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Eduardo Gabri, amante do surdo de primeira Destaque

Publicado em Grupo Especial
Sábado, 31 Março 2018 10:22

Por Luis Leite

Russo da Estácio nasceu Eduardo Gabry, em Niterói. Atualmente, aos 50 anos, é morador da Tijuca e técnico em telecomunicações. Foi aos 9 anos, em 1976, quando ficava na janela vendo os blocos passarem, que ele percebeu o dom para tocar em uma bateria: pegava as latas de biscoitos de sua mãe e ficava batucando.

Seu primeiro contato com bateria foi em 1982 no centro do Rio, na Banda da Inválidos, tocando tarol. Chegou a diretor de bateria, passando anos mais tarde a direção para o mestre China. Em 1988, foi para escola de samba do coração, a Estácio de Sá, na qual, este ano, completou 30 anos ininterruptos, desfilando na bateria. No entanto, já desfilou pela Unidos do Cabuçu, Viradouro, Rocinha e Paraíso do Tuiuti.

Apesar de ter iniciado tocando tarol, a caixa de guerra e a marcação de primeira são os instrumentos que ele mais gosta de tocar, e ainda tira o som de quase todos os instrumentos.

Russo da Estácio é do tempo em que as bossas não eram utilizadas. As baterias procuravam não se arriscar para não perder pontos. Hoje, no entanto, para ele, são tantos ensaios ao longo do ano que as baterias estão cada vez mais perfeitas.

- Sou da época em que não fazíamos bossas, mas tudo mudou. Bossas podem sim atrapalhar um andamento, mas hoje em dia, são tantos ensaios que essa possibilidade tornou-se remota. Existe integração total entre todos os setores das escolas para que uma bossa, por mais longa que seja, em nada comprometa a evolução e o canto. Ao contrário, acaba contagiando a todos – explicou Russo.

Ainda sim, segundo ele, todo o trabalho que tem sido feito não é bem avaliado pelos jurados, mesmo que seja subjetivo no entendimento deles: - Hoje em dia todas as baterias fazem bossas e, nem sempre, por mais linda e bem executada que seja merecem, por parte do júri, uma nota máxima. Então se eles querem “ousadia”. Se eu fosse diretor, passaria do início ao fim somente no ritmo, como antigamente. Isso seria uma inesperada “ousadia” nos dias de hoje.

Ao longo dos seus 50 anos de experiência, Russo não esquece do desfile da Estácio de Sá em 1990, quando a escola levou para a avenida o enredo “Langsdorff, delírio na Sapucaí”, dos carnavalescos Mário Monteiro e Chico Spinoza. Nesse ano, de acordo com ele, a bateria deu um show com um ritmo alucinante, envolvente e contagiante sem realizar nenhuma bossa.

A sua admiração pelos ritmistas vai ao encontro da dedicação que cada um tem pela a sua escola, pois conforme ele próprio diz, mesmo em tempos difíceis, cada um sabe o quanto tem para doar, desde os ritmistas que saem no Grupo E aos que saem no Grupo Especial. Mesmo assim, ele destaca o Gaúcho, do tamborim da Estácio e os mestres que o regeram como Ciça, Esteves, Marquinhos, Chuvisco e Gaganja.

IMG 20180315 WA0115Projetos para o futuro

Russo da Estácio faz parte de um projeto “Realidade”, que reúne os antigos ritmistas da Estácio, os “Leões do Ritmo”. - A ideia do grupo é manter todos os ritmistas da Estácio frequentando a escola e desfilando por ela. Vem muita coisa boa por aí. O projeto é bem ambicioso, e o presidente Manú está sabendo conduzi-lo com maestria.

Para o nosso Ritmista do OBatuque, o carnaval tem sofrido mudanças e adaptações, porém, de acordo com ele, nem todas são necessárias, mas Russo torce para que essas mudanças não apaguem a essência da festa momesca: - Os desfiles das escolas de samba, nos últimos anos, sofreram diversas mudanças e adaptações, umas necessárias outras nem tanto. Espero que toda essa modernidade e ousadia, não só nas baterias, mas nas escolas de samba em geral, não apague a essência do verdadeiro carnaval: a emoção – finalizou Russo.

Última modificação em Sábado, 31 Março 2018 11:30

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    Ele ainda esteve na Lins Imperial, em 2000, pelo Grupo B, como cantor oficial e recebeu o troféu Samb@Net de Revelação do Ano. "Passei também pela São Clemente na Série A, em 2001, quando a escola foi vice e subiu para o Grupo Especial; em Guapimirim, de 2002 até 2204; na Acadêmicos da Rocinha, 2005 e 2006; Estácio, 2006 e 2007; Acadêmicos da Rocinha e Unidos do Peruche, em São Paulo, 2009; e Paraíso do Tuiuti, 2010. De 2011 a 2012, estive fora do Carnaval. De 2013 a 2017, estive na Unidos do Porto da Pedra; 2018, na Inocentes de Belford Roxo. Estou chegando para somar na Vizinha Faladeira. 'Sem comparação, meu pavilhão é só emoção, Vizinha, Morro do Pinto, Santo Cristo. Segura aí, salve as crianças'", soltou seu grito guerra.

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    O corpo da Grande Dama do Samba será velado nesta terça-feira (17) na quadra da escola de samba Imperio Serrano, em Madureira.   O sepultamento está marcado para a tarde, no cemitério de Inhaúma.

    Legado para o samba
    Yvonne Lara da Costa nasceu em 13 de abril de 1921na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A Rainha do Samba é autora de sucessos como Sonho Meu, feita em parceria com Décio Carvalho. O disco Sambão 70 foi o primeiro gravado por ela, em 1970, quando ela tinha 49 anos. Depois deste vieram outros 18 álbuns de sucesso.

    As músicas dela foram interpretadas por grandes nomes da música brasileira, como Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e Arlindo Cruz. A sambista também teve trabalhos como atriz, fazendo filmes, e foi a Tia Nastácia em especiais do programa Sítio do Pica-Pau Amarelo.

    Dona Ivone Lara percorreu com seu samba por países na África, Europa na América Latina. Em 2012 foi homenageada pela escola de samba Império Serrano. O tema "Dona Ivone Lara: O enredo do meu samba" contou a história de sucesso da compositora. Em 2015, entrou para a lista 10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio.
     
    O maior parceiro foi Délcio Carvalho, com quem criou, entre muitos sambas, "Sonho meu", ''Alguém me avisou'', "Acreditar", ''Sorriso de criança'', ''Sorriso negro'', "Minha verdade" e "Em cada canto uma esperança". Ele era 18 anos mais jovem e morreu em 2013. Em rodas de samba cariocas, composições como "Tiê" e "Mas quem disse que eu te esqueço", esta com Hermínio Bello de Carvalho, sempre são lembradas.

    Primeira mulher a ganhar uma disputa de samba-enredo numa escola de samba no Rio, em 1965 - "Os cinco bailes da história do Rio" (com Silas de Oliveira e Bacalhau) -, ela era filha de músicos e ligados ao carnaval. Era prima de Mestre Fuleiro, um dos fundadores do Império Serrano, sua escola.

    Foto Luis Leite 97Ivone, formada enfermeira e auxiliar da pioneira psiquiatra Nise da Silveira, nasceu bem antes da agremiação - era de 1921; o Império, de 1947. Ela compôs sambas ainda para o Prazer de Serrinha, escola do qual o Império viria a ser uma dissidência. A Verde-e-branco do bairro de Madureira, na zona norte do Rio, lhe fez um desfile-tributo em 2012.


        

        
     
     
         

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