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Carlos Alberto, o Mancha do Xequerê Destaque

Publicado em Grupo Especial
Sexta, 27 Abril 2018 08:35

Por Luis Leite

Fotos: Arquivo pessoal

Cria da Cruzada São Sebastião, no Leblon, Carlos Alberto Félix de Oliveira, carinhosamente chamado de Mancha do Xequerê, reside no Centro do Rio de Janeiro. Hoje, aos 51 anos, o Mancha é formado em técnico de prótese dentária, no entanto, foi no bloco Baba do Quiabo - que mais tarde se tornaria Unidos do Leblon -, nos anos 70, que o salgueirense percebeu o dom para ser um ritmistas de uma escola de samba, e o primeiro instrumento que ele teve contato foi com o chocalho.

IMG 20180409 WA0017Os primeiros passos numa escola de samba foram com o saudoso mestre Marçal, na Unidos da Tijuca. Atualmente, apesar de tocar todos os instrumentos, segundo ele, o xequerê é a peça que ele mais gosta, e com ele já desfilou por diversas escolas de samba. Somente no o carnaval deste ano, Carlos saiu na Império da Tijuca, Porto da pedra, Viradouro, Grande Rio, Tijuca, União da Ilha e Imperatriz.

“Comecei na Unidos da Tijuca, com o mestre Marçal (1930-1994), onde desfilo até hoje. Além dela, também desfilei pela Rocinha, Império da Tijuca, Viradouro, Imperatriz Leopoldinense, Salgueiro, União da ilha, Porto da pedra, Cubango, Vila Isabel, Grande Rio, Unidos de Belford Roxo, São clemente e Renascer de Jacarepaguá”, conta Carlos, orgulhoso.

Para Carlos, as bossas são essenciais, desde que não sejam muitas, entretanto, apesar de ter uma vasta experiência como ritmista, aponta a paradinha da União da Ilha deste ano, na mão do seu mestre preferido, o Ciça, como a melhor bossa que ele participou.

De acordo com Carlos, a formação atual das baterias está ótima, todavia ele sente falta dos taróis. “Se eu fosse mestre, a formação da bateria seria parecido com as que é hoje, mas colocaria mais repique e voltaria com o tarol, que está sumido”.

IMG 20180409 WA0019Admirador de China, do Salgueiro; Vitinho, filho do mestre Paulinho; e Waguinho, do Batuque Digital, Carlos pretende dar continuidade à sua vida de ritmista, se atualizando e se aprimorando, contudo faz uma alerta: “Meu projeto é continuar tocando e me atualizando a cada ano. Acho que os ritmistas, assim como todos os componentes deveriam ser mais valorizados e respeitados pela direção das agremiações, já que uma escola de samba não se faz sem material humano”.

Última modificação em Sexta, 27 Abril 2018 15:09

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  • Lierj realiza sorteio da ordem dos desfiles da Série A na Cidade do Samba

    As agremiações da Série A conhecerão no dia 5 de junho o dia e a posição em que desfilarão no Carnaval de 2019. A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro promove, na Cidade do Samba, o sorteio da ordem dos desfiles.

    O primeiro dia de apresentações no Sambódromo contará com sete agremiações na sexta-feira de Carnaval, 1º de março. A abertura será realizada pela atual campeã da Série B, a Unidos da Ponte, com a Acadêmicos do Sossego, 13ª colocada na Série A em 2018, fechando inicialmente a data. Já no sábado, dia 2, quem abre é a Unidos de Bangu, que terminou o ano na 12ª posição, seguida por mais cinco escolas de samba, que serão conhecidas através de sorteio. Para isso, houve a divisão dos seguintes pares:

    Unidos de Padre Miguel – Estácio de Sá
    Acadêmicos da Rocinha – Acadêmicos do Cubango
    Renascer de Jacarepaguá – Acadêmicos de Santa Cruz
    Unidos do Porto da Pedra – Alegria da Zona Sul
    Inocentes de Belford Roxo – Império da Tijuca

    O evento começa às 20h e contará com um show de Reinaldo, o príncipe do pagode. O artista promete empolgar os convidados com um repertório de grandes sucessos dos mais de 30 anos de carreira.

    Não haverá venda de ingressos. Os convites disponíveis serão distribuídos pelas próprias agremiações aos segmentos. Os interessados em comparecer também poderão ficar atentos às redes sociais da Lierj, que promoverão ações para contemplar os foliões.

    A Cidade do Samba fica na Rua Rivadávia Corrêa, 60, na Gamboa.

  • Roulian Então Tá Vieira, o criador do chocalhão em homenagem a Mestre Marçal

    Por Luis Leite

    Fotos: Domingos Peixoto,Marcos André Pinto,Paulo Araujo e Paulo Moreira

    Roulian Vieira do Nascimento,nasceu na cidade de Rio Pomba, em Minas Gerais, e se criou em boa parte de sua infância no Rio de Janeiro. Como morador de Santa Teresa, funcionário público federal, ator e músico, já participou de diversas novelas de uma emissora de TV, como “Mandala”, “De Corpo e Alma” e também na minissérie “Araponga”, como Agente Negro. Hoje ele é membro do Colegiado Executivo dos Fóruns Regionais de Governo no estado de Minas Gerais.

    Torcedor da Portela, da União da Ilha e da Unidos da Tijuca, Roulian percebeu o dom para tocar um instrumento em razão do fascínio do ritmo das baterias das escolas que sua mãe desfilava. Ele passou a se interessar por vários instrumentos, todavia foi o chocalho que fez emergir a sua fascinação. A sua avaliação como ritmista foi feita por ninguém mais, ninguém menos que Mestre Marçal. “Toquei caixa de guerra, agogô, surdo, tamborim até chegar naquele que eu gostava de ouvir os ritmistas tocarem: o chocalho. Ao chegar na Portela, para conhecer a bateria, percebi que o mestre exigia de cada um ritmista muito a performance, passava ao lado de cada um para ouvir se estava tocando no ritmo certo. Então passei a fazer parte da oficina de percussão, foram vários testes até ser aprovado pelos auxiliares e ritmistas mais antigos da Portela.  O teste final era tocar para o Mestre Marçal. Então comecei a ensaiar toda a semana na quadra. Durante um determinado ensaio, Mestre Marçal me perguntou porque eu chegava tão cedo à quadra. Eu respondi: ‘Para se inteirar com os auxiliares e tirar todas as dúvidas’.  Ele me disse: ‘Você tem futuro, meu sobrinho. Você merece um chocalho do seu tamanho’. Sobrinho, era a forma carinhosa que Marçal me chamava e também os outros ritmistas. Para homenageá-lo, resolvi fazer um chocalho do tamanho dele.  O instrumento foi construído pelo finado Paulo Marino da Portela.  Ele media 1,73 metros, exatamente da altura do Mestre Marçal, tinha 20cm de largura com 245 platinelas e pesava 5kg”, explicou Roulinan.

    Foto de Paulo MoreiraCom sua primeira exibição na bateria da Portela, Vieira ganhou do Conselho do Museu do Carnaval o prêmio de destaque como ritmista. O sonho de Roulinan era ganhar também o Estandarte de Ouro para dedicar ao seu ao seu ídolo, o Mestre Marçal.

    Apesar de ter feito essa homenagem a Marçal, Roulinan não desfila numa bateria desde 1999. Nesse ano, um dia antes do desfile da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, ele perdeu o instrumento que havia criado.  Para o desespero de Rouliam, ele saiu à procura do chocalho, pois ele seria tocado para milhões de expectadores e mostrado aos representantes do famoso “Guiness Book”, o Livro dos Recordes.  “Fui dar um suporte a um amigo da União de Jacarepaguá, na Avenida Rio Branco, que me pediu, antes do desfile começar, para que eu fosse organizar os ritmistas na área de concentração. No momento da distribuição dos instrumentos, o chocalho foi encostado em uma pilastra de um prédio e esquecido após a saída do responsável do caminhão. Segundo testemunhas, o chocalho foi levado por duas catadoras de latinhas, que se apossaram do material de alumínio pesado, largaram tudo que tinham em mãos e levaram o instrumento indo em direção à Central do Brasil.

    Foto de Paulo AraujoAtualmente, com 60 anos de idade, Roulian relembra com o orgulho de alguns momentos que marcaram época no carnaval carioca, especialmente o dia em que Mestre André, da Mocidade, mesmo errando, criou a paradinha, e evidentemente destaca o Mestre Marçal, como o melhor de todos os tempos: “A melhor bossa que eu vi na minha vida foi a do Mestre André, quando vivo. Sem querer ele lançou a novidade.  Hoje, as bossas abrilhantam o show da bateria. É um ‘q’ a mais para dar um diferencial rítmico entre as outras agremiações. Agora, o mestre que mais admirei, foi o Mestre Marçal, sem dúvidas. Foi o meu grande incentivador. Foi ele que me deu as primeiras orientações para que eu tornasse ritmista.  Aprendendo todos os segredos de percussão. Tenho muito orgulho de ter desfilado sob a sua batuta”.

    Roulian Vieira passou por diversas escolas, tanto como passista, quanto ritmista. Como passista, ele só não desfilou pela Mangueia, Salgueiro e Grande Rio. Já como ritmista, ele passou pela Portela, Beija-Flor, Estácio de Sá, Tradição, Império Serrano, Imperatriz, Mocidade, Unidos da Tijuca, Caprichosos de Pilares, União da Ilha, União de Jacarepaguá e Unidos de Vila Isabel.

    Foto de Marcos André PintoAdmirador dos saudosos ritmistas Catanha da Portela e Eduardo do Repique, Vieira crê na valorização dos ritmistas, especialmente em resgatar essas histórias, que segundo ele, jamais serão esquecidas a partir da propagação de matérias e a visibilidade dada a esses músicos: “Propagar a cultura dos ritmistas é uma bela iniciativa. Essas histórias jamais deverão ser esquecidas e não deixar morrer os nomes de quem foi história no mundo samba, como os grandes baluartes das últimas décadas.  É a valorização do ritmista que é fundamental.  Não podia também esquecer dos saudosos José Carlos Machado, Fernando Pamplona e José Carlos Rêgo”.

  • Valéria Amorim assume a presidência da Ala dos Compositores da Vizinha Faladeira

    A Vizinha Faladeira acaba de anunciar Valéria Amorim como a nova presidente da Ala dos Compositores da Pioneira. Ela retornar ao cargo após receber o convite do presidente David dos Santos, que acrescentou a importância de sua história no mundo do samba e também na agremiação, onde, este ano, coordenou a Ala Amigos da Pioneira, juntamente com sua mãe Alcenir Amorim.
    "A Valéria já esteve conosco em outros carnavais, 2015 e 2016, e retornou à escola no Carnaval deste ano coordenando a Ala Amigos da Pioneira. Pela sua experiência e bagagem, decidimos convida-la para assumir a presidência da Ala dos Compositores, que, com certeza, fará com muita dedicação e  profissionalismo. É uma das nossas alas mais importantes e merece todo o nosso carinho. Em breve estaremos divulgando o enredo e a sinopse. Nossos compositores terão uma grande surpresa para iniciarem a escrita de suas obras", revelou o presidente David dos Santos.
    A nova presidente Valéria Amorim destacou a importância da ala e anunciou que pretende realizar em breve uma reunião com os compositores da escola. "Estou retornando à Pioneira para comandar a Ala dos Compositores. Estive à frente dessa ala em 2015 e 2016, e sei de sua importância para a escola. Já posso destacar que pretendo trazer para a escola os antigos compositores, convidar novos escritores de samba e pessoas renomadas para a nossa ala. Estamos abertos para recebermos a nata do samba em nossa disputa de samba-enredo. Avante Pioneira rumo ao Carnaval 2019", ressaltou Valéria.

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