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Tadeu do Agogô de quatro bocas Destaque

Publicado em Grupo Especial
Sexta, 13 Abril 2018 00:09

Por Luis Leite

Fotos: Nelson Malfacini,Marco Antônio Teixeira e Carlo Wrede

Tadeu Ferreira de Alencar, mais conhecido como Tadeu do Agogô, de 62 anos, é filho da Cidade Maravilhosa, sambista de coração. Nascido em Mesquita, cresceu no Irajá, porém atualmente é morador da Tijuca e trabalha há 40 anos com turismo, mais precisamente na hotelaria.

Em 1986, foi convidado pelo Antônio Telles, filho do Edgard do Agogô integrante da bateria do Império Serrano, a participar do aprendizado para tocar agogô de quatro bocas. Depois aprendeu a tocar caixa ainda pelo Império. Segundo ele, tudo isso em função da musicalidade e o dom desde a infância. “O Antônio me ensinou a tocar agogô de 4 Bocas e depois, eu também aprendi a tocar caixa no Império Serrano. Aprendi muito fácil, pois já tinha musicalidade adquirida ao tocar violão desde os 8 anos de idade”, explicou.

Foto Carlo WredeApesar de ter iniciado no Império Serrano, Tadeu do Agogô diz não ter bandeira, ele torce para o samba. Ele já desfilou pelo Império Serrano, Tradição, Portela, Grande Rio, União da Ilha, Porto da Pedra, Tuiuti, Unidos da Ponte, Inocentes da Baixada, Arranco, Alegria da Zona Sul, União de Jacarepaguá, Renascer de Jacarepaguá, Jacarezinho, Unidos de Bangu, Lins Imperial, Arrastão de Cascadura e dezenas de blocos do Rio de Janeiro.

A vasta experiência como ritmista em diversas escolas e ao comando de vários mestres de bateria, o levou a fabricar seu próprio instrumento. Além disso, implementou notas definidas, padronização entre todas as unidades e qualidade. O apego pelo agogô, lhe rendeu o apelido, e segundo ele,  o agogô é o instrumento que o fez desfilar por diversas escolas. “Agogô de quatro bocas é meu instrumento preferido. Nunca desfilei tocando caixa. Meu instrumento de desfile sempre foi o agogô e sempre será”, comentou Tadeu.

Durante esses 32 anos de avenida, Tadeu do Agogô viveu momentos inesquecíveis e fez questão de listar passagens com o Odilon, Riquinho, Thiago Diogo e Ricardinho: “São 32 anos de avenida! Tive anos sensacionais e muito felizes com várias delas. Lembro-me de performances impecáveis na Grande Rio, com o Odilon, com o Riquinho e Thiago Diogo, na Ilha, e hoje com o Ricardinho, na Tuiuti. Já ganhei Estandarte de Ouro de Melhor Bateria pelo Império Serrano, em 1987, como o enredo ‘Quem não se comunica, se trumbica’, e Estandarte e Tamborim de Ouro pela Grande Rio, em 2005, cujo enredo era ‘Alimentar o Corpo e a Alma faz bem’”.

Jacarezinho 20161Fã do mestre Odilon, Tadeu admira o ritmista Vítor Lucena Telles Neto do Edgard do Agogô. E se depender dele, já pensando no futuro, outros virão por aí, pois aos sábados, na quadra da Paraíso do Tuiuti, ele dá aulas de agogô no projeto Tamborim Sensação (TS), administrado por mestre Ricardinho. Mesmo com o fomento à criação de novos ritmistas promovido pelas escolas, Tadeu aposta na valorização de todos os ritmistas: “As escolas têm escolinhas de formação de ritmistas. Eu dou aulas todos os sábados na escolinha Tamborim Sensação. Ensino desde como segurar o Agogô e a baqueta até tirar o melhor som do instrumento. Outro ponto que deve ser melhorado é a valorização dos ritmistas pelas escolas de samba. Acho que falta mais respeito e carinho com a bateria, que é o coração da escola”.

Foto Marco Antonio TeixeiraHoje, Tadeu do Agogô se encontra como um ritmista de grande experiência no agogô de quatro bocas, e o que lhe dá mais prazer é ter evoluído a fabricação, design, sonoridade, durabilidade e qualidade do instrumento. Daqui para frente, segundo ele, é continuar na busca incessante pela perfeição do instrumento.

Última modificação em Sexta, 13 Abril 2018 10:56

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    Ele ainda esteve na Lins Imperial, em 2000, pelo Grupo B, como cantor oficial e recebeu o troféu Samb@Net de Revelação do Ano. "Passei também pela São Clemente na Série A, em 2001, quando a escola foi vice e subiu para o Grupo Especial; em Guapimirim, de 2002 até 2204; na Acadêmicos da Rocinha, 2005 e 2006; Estácio, 2006 e 2007; Acadêmicos da Rocinha e Unidos do Peruche, em São Paulo, 2009; e Paraíso do Tuiuti, 2010. De 2011 a 2012, estive fora do Carnaval. De 2013 a 2017, estive na Unidos do Porto da Pedra; 2018, na Inocentes de Belford Roxo. Estou chegando para somar na Vizinha Faladeira. 'Sem comparação, meu pavilhão é só emoção, Vizinha, Morro do Pinto, Santo Cristo. Segura aí, salve as crianças'", soltou seu grito guerra.

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    O estado de saúde de Dona Ivone Lara já era considerado bastante grave e ela precisou receber doações de sangue, pois estava apresentando um quadro de anemia.   A Sambista lutava contra uma infecção renal, com complicações causadas pela idade. Ela já havia sido internada na mesma unidade de saúde em agosto do ano passado.

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    Legado para o samba
    Yvonne Lara da Costa nasceu em 13 de abril de 1921na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A Rainha do Samba é autora de sucessos como Sonho Meu, feita em parceria com Décio Carvalho. O disco Sambão 70 foi o primeiro gravado por ela, em 1970, quando ela tinha 49 anos. Depois deste vieram outros 18 álbuns de sucesso.

    As músicas dela foram interpretadas por grandes nomes da música brasileira, como Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e Arlindo Cruz. A sambista também teve trabalhos como atriz, fazendo filmes, e foi a Tia Nastácia em especiais do programa Sítio do Pica-Pau Amarelo.

    Dona Ivone Lara percorreu com seu samba por países na África, Europa na América Latina. Em 2012 foi homenageada pela escola de samba Império Serrano. O tema "Dona Ivone Lara: O enredo do meu samba" contou a história de sucesso da compositora. Em 2015, entrou para a lista 10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio.
     
    O maior parceiro foi Délcio Carvalho, com quem criou, entre muitos sambas, "Sonho meu", ''Alguém me avisou'', "Acreditar", ''Sorriso de criança'', ''Sorriso negro'', "Minha verdade" e "Em cada canto uma esperança". Ele era 18 anos mais jovem e morreu em 2013. Em rodas de samba cariocas, composições como "Tiê" e "Mas quem disse que eu te esqueço", esta com Hermínio Bello de Carvalho, sempre são lembradas.

    Primeira mulher a ganhar uma disputa de samba-enredo numa escola de samba no Rio, em 1965 - "Os cinco bailes da história do Rio" (com Silas de Oliveira e Bacalhau) -, ela era filha de músicos e ligados ao carnaval. Era prima de Mestre Fuleiro, um dos fundadores do Império Serrano, sua escola.

    Foto Luis Leite 97Ivone, formada enfermeira e auxiliar da pioneira psiquiatra Nise da Silveira, nasceu bem antes da agremiação - era de 1921; o Império, de 1947. Ela compôs sambas ainda para o Prazer de Serrinha, escola do qual o Império viria a ser uma dissidência. A Verde-e-branco do bairro de Madureira, na zona norte do Rio, lhe fez um desfile-tributo em 2012.


        

        
     
     
         

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