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Cuidado! Artista também entra em zona de conforto

Publicado em Artigos
Quarta, 31 Maio 2017 07:04

Por Ricardo Maia

O artista é um ser que apresenta uma atitude criadora constante e um desejo de surpreender as pessoas. Sucumbindo a essa vontade de encontrar beleza em todas as formas que o cerca, ele busca incansavelmente nas suas observações e pesquisas, materiais e concepções novas.

Mas os artistas também precisam de apoio, motivação e incentivo para que a sua veia criativa possa pulsar mais forte. Não raramente, essas pessoas são bastante desprendidas de bens materiais e muitas vezes encontram grandes dificuldades de administrar até mesmo sua vida pessoal. Trabalham e inventam, não pelo dinheiro, mas pela vontade compulsiva de criar. Diante dessa situação, recorrem a pessoas próximas e companheiros para desempenhar esse papel de administrador, enquanto o seu talento se volta exclusivamente para a criação.

No cotidiano, vivemos diversas vezes a mesma situação. Quem nunca se sentiu desmotivado quando pensa em usar aquele supervestido para um evento e o seu companheiro fala: “Coloca só uma calça jeans e uma camiseta que já tá bom”? Ou quando vai fazer aquele almoço maravilhoso e escuta um "faz só um macarrãozinho"!  Muito desmotivador, não é mesmo?

No carnaval não é nada diferente. O carnavalesco quando imagina o enredo ou quando senta na sua prancheta para passar o carnaval para o papel, pensa única e exclusivamente em surpreender. Já ouvi de alguns carnavalescos que o importante é passar na avenida e ouvir o público gritando "já ganhou". Mais importante que ser campeão.

Nunca ouvi de um carnavalesco que tenha um baita enredo na cabeça dizer que iria vendê-lo para uma grande escola e ficar rico. Todos pensam unicamente em como sua ideia vai balançar a avenida.

“Se tiver que escolher entre o público de pé gritando ou de ser campeão, com certeza escolherei o primeiro. Passar ovacionado pela plateia é muito melhor que levar o título com a arquibancada sentada, fria, assistindo ao meu desfile.” Assim afirma a maioria deles.

Mas para que tudo isso aconteça o profissional depende de uma série de fatores, que começam do seu momento pessoal até a vontade da escola que o contratou de fazer alguma coisa diferente.

Afirmo isso porque algumas escolas se colocam em uma posição de conforto, onde está sempre fazendo o mesmo, e se colocando no meio do grupo. Não é campeã, mas também não corre o risco de descer. Algo cômodo e econômico. Repetimos o que fizemos no ano passado e continuamos no grupo. Esse é o objetivo.

Mas e o lado dos diversos artistas que rodeiam essa escola?! E a função da agremiação de apresentar todo ano a arte, o novo, o lindo, o contemporâneo, a voz da sua comunidade?!

Por uns anos isso é aceito, mas logo tomará um dos dois rumos. Ou o artista se cansa e vai para novos ares ou se acomoda e entra na mesma zona de conforto onde não cria nada novo, não busca materiais e técnicas novas, não surpreende mais ninguém e não ganha o carnaval. Mas também não erra! Perde poucos pontos e se mantém no grupo...

Com o passar dos anos de repetição, essa fórmula vira "a cara" do carnavalesco e da escola. Cada vez mais entranhada nos fundamentos da agremiação, tornando-se mais difícil se livrar desse conforto. Sim parece estranho, mas é preciso desse desprendimento quando falamos de arte.

Visando o lado do artista, aquele que se acomoda nessa posição fatalmente perderá o “tesão” pelo negócio e ficará quase que robotizado, repetindo as suas criações e vivendo sem graça pelo dinheiro. Logo ele perderá a alegria de criar, consequentemente não tentará inovar, ficará na mesmice por um tempo, quando aí estará ultrapassado e antiquado. E assim será jogado na sarjeta por todo o meio que o criou. Talvez seja tarde demais para esse artista. Sentirá o desgosto do desprezo e do esquecimento; alguns poucos ainda poderão virar páginas de livros.

Na verdade, o carnavalesco precisa reinventar-se, perceber o seu tempo, voltar a querer fazer o diferente. Sem abandonar suas características, fazer o seu carnaval ser a notícia do dia seguinte. Voltar a explodir a Sapucaí, levantar o público, sair carregado nos braços da comunidade.  A avenida quer ser sacudida, a televisão quer ver a avenida pulsar, os jornais querem fotografar o publico de pé, e nós queremos desfilar, sentindo as pessoas com vontade de pular na pista.

Mas em uma escola que não quer fazer, isso se torna quase impossível e leva o desejo desse criador de querer buscar novos ares, voar por outros céus, pois a veia que pulsa com a vontade de fazer sempre o novo é forte o bastante e os artistas, de todas as idades, querem sempre trazer para o público as ideias que passam compulsivamente por suas cabeças.

O que tento alertar nesse artigo é o perigo que essa zona de conforto representa para a escola e principalmente para os artistas criadores dela. Puxei bastante para a plástica do desfile, porém entendo que essa zona de conforto pode "abraçar" compositores, coreógrafos, figurinistas e tantos outros. Leva a escola e se tornar uma chata diante do público e derruba não só a carreira profissional do artista, pode acabar com a essência principal que ele tem pela vida: a vontade de criar! 

Última modificação em Quinta, 08 Junho 2017 17:29

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