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A morte do samba-enredo Destaque

Publicado em Artigos
Quarta, 25 Abril 2018 15:11

Por Aloisio Villar

Ok, assumo que o título é dramático e serve para chamar atenção para o artigo.

O samba-enredo não vai morrer exclusivamente devido à atitude do Império Serrano de utilizar a música "O que é o que é", de Gonzaguinha, como seu samba do ano. Se morrer vem de muitos fatores que ocorrem ao longo das últimas décadas, mas o motivo do título do artigo é o mesmo da escolha do samba.

Se eu escolhi esse nome para chamar atenção e fazer com que as pessoas cliquem e leiam, o Império decidiu tomar essa atitude louca para chamar a atenção para si e dessa forma tentar evitar um novo rebaixamento.

Como eu disse acima o Menino de 47 decidiu usar como samba-enredo uma música do Moleque Gonzaga. O que pode dar dessa união do Menino com o Moleque? Algo muito ruim para todos, inclusive se der certo.

Se tem uma coisa que o Império não precisa é de samba de fora, talvez uma das poucas coisas que ainda me lembre os tempos de glória da escola da Serrinha é a qualidade de suas obras musicais. Desnecessária a atitude, ainda mais quando lembramos de que uma escola com muito menos tradição em desfiles e sambas como o Paraíso do Tuiuti não só conseguiu reverter um rebaixamento certo como transformá-lo em um vice-campeonato e transformar a sua própria imagem graças a um grande samba. E com todo respeito ao Tuiuti, se ele pode, o Império pode ainda mais.

Muitas vezes o que falta é enredo como neste ano. O Império vem fazendo grandes enredos e sambas na Série A e se intimida no Especial, buscando o caminho mais fácil que vem se provando o errado. A atitude macula a história da escola, mancha a mais respeitada Ala de Compositores do carnaval e o pior, com grande chance de dar errado.

Grande chance de macular e manchar também uma das maiores músicas já feitas no Brasil, música não samba-enredo. Samba-enredo além de ser obrigado a ter qualidade poética e melódica tem que contar uma história e ser contada sem erros históricos, melódicos ou harmônicos, mesmo que propositais. Imaginem um samba de Adoniram Barbosa com seus erros gramaticais propositais sendo julgados pela ótica do carnaval carioca, que hoje não permite esse tipo de erros e cacofonias?

A música de Gonzaguinha não foi feita para ser julgada, não foi feita para concursos, se ele quisesse isso tinha escrito em algum festival que eram tão comuns na época. A canção foi feita para emocionar, encantar... É uma música difícil, com mais letra que melodia causando "trepadas" melódicas e dificuldade no canto, não tem como imaginar dar certo três mil pessoas cantando isso por mais de uma hora. Uma canção que tem seu forte no refrão explosivo e icônico, porque ela foi feita pra isso: explodir e não competir.

Será triste ver música desse nível competindo e podendo tirar notas menores que músicas inferiores por não atender requisitos para os quais não foi feita. Será triste ouvir essa música no futuro e lembrar de um desfile fracassado com notas ruins 

Como também será triste se der certo e a escolha de uma música "comum" virar tendência e assim justificar o título do artigo. É uma atitude egoísta do Império Serrano só pensar nele, atitude egoísta e beirando a covardia indo na bola de segurança e escondendo sua gente bamba. Irresponsável da família de Gonzaguinha em liberar tal atrocidade com herança do artista.

Que mudem de ideia, mudar de ideia quando está errado não é covardia.

É não ter vergonha de ser feliz 

Twitter - @aloisiovillar

Facebook - Aloisio Villar 

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