei com muita honra: Império, Imperatriz, Unidos de Bangu, Tupy de Braz de Pina, Santa Cruz, Unidos da Tijuca, Vila Isabel e Mangueira. Hoje, se me chamassem eu gostaria que tivesse uma peneira. Eu não acho justo sete pessoas num carro de som. Como vão me dar um Estandarte de Ouro, se num carro minha voz sai é composta por mais seis? Como vão distinguir a voz do Sobrinho? Por mais que peça ao técnico de som para aumentar, tem mais um coro em cima da sua voz. Quando estreei com Jamelão na Mangueira, éramos três: eu, Jamelão e Jorge Zagaia.  Nós cantamos da Santa Luzia à Candelária, passando pela 1º de Março, e não precisava mais do que isso. Agora, hoje todo mundo é bom puxador, com sete em cima de um carro.

OBatuque - Por que o Sobrinho está fora do Carnaval?
Sobrinho - A gente tem que ter cuidado com que fala para não ser mal interpretado. O Jamelão falava para mim: “Não cante de graça, porque se você cantar de graça, eles vão querer sempre”. E ele tinha razão. Os caras moram na Barra. Têm carros de luxo e nem mais na comunidade aparecem. Alguns, são até deputados às custas de promessas que fazem na escola. E quando você fala em dinheiro, você é mercenário. Preciso fazer uma cirurgia à laser para reduzir minha miopia. O custo está na faixa de R$ 11.000,00. Ninguém aparece para ajudar. Não custa nada para eles. Não poderiam fazer uma permuta comigo? Eu puxava o samba e eles bancavam a cirurgia, mas nem isso. Sabiam que eu morava numa hospedaria. Mas graças a Deus, na minha segunda escola, eu fiz sucesso, a Unidos da Tijuca. Ali foi o auge da minha carreira. Depois disso, o saudoso Ney Viana me apresentou ao carnaval de Manaus, onde fiquei durante oito anos, entre o carnaval de lá e o carioca. Eles pagavam bem e sem contrato assinado. Era de boca mesmo. Eu ia por conta do governador do Amazonas, Amazonino Mendes ou então pelo senador Arthur Vigilio Neto. Era tudo pago. Eu tinha as minhas índias para fazer um cafuné no velho (risos). Tomava um guaraná natural em pó para aguentar o tranco. Eu devo ter algumas manauaras.

OBatuque - Manauras?
Sobrinho – É. Eles não gostam de ser chamados de amazonenses. Neste ano, vieram aqui me buscar. O meu amigo Marcelo foi quem me avisou, estava sem telefone. Faltando 15 dias para o carnaval, quiseram que eu fosse cantar o samba da escola na Avenida Djalma Batista (Sambódromo de Manaus) e ensaiar com a bateria. Eu disse não. Eu tenho um nome em Manaus, fui tetracampeão pela Mocidade Independente de Aparecida, não iria fazer isso. Atualmente, aguardo a Acadêmicos da Rocinha, já conversamos alguma coisa.

OBatuque - Você fez curso de canto?
Sobrinho - Logicamente, não tinha muita experiência no início da carreira, então deixava escapar um “R” ou um “S”, aí, o radialista Aldezon Alves me ensinou: “Você pega uma folha de caderno, enrola num lápis, prende as duas pontas com durex, coloca na boca e começa a ler um jornal, que você nunca mais vai trocar essas letras. Funciona! Comecei a melhorar. O João Roberto Kelly me levou para fazer impostação de voz. Não sei se você reparou, mas eu falo de um jeito e canto de outro, escuta.

Brasil, devagar com o andor, ô ô ô
Porque o santo é de barro...

Com a impostação de voz, você acaba fazendo o calo vocal.

OBatuque - Como surgiu o “Alô, meu povão da Unidos da Tijuca! Minha casa de barro-joão! Vai meu riiiiiiiitmo!”?
Sobrinho - Todos os puxadores tinham o seu grito. O Neguinho tinha e tem até hoje, o “chora cavaco!”. O Aroldo tinha o “segura a marimba!”. O Silvinho era “Porteeeeela!”. Eu não queria falar bateria, eu queria uma coisa diferente. Então surgiu o vai meu riiiiiitmo. Se eu já falo em ritmo, estou falando de bateria.

OBatuque - Você falou que seu melhor momento foi na Unidos da Tijuca. Quantos sambas você defendeu na avenida?
Sobrinho - O primeiro foi “Macobeba - O que dá pra rir dá pra chorar”

É tão sublime exaltar
Neste dia de folia
E cantar a odisséia de um valente brasileiro
Contra um monstro estrangeiro
Que com todo o seu dinheiro
Quer calar a nossa voz (e o nosso herói)
E o nosso herói
Sai no rastro da maldade
Pelos campos e cidades
Atrás do gafanhoto feroz

Tetaci, Tetaci
Agasalha com seu manto
Nosso herói Mitavaí

Mitavaí, bom lavrador e vaqueiro
Deixa o sertão brasileiro
Vai combater
Macobeba maldito, que devora o mato e o mito
Rádio, jornal e TV
Lança e com certeiro bote
Fere o monstro no cangote, pra valer
E ferido assim de morte
Bicho ruim não quer morrer
E o caboclo injuriado
Toma o caminho do mar
Jurando que um dia vai voltar
Tira daqui, leva pra lá
O que hoje dá pra rir
Amanhã dá pra chorar

Maldito bicho, se me ouviu
Se não gostou do meu samba
Vai pra longe do Brasil.

Como já havia dito, esse foi meu primeiro ano. O Jamelão estava na pista e falou para que eu fosse à luta. “Você está na arena”. Graças a Deus me dei bem e ganhei o Estandarte de Ouro de Melhor Puxador. No carro, havia, somente, dois puxadores, eu e Serginho Maracatu. Hoje, o carro de som é uma verdadeira quadrilha de festa junina.

No ano seguinte, veio Lima Barreto:

Vamos recordar Lima Barreto,

Mulato pobre, jornalista e escritor
Figura destacada do romance social
Que hoje laureamos neste Carnaval
O mestiço que nasceu nesta cidade
Traz tanta saudade em nossos corações
Seus pensamentos, seus livros
Suas idéias liberais
Impressionante brado de amor pelos humildes
Lutou contra a pobreza e a discriminação
Admirável criador, ô ô ô ô
De personagens imortais
Mesmo sendo excelente escritor
Inocente, Barreto não sabia
Que o talento banhado pela cor
Não pisava o chão da Academia
Vencido pela dor de uma tragédia
Que cobria de tristeza a sua vida
Entregou-se à bebida
Aumentando o seu sofrer

Sem amor, sem carinho
Esquecido morreu na solidão

Lima Barreto
Este seu povo quer falar só de você
A sua vida, sua obra é o nosso enredo
E agora canta em louvor e gratidão

O Borel, em peso, falava que eu tinha que continuar, "tem que ficar com o homem", assim eles diziam.

E no ano seguinte, mais um Estandarte de Ouro e o troféu de puxador mais bonito do Carnaval (risos). Sério! Concurso Roberto Carlos.

OBatuque - Conta essa história.
Sobrinho - O Roberto era enredo da Cabuçu naquele ano (1983). Quando acabou o desfile, ele foi para o camarote. Eu já estava na concentração da Tijuca. Coloquei um licor de cacau com uma cachacinha, dose dupla (risos). Só para ficar legal, com um sorriso na cara. Às vezes, você está até duro, mas tem que rir para todo mundo. Comecei com o grito-de-guerra e cantei o samba “Brasil: devagar com o andor que o santo é de barro”.

Brasil, devagar com o andor, ô ô ô
Porque o santo é de barro
A natureza e a matéria Deus criou
Na bela arte o homem o valorizou
Lá no sertão
Esta matéria é transformada em modelo
E aquele que trabalha nesta arte faz valer
O sacrifício pra poder sobreviver

Bento que bento é o barro
Bento que bento é o frade
Pra boca do forno
Sertanejo leva a arte

A imagem do santo
Foi feita para quem tem devoção
Este santo faz milagre
Lá se vai a procissão
Deste barro se faz tudo
Neste barro piso o chão
Deus fez o homem
E o homem faz a arte
Que se alastra em toda parte
Desde sua criação
A arte é frágil
Mas o homem é muito forte
Não se quebra, é verdadeiro
Porque Deus é brasileiro

Que maravilha
Que beleza tão singela
Que grande arte
Mas caindo se esfacela

Quase no final do desfile, a Rede Globo foi ao camarote do Rei, para saber sobre a emoção que ele sentiu ao desfilar. Ele falou que foi muito emocionante, gratificante, e que também estava gostando da Tijuca, principalmente do samba e do negão que cantava. Isso mesmo, Negão. Quando eu passei em frente ao camarote, ele ficou pasmado, ao ver um cara magrinho, maior cabeção e um óculos fundo-de-garrafa. Chegou a pensar que a voz fosse de um negão. E ainda achava que eu trotava, quando cantava. É que eu faço um movimento para ajudar o diafragma. Depois de tudo isso, ele falou: “Bonito”. Então, eu sou bonito nas palavras do Rei. Palavra de rei não volta atrás.

OBatuque - Um samba de todos os tempos, que você gostaria de puxar na avenida?
Sobrinho - “O Mundo Encantado de Monteiro Lobato”, mas têm muitos outros por aí. Hoje, não cantaria nenhum. Os sambas são muito ruins, e por causa disso não vende nada. Além do mais, a péssima produção. Eles têm que se preocupar na autenticidade dos sambas. Parar com esse negócio de carnavalesco se meter na letra do samba. Uma música boa é que faz o cantor. Eu só cantei músicas de boa qualidade.

OBatuque - E o andamento, qual é a sua opinião?
Sobrinho - Deveria pegar os desfiles de domingo e segunda-feira e os colocarem no desfile da Parada de 7 de Setembro. Por isso, que vem a quadrilha de São João no carro de som. Não há puxador que resista a esse andamento. Só conheci um cara, que sabia colocar o pé no freio: Jamelão. No desfile da Mangueira de 2002, com “Brasil com 'Z' é pra cabra da peste, Brasil com 'S' é nação do Nordeste”, a bateria queria acelerar, mas ele mesmo falou: “Se eles estão pensando que vão colocar um jatinho, estão enganados. Eu seguro aqui”. E segurou e a escola foi campeã.

OBatuque - Um compositor para você?
Sobrinho - Eu diria vários, mas o Geraldo Babão, do Salgueiro, me fez assistir a uma das cenas mais engraçadas numa quadra escola de samba. Você se lembra de “Chico Rei”, samba de 64 do Salgueiro?

Vivia no litoral africano
uma régia tribo ordeira...

O samba é dele. O Geraldo tinha a mania de chegar cantando esse samba no encontro dos compositores, ali, na Rua 13 de Maio, antes do lançamento da quadra. Aí, falavam que iriam roubar o samba dele. Ele dizia: “Ninguém rouba nada. Eu passo o rodo”. O Salgueiro não havia autorizado a cantar o samba na quadra, e ele já cantava até no programa do Aldezon. No dia da final, no Clube Maxwell lotado, a escola ensaiava ali naquela época, o presidente era o Osmar Valença, o Geraldo, com aquele jeito de valente, concorria com Noel Rosa de Oliveira e mais um samba, e afirmava que passaria o rodo, caso o derrubassem. Alguém chegou no ouvido dele, dizendo que ele não levaria o título. O cara saiu, foi ao Morro do Salgueiro e voltou com um embrulho embaixo do braço, enrolado num jornal, e ficou no centro da quadra, parado, esperando o resultado. O Osmar desceu e foi ao encontro dele, que recuou e desembrulhou o pacote, pedindo que as pessoas se afastassem, porque o “bicho iria pegar na parada”. Abriu-se um clarão na quadra. Quando foram ver do que se tratava, repararam que era um pedaço de aipim (risos). A quadra em peso caiu na gargalhada. E o pior: o Osmar desceu para dizer que o samba dele já era o campeão.

OBatuque - Um intérprete.
Sobrinho – Wantuir. Melhor voz atualmente.

OBatuque - Você se sente esquecido?
Sobrinho - Não. No domingo passado, dia 30 de junho, eu cantei na Estácio, me fizeram uma homenagem. Cantei vários sambas da escola. Vez ou outra, sou homenageado.

OBatuque - Você sente falta de cantar na avenida?
Sobrinho - Sinto.

Neste momento, Sobrinho não conteve as lágrimas e, visivelmente emocionado, respondeu chorando à pergunta.

Sobrinho - Sinto muita falta, mas cantar de graça, eu não canto. Canto de graça para o Hospital do Câncer. Canto no presídio. Canto na Santa Casa, que o Aldezon Alves me convidou. Cantei na Cruz Vermelha. É muito bom você cantar para quem precisa, mas cantar para quem tem e não quer pagar, não.

OBatuque - Muito obrigado pela entrevista e a recepção. OBatuque torce para que você consiga recursos para fazer a cirurgia, e mais: que volte a cantar e possa reviver o grande Sobrinho que marcou época na Unidos da Tijuca.
Sobrinho - Eu agradeço muito à sua presença, ao carinho que o site tem comigo. Desejo que Deus abençoe a todos integrantes do OBatuque. Muito obrigado.

1 Comentário

  • Renato Martins
    Link do comentário postado por Renato Martins
    Quarta, 18 Julho 2018 18:59

    Grande sobre sobrinho melhor puxador de samba que eu ouvi melhor samba enredo unidos da Tijuca santo de Barro que Deus ilumine sua alma hoje só tem enganador não tem mais como sobrinho Jamelão Ney Viana gosto muito do Wantuir e Vander Pires

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