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O carnaval em 2017 Destaque

Publicado em Artigos
Terça, 26 Dezembro 2017 11:41

Por Aloisio Villar 

Chegamos ao fim do ano, um ano esquisito demais para o carnaval.

Começou de uma forma normal, como todos os anos, com os ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí... Alguns bons, outros não, mas servindo, principalmente, como preparativos para as escolas; treinos para seus desfiles e para o povo ficar perto da sua escola do coração. A festa mais democrática do samba!

Mas algo estava esquisito. Os desfiles oficiais começaram com o acidente da porta-bandeira da Unidos de Padre Miguel que fazia um desfile para campeonato na Série A, e depois passou para o mais acidentado desfile do Grupo Especial em anos.

Não tivemos desfiles perfeitos, todos tiveram algum tipo de problema, mas os problemas foram sobressaindo e ganhando contornos trágicos com acidentes nos desfiles do Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca.

Com os desfiles problemáticos das outras agremiações, a Tijuca entrou na avenida mais favorita do que nunca. Saiu da avenida com o mais problemático dos desfiles. O acidente com um carro fez com que o desfile "fosse pro ralo", virando um desastre, ao ponto de, favorita ao título, passar a ser favorita ao rebaixamento. Nada deu certo no desfile tijucano.

Pior foi o acidente no desfile do Tuiuti. Um carro alegórico prensou jornalistas na grade e daí pessoas pararam em hospitais. Pior: a querida Liza Carioca faleceu em razão desse acidente. Desfile de carnaval, um momento feito para nossa alegria, satisfação, momento de fantasia e cultural acabou em morte.

Morte que acabou impune. Nada aconteceu com ninguém, nenhum dos responsáveis, e o acidente vai caindo no esquecimento cretino que tragédias brasileiras costumam perecer. Não houve rebaixamento devido aos acidentes, e as duas escolas que tiveram desfiles problemáticos receberam o prêmio de permanecerem no Grupo Especial. Tudo acabou em samba, pizza e canetada.

As únicas coisas boas que ocorreram no carnaval foram as vitórias de Império Serrano e da Portela. Império voltando ao Grupo Especial depois de nove anos, Portela depois de 33 anos alcançando o sonhado vigésimo segundo título. Madureira parou para celebrar. Voltava a ser a capital do samba.

Mas o trágico Carnaval 2017 teimava em não acabar, enquanto existia uma inusitada dança das cadeiras, que tirou Renato Lage do Salgueiro, depois de anos, e levou Rosa Magalhães para a Portela, depois do campeão Paulo Barros migrar para a Vila Isabel, e o resultado foi modificado. 

Um erro comprovado de um jurado deu à Mocidade o título de 2017, dividido com a Portela. Justo pelo desfile que a Mocidade fez; justo pelo samba espetacular ganhar alcunha de campeão do carnaval; justo que a escola não podia ser prejudicada; ruim por ver o resultado ser modificado tanto tempo depois; ruim pela Mocidade não ter podido comemorar seu título no fim da apuração. A partir de agora, não teremos mais certeza de que o resultado será mantido na Quarta-Feira de Cinzas.

Tanta bagunça, tanta confusão acabou dando no pior. A autossuficiência do carnaval carioca, que sempre se achou acima do bem e do mal, acima de todos e que poderia fazer o que quisesse, fez com que os dirigentes apoiassem e ajudassem a eleger aquele que seria seu maior algoz. Marcelo Crivella, em campanha, cantou o samba do Salgueiro e teve seu nome exaltado pela presidente da escola em quadra, recebeu apoio maciço daqueles que comandam o desfile, e meses depois, já eleito, cortou verba das escolas.

Não só cortou como atrasou o pagamento. As escolas de samba do Rio se viram sozinhas porque não tiveram apoio popular. Seus barracões foram fechados, e até agora não se tem solução para a Série A e o desfile da Intendente Magalhães. Dizem que várias escolas da Intendente podem desaparecer com as medidas do prefeito. Mas isso é o de menos, porque a própria organização que regula esses desfiles já desapareceu com várias delas em 2017.

O que ocorreu de novidade nessa briga com o poder oficial, é que vários enredos e sambas de protestos foram feitos como nos anos 80. Destaco o samba da Beija-Flor, que é maravilhoso em sua crítica e contundência. É uma pena que as escolas só decidam ir para essa seara quando mexem no seu bolso, capaz de um dia exaltarem o Crivella caso ele aumente a subvenção.

E os ensaios técnicos, aqueles que falei no início do artigo, não existem mais por falta de dinheiro, pelo menos este ano. Ocorreu o que sempre ocorre, e o que ocorreu no ano todo de 2017, com decisões de gabinetes e irresponsabilidade na pista. Sobrou para o povo.

Não temos muito a celebrar o carnaval em 2017, todavia 2018 está aí, e fica a torcida de um ano melhor. Um ano principalmente de respeito ao sambista, e que esse respeito venha de todos os lados, inclusive do próprio sambista.

Feliz 2018!!

Twitter - @aloisiovillar 

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