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Sambista Dona Ivone Lara morre aos 97 anos Destaque

Publicado em Grupo Especial
Terça, 17 Abril 2018 08:29
Sambista Dona Ivone Lara morre aos 97 anos Foto:Luis Leite

Dona Ivone Lara faleceu aos 97 anos desta segunda-feira (16), Por conta de um quadro de insuficiência cardiorrespiratória.     A cantora e compositora estava internada desde sexta-feira (13),data em que completou 97anos, no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva da Coordenação de Emergência Regional, no Leblon.  

O estado de saúde de Dona Ivone Lara já era considerado bastante grave e ela precisou receber doações de sangue, pois estava apresentando um quadro de anemia.   A Sambista lutava contra uma infecção renal, com complicações causadas pela idade. Ela já havia sido internada na mesma unidade de saúde em agosto do ano passado.

O corpo da Grande Dama do Samba será velado nesta terça-feira (17) na quadra da escola de samba Imperio Serrano, em Madureira.   O sepultamento está marcado para a tarde, no cemitério de Inhaúma.

Legado para o samba
Yvonne Lara da Costa nasceu em 13 de abril de 1921na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A Rainha do Samba é autora de sucessos como Sonho Meu, feita em parceria com Décio Carvalho. O disco Sambão 70 foi o primeiro gravado por ela, em 1970, quando ela tinha 49 anos. Depois deste vieram outros 18 álbuns de sucesso.

As músicas dela foram interpretadas por grandes nomes da música brasileira, como Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e Arlindo Cruz. A sambista também teve trabalhos como atriz, fazendo filmes, e foi a Tia Nastácia em especiais do programa Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Dona Ivone Lara percorreu com seu samba por países na África, Europa na América Latina. Em 2012 foi homenageada pela escola de samba Império Serrano. O tema "Dona Ivone Lara: O enredo do meu samba" contou a história de sucesso da compositora. Em 2015, entrou para a lista 10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio.
 
O maior parceiro foi Délcio Carvalho, com quem criou, entre muitos sambas, "Sonho meu", ''Alguém me avisou'', "Acreditar", ''Sorriso de criança'', ''Sorriso negro'', "Minha verdade" e "Em cada canto uma esperança". Ele era 18 anos mais jovem e morreu em 2013. Em rodas de samba cariocas, composições como "Tiê" e "Mas quem disse que eu te esqueço", esta com Hermínio Bello de Carvalho, sempre são lembradas.

Primeira mulher a ganhar uma disputa de samba-enredo numa escola de samba no Rio, em 1965 - "Os cinco bailes da história do Rio" (com Silas de Oliveira e Bacalhau) -, ela era filha de músicos e ligados ao carnaval. Era prima de Mestre Fuleiro, um dos fundadores do Império Serrano, sua escola.

Foto Luis Leite 97Ivone, formada enfermeira e auxiliar da pioneira psiquiatra Nise da Silveira, nasceu bem antes da agremiação - era de 1921; o Império, de 1947. Ela compôs sambas ainda para o Prazer de Serrinha, escola do qual o Império viria a ser uma dissidência. A Verde-e-branco do bairro de Madureira, na zona norte do Rio, lhe fez um desfile-tributo em 2012.


    

    
 
 
     

Última modificação em Terça, 17 Abril 2018 10:51

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  • Mangueira,Vila Isabel e Mocidade se destacam na segunda noite de desfiles na Sapucaí

    Por Luis Leite

    Fotos: Luis Leite e Wellington Jorge

    A primeira escola abrir o segundo dia de desfiles do Grupo Especial foi a São Clemente, com o enredo "E o samba sambou", fazendo uma reedição do Carnaval 1990.  A agremiação de Botafogo empolgou as arquibancadas, dando um show de irreverência na Sapucaí.  O tema abordou a comercialização do carnaval que virou um grande negócio.

    O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício Pires e Giovanna Justo, encantou o público incorporando dois ícones estrangeiros: Michael Jackson e Madonna.

    Destaques para a Ala de Baianas, fazendo uma crítica com dizeres no figurino "Imperdível aluga-se baianas" e a Ala de Passistas.DSC 0058

    Com alegorias simples, criativas e de fácil identificação, a escola passou sem problemas.  Os componentes evoluíram muito bem durante seu desfile.

     

    Unidos de Vila Isabel

    Segunda escola da noite a entrar na Marquês de Sapucaí, foi a Unidos de Vila Isabel, que contou a história da cidade serrana de Petrópolis.  A Azul e Branca do bairro de Noel, fez um desfile impactante e surpreendeu o público com alegorias e fantasias luxuosas.  A comissão de frente apresentou truques de ilusionismo com fantasmas atormentando um turista, que era sepultado e reaparecia após flutuar.DSC 0293DSC 0335DSC 0297

    O abre-alas chamou a atenção com três carros acoplados gigantescos, representando o 'Corso Imperial'.  Já rainha de bateria, Sabrina Sato, brilhou à frente de seus ritmistas.  Com a fantasia em preto e prata a beldade  representou a Leopoldina, a primeira Maria Fumaça, que saiu de Petrópolis para o Rio de Janeiro.53853828 1017216305139767 8327458128245293056 nDSC 0657

    Destaque para a bateria Swingueira de Noel. Os ritmistas estavam caracterizados de locomotiva. Eles lembraram a estrada de Ferro Mauá, com o chapéu soltando fumaça pela chaminé durante todo o desfile.

    Ao girar da coroa
    Baianas levaram na saia a coroa símbolo da escola, vestindo sua realeza com luxo e riqueza para celebrar a nobreza do Morro dos Macacos.   A Vila apresentou um carnaval riquíssimo, com fantasias volumosas, adereços, carros grandiosos, todos de bem criativa. No quesito Harmonia e Evolução, passou bem, todavia, no final do desfile, ela escola teve que correr e ainda assim acabou estourando o tempo em 1 minuto.DSC 0381

     

    Portela

    A seguir, a Portela emocionou o público na Sapucaí, celebrando Clara Nunes com o enredo "Na Madureira Moderníssima, hei sempre de ouvir cantar o sabiá”.  Agremiação fez referência às religiões de matriz africana e aos orixás Ogum e Iansã, de quem a artista era devota.DSC 0014

    A comissão de frente, comandada por Carlinhos de Jesus, apresentou o ritual das guerreiras de Iansã, abrindo os caminhos da Azul e Branco de Madureira, reverenciando o orixá personificado pela cantora Mariene de Castro, que simbolizou o canto do sabiá.

    O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre, representando “Seres de Luz”, fez grande apresentação, arrancando aplausos da platéia em todos os setores do Sambódromo.

    Ponto positivo: canto forte de seus componentes que foram às lágrimas na avenida.  Em alguns quesitos, a escola não foi bem com o acabamento de fantasias e de alegorias.  Além disso, o abre-alas passou com problemas de locomoção. Esses foram os pontos negativos da escola.

     

    União da Ilha do Governador

    Santo voador
    A União da Ilha, quarta escola a desfilar, levou o público ao delírio no Sambódromo, com Padim Ciço sobrevoando a avenida por meio de uma prancha sustentada por um drone gigante, “abençoando” os foliões presentes.53439611 2167576533300215 7231932148515602432 n153415020 2184818298207816 1710416033518452736 o

    Com o enredo "A peleja poética de Rachel e Alencar no avarandado do céu", a Tricolor Insulana retratou a cultura e os costumes do Ceará, por intermédio da obra dos escritores Raquel Queiroz e José de Alencar.  A bateria também foi destaque sobre a maestria dos estreantes mestres Keko e Marcelo, que ousaram várias paradinhas em ritmo de forró.DSC 0656

    A rainha de bateria, Gracyanne Barbosa,com todo o seu corpaço veio vestida de anjo sagrado do Sertão, esbanjando toda sua simpatia e beleza.

    As alegorias e adereços feitas de forma artesanal, com material proveniente do Ceará, de uma forma geral, apresentaram plásticas irretocáveis de fácil leitura, com puro visual de bom gosto.53429832 2184825458207100 4480033536954335232 o

     

    Paraíso do Tuiuti

    Quinta a desfilar, com o enredo “O salvador da pátria”, a Paraíso do Tuiuti, vice-campeã do Carnaval 2018, contou a história do bode Ioiô, que se transformou em personagem da cultura sertaneja ao ser eleito vereador em Fortaleza, em 1922.  A escola mostrou a crítica política através das brincadeiras conquistando o público na Sapucaí.

    Uma das alas trazia a luta entre “o bode da resistência e a coxinha ultraconservadora”, que empunhava uma arma,referência ao símbolo do presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral.  Já na última alegoria, havia o seguinte dizeres: “Ninguém solta a mão de ninguém”, exaltado a manifestação popular.  No mesmo carro, um bode dava um coice no tanque de guerra que fazia referência aos militares no poder.DSC 0192DSC 0240DSC 0259

    A agremiação de São Cristóvão enfrentou problemas em evolução. O último carro alegórico teve muita dificuldade para entrar na avenida, algumas partes foram retiradas.  Com isso, causou um enorme buraco na pista.

     

    Mangueira

    Penúltima escola a se apresentar, a Estação Primeira de Mangueira trouxe o enredo "História pra ninar gente grande".  O tema retratou a História do Brasil, esquecidos pelos livros. No entanto a agremiação deu destaques para os heróis da resistência como negros, índios e pobres também homenageou a ex-vereadora Marielle Franco, assassinada no ano passado.DSC 060454353444 397464404384607 8362890345716908032 n

    A Verde e Rosa levantou o público nas arquibancadas com um desfile emocionante e tecnicamente perfeito.  Nos quesitos harmonia e evolução a escola não apresentou qualquer tipo de problema.  Ambos sem cometer falhas. 53868137 2140925586022179 1067859746029043712 nA comissão de frente trouxe um museu com personagens ilustres da história do Brasil em molduras.

    O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Squel Jorgea e Matheus Olivério, vestido de índio, fizeram uma apresentação arrebatadora.  

    O segundo carro alegórico representou uma releitura do Monumento às Bandeiras, em São Paulo.  A obra veio manchada de sangue, referência à violência com a qual os bandeirantes exploravam o Brasil.

     

    DSC 0621 CópiaDestaque para a Ala de Musas, que celebrou a luta das mulheres negras, em defesa dos ideais de liberdade de seu povo.  A rainha de bateria, Evelyn Bastos, além de está com o samba na ponta da língua e no pé, a bela veio representando a escrava Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Piauí por denunciar maus tratos.  Ela escreveu uma carta que foi a primeira petição escrita por uma mulher no Estado.

     

    Mocidade

    Já de manhã, fechando o último de dia de desfiles do Grupo Especial, a Mocidade Independente de Padre Miguel falou sobre a passagem do tempo em relação à humanidade e trouxe, Elza Soares como destaque no abre-alas.  A cantora representou o símbolo da agremiação.Mocidade 2019

    A comissão de frente trouxe a máquina do tempo, para viajar no passado, e apresentou também um carro futurista, guiado pelo cientista maluco que se transformava em robô.  A Verde e Branco de Padre Miguel fez um desfile bem-cadenciado, relembrando antigos carnavais, como os de 1979, 1985 e 1991.53430071 2115259338587894 8094952740851023872 n

     

    54256948 254426072169385 7016231031120330752 nMarcinho Siqueira e Cristine Caldas o primero casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola,com muita elegância e sincronismo representou "A centelha divina", simbolizando a explosão cósmica, a concepção do mundo, o milagre da vida.DSC 0502

    Camila Silva,a rainha de bateria, foi um dos grandes destaques, com seu gingado mostrou todo seu samba no pé, até o dia amanhecer.  A beldade veio com uma linda fantasia dourada de “Bela tentação”.

     

     

  • Viradouro, Unidos da Tijuca e Salgueiro saem na frente

    Império Serrano corre risco de voltar à Série A

     

    Por Luis Leite

    Fotos: Luis Leite e Alex Nunes

    A primeira escola de domingo a desfilar pelo Grupo Especial, a Império Serrano trouxe o tema de enredo a célebre composição de Gonzaguinha, "O que é, que é?", música do álbum "Caminho do coração", lançado em 1982.

    Mesmo sendo uma música bastante conhecida, a verde e branco da Serrinha não empolgou o público. Faltou animação dos integrantes ao cantar o samba, que teve como ponto alto o refrão "É bonita,e é bonita".  Com atraso devido a chuva, o Império enfrentou vários problemas durante seu desfile.  Parte de algumas alas estavam incompletas, fantasias inacabadas faltando adereços comprometendo todo o conjunto.  Algumas alegorias estavam com a iluminação apagada, inclusive o abre-alas.

    Já comissão de frente vestidos de mendigos representou o nascimento de Jesus Cristo, como se fossem em dias atuais.

    O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego e Verônica bailaram em cima de uma plataforma elevada. Na hora de se apresentar para os jurados, o pavilhão enrolou duas vezes por conta do vento forte.

    O destaque, porém, ficou por conta da bateria Sinfônica, de mestre Gilmar, com paradinhas e bossas muito bem-casadas com o samba.  Quitéria Chagas usou uma roupa repleta de penas de faisão. além de reinar a frente de seus ritmistas com muito samba no pé.

     

    Unidos do Viradouro

    A Unidos do Viradouro,de volta ao Grupo Especial, pisou na Sapucaí com o enredo "Viraviradouro", o tema fala sobre o mundo mágico encantando das fabulas literárias com figuras do bem e do mal.DSC 0217DSC 0222

    O carnavalesco Paulo Barros abusou da tecnologia, levando bruxas voadoras, mortos saindo do cemitério e personagens marcantes da histórias infantis como: Alice no País das Maravilhas,Piratas no Caribe, Gato de Botas, A Bela e a Fera entre outros do imaginário literário e cinematográfico. A sensação do momento foi o ‘motoqueiro fantasma’ que passeou pela avenida e levantou as arquibancadas.

    Comissão de frente, comandada por Alex Neoral tambem causou alvoroço.  trouxe efeitos especiais que foram destaque em todo o desfile.

    A Vermelho e Branco de Niterói fez uma ótima comunicação com o público e mostrou a força e o canto de sua comunidade.  Muito bem-organizada, fez um excelente desfile, com alegorias e alas impactantes em todos os setores.   As fantasias estavam devidamente confeccionadas e com fácil leitura.Foto para o site

     

    Acadêmicos do Grande Rio

    A Grande Rio veio logo a seguir, com enredo "Quem nunca...? Que atire a primeira pedra", uma crítica às gafes, aos deslizes, à virada de mesa e ao famoso jeitinho brasileiro, como forma de superar os mais hábitos e construir o mundo de melhor convivência.

    Destaque para a comissão de frente,que usou drones com emojis voadores, encaixados nas cabeças dos dançarinos,representando o "profeta on line."

    Quarta alegoria,trazia animais marinhos de cores exuberantes feitos de garrafas pet para simbolizar a poluição nos mares.  Além da rainha de bateria Juliana Paes, estiveram presentes como destaques de chão: Thaila Ayala, Erika Januza e Carla Diaz.

     

    Acadêmicos do Salgueiro

    Acadêmicos do Salgueiro fez um tributo ao seu patrono espiritual Xangô - o rei da justiça, desde a África até o Brasil.  A Vermelho e Branco da Tijuca levantou público nas arquibancadas com o belíssimo samba, considerado um dos melhores do ano.  No quesito harmonia foi impecável, a comunidade cantou o samba de maneira intensa.  Na plástica, alegorias quanto em fantasias bem acabadas e entrosadas com enredo.

    Comissão de frente trouxe o sincretismo religioso, com devoção a Xangô associada à figura de São Jerônimo.  A união dessas entidades representa a sabedoria e a justiça da virtude dos negros e dos seus ancestrais.53530359 2347884831897839 5528044306373279744 n53630614 2347883518564637 4039464768212303872 n

     

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    Casal de mestre-sala e porta-bandeira formado por Sidcley e Marcela alves teve o melhor desempenho na avenida. Além do tradicional bailado, acrescentou passos de dança africana do Orixá Xangô. 53848761 2347892891897033 7135920478190829568 nNos giros das baianas

    Na tradicional ala das baianas, as grandes senhoras guerreiras vieram fantasiadas de Iemanjá. "Negra baiana... és a rainha da beleza universal..." Relembrando o enredo "Bahia De Todos Os Deuses", que deu ao Salgueiro o título em 1969.

    Destaque para compositor Djalma Sabiá, o único fundador vivo da escola e presidente de honra, que veio em um tripé.53359543 2347886191897703 288087413870297088 n53841475 2347888145230841 4829250876751216640 nAla das passistas incendiando à Marquês de Sapucaí

    53456355 2347886975230958 7004195050993221632 n

    Viviane Araújo esbanja boa forma à frente da bateria Furiosa vestida de borboleta de Oyá.

     

    Imperatriz Leopoldinense

    Penúltima escola a desfilar, a Imperatriz Leopoldinense, narrou a história do dinheiro, de uma forma bem-humorada e crítica. A Verde e Branco de Ramos enfrentou  problemas com a acoplagem do seu carro abre-alas, logo no início do desfile, formando-se um enorme buraco entre alas, prejudicando todo andamento, e com isso pode perder ponto no quesito evolução.

    Comissão de frente trouxe um Robin Hood voador jogando notas falsas para as arquibancadas.  Os pontos altos foram da bateria Swing da Leopoldina e do casal de mestre-sala e porta-bandeira Thiaguinho e Rafaela Teodoro.

     

     Beija-Flor de Nilópolis

    Depois do Salgueiro, veio a Beija-Flor.  Atual campeã trouxe para a Sapucaí o enredo “Quem não viu vai ver...As fabulas do Beija-Flor”,contou sua história através do seus próprios enredos.  Caracterizada pela força da sua comunidade guerreira, a Azul e Branco deixou a deseja neste ano.  A agremiação de Nilópolis passou sem muita empolgação. Destaque para boa atuação da bateria de mestre Plínio e Rodney. 

    A rainha de bateria Raissa de Oliveira reinou à frente de seus ritmistas ostentando um macacão representando uma rainha africana.

     

    Unidos da Tijuca

    Última escola de domingo a desfilar ao clarear do dia, foi Unidos da Tijuca, que trouxe o enredo "Cada macaco no seu galho. Ó,meu pai,me dê o pão que eu não morro de fome", contou a história de um dos alimentos mais populares do planeta: o pão.  Com alegorias grandiosas e alas teatralizadas,arrebatou emoção dos componentes tijucanos que cantaram o samba a todo vapor.  Sem muito luxo as fantasias estavam leves que permetiram a boa evolução da escola.

    Unidos da Tijuca 2019 Cópia

    No quarto ato do desfile, relembra a peregrinação do Filho de Deus em direção ao calvário, além da quarta alegoria representando o sagrado pão através das orações, aqueles que seguiam o exemplo de Jesus: dividem o pão, multiplicando gestos de partida como salvação dos mais necessitados.

    O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Alex Marcelino e Raphaela Caboclo com um figurino em tons amarelo representou a própria fé. Até então com entrosamentos fantásticos.DSC 0173 CópiaDSC 0179 2 CópiaComendo o pão que o diabo amassou

    Retrata o sofrimento dos negros retirados da África e trazidos ao Brasil nos navios negreiros,como escravos.

    DSC 0439 Cópia

    Estreante no posto de rainha da Pura Cadência, Eliane Azevedo se atrasou ao chegar na área de concentração.  A beldade teve problema para colocar a fantasia e entrou na avenida, só no primeiro recuo da bateria.

     

  • Em dia de bonança, escolas encerram os desfiles da Séria A

    Texto e foto: Luis Leite

    Durante o segundo dia de desfiles da Série A, nesse sábado (2), a chuva deu uma trégua e colaborou para que as escolas de samba desfilassem com mais tranquilidade.

    A primeira escola a entrar na Marquês de Sapucaí foi Unidos de Bangu,que trouxe o enredo "Do ventre da Terra, raízes para o mundo". Sobre batatas,o tema retratou a importância da agricultura, com um recado direto pedindo consciência das autoridades no combate à fome e à miséria. A Vermelho e Branco fez um desfile regular e ainda contou com a falta de garra e o canto de seus componentes.
    A comissão de frente,ensaiada pelos coreógrafos Luís Carlos e Natasha Lima,estreantes da série A,representou o cenário dos agricultores,Incas cultivadores de batata e a impressionante devoção aos deuses que culmina com a Inti-Raymi, a "Festa do Deus Sol", fez uma bela apresentação,arrancado aplausos do público.

    Nos quesitos Evolução e Harmonia, a escola foi bem e teve na plástica, a beleza dos figurinos. A Unidos de Bangu fez a estreia do intérprete Daniel Collete, que conduziu o carro de som de forma perfeita.

    O carnavalesco Alex de Oliveira foi talentoso na aplicação de materiais alternativos ou mais baratos, como cetim e algodão. Ele trabalhou as alegorias com muito capricho,mas houve falhas de acabamento,principalmente no último carro,batata simbolo de união e paz,a mão da escultura estava faltando dedos,com isso pode perde ponto.

    Segunda escola a desfilar, a Renascer de Jacarepaguá veio com o enredo "Dois de fevereiro no Rio Vermelho", uma homenagem a Iemanjá, a Rainha do Mar. A agremiação fez um desfile compacto, porém faltou empolgação dos componentes.

    Em termos de evolução, a escola fluiu adequadamente durante seu percurso. A comissão de frente representou os presentes dados à Iemanjá.

    A agremiação pecou bastante na plástica: biquínis de cores diferentes em alas e adereços de mão com a madeira sem decoração alguma foram alguns dos problemas apresentados pela escola.

    A seguir, veio a Estácio Sá. O Leão soltou a voz na avenida com enredo de fácil leitura, que apresentou a devoção ao Cristo negro de Portobelo, imagem encontrada no Mar do Caribe. A evolução e a harmonia foram perfeitas. A escola veio brincando na avenida, levantando o público na Sapucaí.

    As fantasias estavam volumosas e vestiam devidamente a comunidade, que cantou o samba de forma satisfatória. O destaque, porém, foi para a comissão de frente.

    A quarta escola a pisar na Marquês de Sapucaí foi a Porto da Pedra, que trouxe uma proposta plástica interessante, todavia pecou na execução do desfile. O terceiro carro teve um princípio de incêndio ainda na concentração. O último carro bateu no Carvalhão e entrou na avenida com a "saia" quebrada.

    Logo a seguir, a Império da Tijuca veio falando do café. Entretanto a execução plástica ficou muito aquém do se esperava. Algumas alas passaram com as fantasias extremamente simples e não apresentavam ombreiras, chapéu alto ou algum outro artifício que proporcionasse volume. Com isso a escola passou “baixa” demais e apresentou um aspecto de pouca evolução.

    A Acadêmicos do Cubango foi a última escola a desfilar pela Série A. Com o enredo "Igba Cubango a alma das coisas e a arte dos milagres", que conta a história dos objetivos de devoção que conectam os seres humanos ao sagrado, através das raízes do povo negro e indígenas, a escola fez uma apresentação arrebatadora. A comissão de frente, sob o comando de Sérgio Lobato, trouxe os romeiros com figurinos de elementos católicos, "roupas de Santos".

    A Verde e Branco de Niterói teve uma ótima comunicação com o público. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Falcão e Patrícia Cunha, com a fantasia representando "A alma de um Pavilhão", mostrou muito entrosamento na dança.

    Com um desfile impecável e fantasias bem-confeccionadas e alegorias grandes e bem-elaboradas, a agremiação se credenciou ao título deste ano.
     

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