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2017 - o carnaval que teima em não terminar

Publicado em Artigos
Segunda, 03 Abril 2017 07:04

Por Aloisio Villar

Baseado no livro "1968, o ano que não terminou", anos atrás lancei em outro site a coluna "1989, o ano que não terminou", falando do carnaval de 1989 que até hoje provoca polêmica e calorosos debates.  

O Carnaval 2017 parece querer ir pelo mesmo caminho, mas por motivos diferentes. Se 1989 foi um carnaval espetacular e considerado um dos maiores de todos os tempo o de 2017 foi tenebroso e é um morto vivo que teima em nos assombrar.

Vamos falar a verdade, o Carnaval 2017 foi péssimo, um ano para ser esquecido. Um carnaval com acidentes como da porta-bandeira da Unidos de Padre Miguel, as quase tragédias causadas por carros alegóricos do Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca, a virada de mesa, a não última colocação da Tijuca e até para nós da Ilha do Governador foi péssimo porque tivemos três escolas rebaixadas, uma tradicional impedida de desfilar por dois anos como o Boi da Ilha e um racha que fez sair metade da diretoria como na Nação Insulana.

As únicas coisas boas que ocorreram foram as vitórias das escolas de Madureira: Portela e Império Serrano, escolas que há muito tempo não conquistavam títulos e suas vitórias deixaram o mundo do samba feliz.

Era para o Carnaval 2017 acabar aí. Era para nós esquecermos de vez que existiu o Carnaval 2017 e começar a focar em 2018, torcendo por menos problemas. Mas o "desgraçado" teima em continuar vivo, como um Fred Kruegger entra em nossos sonhos fazendo virar pesadelo.

O assunto mala da vez, que insiste em deixar esse carnaval vivo vem do título, de uma das poucas coisas boas desse carnaval que foi o título sozinho da Portela depois de 47 anos.

Até esse está ameaçado agora graças a uma trapalhada que não sabemos ao certo se foi feita pela Liesa ou pelo julgador que deu 9,9 em enredo para a Mocidade, alegando faltar um destaque na frente do carro sendo que o destaque só existia na defesa de enredo original, na reformulada entregue a Liesa pela Mocidade não existia mais até porque a destaque virou rainha de bateria.

Ou porque não entregaram a defesa nova ou por erro do jurado a Mocidade recebeu 9,9 e assim perdeu o carnaval.

Evidente que o povo de Padre Miguel ficou para lá de Marrakesh com essa história, com toda razão, apesar de não achar que a Mocidade merecesse vencer e o vice-campeonato ter sido um resultado extraordinário para ela a escola perdeu o carnaval, perdeu a chance de sair da fila encerrando um jejum de 21 anos nesse erro. 

Mas aí eu acho que a escola também cometeu um erro. Ela devia processar o jurado, pedir na Liga a premiação de campeã e sair como vítima da história, deixar a Liesa com dívida moral com ela. Mas não, a escola reinvidica a divisão do título, e eu vejo nisso um erro.

Vejo porque considero resultado de carnaval como de futebol. Se não houve má fé, suborno, nada disso resultados de campo e pista devem ser mantidos, não mudados em gabinetes. No futebol, costuma-se ver com maus olhos os clubes que entram na justiça ou são beneficiados por suas decisões mudando resultados de partidas e classificações, o Fluminense até hoje sofre com isso, o Inter também. Com a Mocidade, acham correto, e até pessoas que ironizam o Fluminense apoiam a Mocidade deixando a paixão falar mais alto. Nessa hora não tem imparcialidade, muitos jornalistas de carnaval se deixaram levar por paixões e entraram em trincheiras.

Acho anticlimax mudar resultado de algo mais de 40 dias depois. Imagino a resolução do empate, seria uma grande frustração para a Portela e não recuperaria para a Mocidade a alegria, a euforia que ela deixou de ter na quarta-feira de cinzas. O estrago foi feito. É como um medalhista de prata receber o ouro dez anos depois porque ficou comprovado que o primeiro colocado se dopou.

Entendo a Mocidade e seus torcedores, entendo a revolta, mas acho até que uma mudança de resultados abre um precedente perigoso, cria uma jurisprudência. Todos os anos teremos escolas se dizendo prejudicadas e recorrendo. A Beija-Flor perdeu em 1986 porque julgador declarou não gostar da escola e 1989 por não entender as palavras do refrão. Mais importante que mudar resultado de carnaval, é mudar o carnaval. Parar com viradas de mesa, parar de julgar escolas dependendo do peso dabandeira, preparar melhor os julgadores, trocar os "lambões" e passar a fazer do 10 uma conquista, não um ponto de partida. Que as escolas tirem o 10 porque foram excelentes, não porque não erraram e que esses 10 sejam justificados também.

Cada um quer ver o seu lado, não o todo infelizmente e assim o Carnaval 2017 nos assombra como o Alexandre, na novela "A Viagem", faz portelenses e independentes brigarem, abalam amizades e enche o saco. Por isso peço, deixem o Carnaval 2017 desencarnar. Que ele siga o caminho de luz.

Twitter - @aloisiovillar  

Facebook - Aloisio Villar

Última modificação em Segunda, 10 Abril 2017 10:53

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