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Ciganerey: do Engenho da Rainha para a Estação Primeira Destaque

Publicado em Últimas Notícias 1
Quarta, 08 Novembro 2017 13:27

Equipe OBatuque.com
Fotos: Marcelo Moura

 

O nome de batismo é Paulo Roberto da Silva, porém na década de 90, passou a ser chamado de Paulinho Poesia. Anos mais tarde e com a crença voltada para o espiritismo, uma cigana lhe aconselhou a mudar radicalmente de nome, e Paulo aceitou. Hoje, aos 61 anos, ele é mais conhecido no mundo do samba como Ciganerey.

Nascido na Tijuca, porém criado no bairro do Engenho da Rainha, Ciganerey começou sua carreira como intérprete na Acadêmicos do Engenho da Rainha - meio que sem querer, como ele mesmo diz. Depois disso, passou por diversas escolas e ganhou vários prêmios como melhor intérprete, todavia confessa que o prêmio que marcou sua carreira foi o troféu SRZD-Carnaval 2014, pois naquele ano uma tragédia marcou sua vida: seu filho de apenas 1 ano havia falecido.

Nesta entrevista Paulo Roberto da Silva, ou melhor, Ciganerey conta toda a sua trajetória e da emoção de conquistar o título com a Mangueira, em 2016, e do sonho de gravar um CD em homenagem à verde e rosa.

 

OBatuque.com – Foram tantos prêmios ao longo da carreira, mas de todos qual foi que mais te emocionou?
Ciganerey - Eu recebi muitos. Eu tenho Estandarte de Ouro, Jorge Lafond, três Samb@net... mas o que mais me emocionou foi o Prêmio SRZD-Carnaval 2014, quando eu desfilei pela Inocentes de Belford Roxo. Eu havia acabado de perder o meu filho; meu filho tinha falecido com apenas 1 ano, e na semana seguinte fiquei sabendo que havia ganho o prêmio de melhor intérprete. Então, eu tive que receber e cantar. Para mim foi uma emoção muito forte, muito valiosa, porque você tem que passar por cima de tudo para poder mostrar ao seu talento e seu trabalho. E os outros que mais me emocionaram foram aqui pela Mangueira, o Tamborim de Ouro e Gato de Prata, que eu ganhei no meu primeiro ano-solo na Mangueira, juntamente com o campeonato.

OBatuque.com – Você começou sua carreira de intérprete em 1984, no Engenho da Rainha, conta como foi esse primeiro ano de desfile?
Ciganerey
- Foi meio que sem querer. Eu era mestre-sala e gostava de cantar. Na minha família tinha muita gente cantava, e eu aprendi a cantar e defendi o samba que ganhou naquele ano do falecido Guará, de Minas (Gerais). E por curiosidade, fui até o estúdio para ver como era feita a gravação, e lá durante as minhas opiniões, o maestro Ivan Paulo pediu para que eu cantasse o samba do jeito que era, e eu cantei. Ele chamou o presidente e pediu para deixar eu gravar, porque eu tinha uma voz boa e melodiosa. Com isso, o presidente me colocou para gravar, e eu gravei. Dali para frente, comecei a cantar na avenida e já cheguei ganhando o Estandarte de Ouro de melhor samba por dois anos seguidos e aí fui embora. Dei sequência na carreira e estou até hoje aí.

OBatuque.com – Do Engenho da Rainha para cá, por quais escolas você passou e o carnaval que mais te marcou?
Ciganerey
- Foram alguns anos no Engenho da Rainha - não me lembro de todos -, passei pelo Unidos do Cabuçu, Acadêmicos do Dendê, Alegria da Zona Sul, Tuiuti, Arranco do Engenho de Dentro, Belford Roxo, Em Cima da Hora e Mangueira, né? Já estou aqui há 9 anos, e o desfile que mais me emocionou foi do campeonato da Estação Primeira de Mangueira, em 2016: "Maria Bethânia: A menina dos olhos de Oyá", que para mim foi o ápice da minha carreira.

OBatuque.com - Sonha em defender um samba em alguma escola que você não tenha defendido ainda?
Ciganerey
- Eu acho que aqui no Rio já defendi samba em todas as escolas... defendendo o samba. Eu tenho vontade, sim, de cantar em São Paulo; passar no Anhembi. Já cantei na França, já cantei em Uruguaiana, em Porto Alegre, em Brasília, em Vitória, mas em São Paulo nunca cantei. Eu tenho esse sonho de um dia cantar em uma escola em São Paulo.

IMG 20171107 WA0026OBatuque.com - E falando especificamente em Mangueira, você já foi campeão, já ganhou prêmios como você falou anteriormente, há alguma coisa que você ainda tenha vontade de conquistar e não tenha acontecido ainda pela Mangueira?
Ciganerey
- Bem, eu quero continuar conquistando títulos e mais títulos. Eu quero marcar minha história aqui dentro da Estação Primeira de Mangueira, e o meu sonho é fazer o meu CD, como disse uma vez. Eu tenho um projeto de fazer um CD, tipo: “Ciganerey canta Mangueira”, cantando música de Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho, Cartola e muitos outros bambas que fizeram nome na Mangueira. Cantar sambas antológicos, como Monteiro Lobato... essas coisas assim. Esse é o grande sonho que eu tenho aqui na Mangueira.

OBatuque.com - Um samba-enredo que gostaria de cantar na avenida?
Ciganerey
- “Mundo da Lua”, da Grande Rio.

OBatuque.com - Um compositor?
Ciganerey
- Nelson Cavaquinho.

OBatuque.com - Um intérprete que lhe serviu de inspiração?
Ciganerey
– Jamelão.

OBatuque.com - Um nome da nova geração?
Ciganerey
- São tantos, mas vou citar um que está chegando, e eu acho que tem muito a crescer, mudou um pouquinho a fórmula. Ele agora está chegando: Nino do Milênio.

OBatuque.com - E a expectativa para 2018?
Ciganerey
- A melhor possível. A Mangueira vem de novo aguerrida, arretada, fazendo um baita carnaval e quero ser campeão de novo!

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