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Bohêmios da Cinelândia enrola a bandeira e sugere que o carnaval da Intendente seja repensado

Publicado em Série E

Da esquerda para a direita: Luis Carlos TR, presidente da Velha Guarda; Margarete Setta, vice-presidente; Marcus Lannes, diretor; Felipe Lannes, diretor; Marco André, presidente; e Marcia Lopes, cantora

Por Wellington Lopes
Fotos: arquivo pessoal

 

Por meio do ofício nº 1/2017, enviado à Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo B (Liesb), no dia 6 de fevereiro de 2017, o G.P.C.E.S. Bohêmios da Cinelândia desistiu de desfilar na Intendente Magalhães no carnaval deste ano, enrolando assim a bandeira no seu segundo desfile de sua história pela Série E.

No comunicado, o presidente da agremiação, Marco André da Silva (foto, à direita), culpa a crise financeira que assola o país, a falta de visibilidade, a falta de mídia, a desconstrução de políticas públicas, a perda de direitos do povo, o desinvestimento na cidadania e na cultura.

Batizada pela Estácio de Sá, a Bohêmios, que em 2016 ficou com a 8ª colocação, este ano viria com o enredo “Wilson Moreira: Moderno sem perder a tradição, sambista sem deixar de ser jongueiro”, uma homenagem ao cantor e compositor Wilson Moreira, que completou em dezembro do ano passado 80 anos.

OBATUQUE.COM conversou com Marco André para saber o porquê de tomar essa atitude, faltando poucos dias para o início do carnaval. Durante a conversa, ele propõe a criação de um seminário entre os representantes das agremiações para discutir o futuro da Intendente Magalhães e consequentemente das escolas que por ali desfilam.

 

OBatuque.com – A Bohêmios da Cinelândia desistiu do desfile deste ano, mas ano passado a escola desfilou assim mesmo, o que mudou de 2016 para 2017?
Marco André
- Como sobrevive a escola do Grupo E? O Grupo E não tem subvenção, não tem apoio público nenhum, é o carnaval completamente fora da mídia. Meia dúzia de sites que falam alguma coisa da Intendente Magalhães. Para você saber o resultado dos desfiles da Intendente Magalhães é a coisa mais difícil, não há visibilidade nenhuma sobre o desfile, então essa é uma questão que nos aflige e que aflige a todas as escolas. As escolas sobrevivem de pequenos ensaios e pequenos patrocínios, escolas de bairro têm seus comerciantes, seus apoiadores, seus patronos e muitas delas os próprios componentes ajudam, como no caso dos Bohêmios da Cinelândia. Nós, do Bohêmios, tivemos a Lei Rouanet nas mãos, nós conseguimos uma carta da Lei Rouanet, onde nos autorizava a capitar 250 mil reais para fazer esse desfile, é óbvio que o desfile da Intendente Magalhães está muito aquém disso. As escolas do Grupo E desfilam com 50, 70 mil reais, botam o carnaval na rua, isso quando conseguem fazer esse tipo de arrecadação. Por isso que é um desfie extremamente simples, você não vê luxo, você não vê escolas volumosas. Ano passado, os Bohêmios saíram com 352 componentes, quando o mínimo estipulado pela Associação Cultural Samba é Nosso (ACSN) (entidade que organizava o carnaval à época) era de 250 componentes e um carro alegórico. Então as dificuldades são todas.

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Gabby, porta-bandeira

A gente tem ensaio, tem a quadra, arrecada e quando consegue empatar no ensaio, você bate palmas. Empatar financeiramente o que você gastou com o que você conseguiu arrecadar e também o cata-cata feito em outros barracões. Você vai ao barracão das grandes escolas e até em escolas que desfilam na Intendente, escolas do Grupo B, algumas escolas do Grupo C, que te davam alguma coisa, algum tipo de fantasia, algum tipo de apoio para reciclar, mas o carnaval não é isso. O custo não é só as fantasias para você botar, você tem custo de reboque, você tem o custo de carro alegórico, você tem custo de casal de mestre-sala e porta-bandeira, você tem custo do caminhão para levar a bateria para a avenida, hoje você vai botar no bolso 6 mil, 7 mil reais para gastar em termos de avenida, chegando ao final você vai pegar o envelopinho para pagar tudo isso. Então não é só questão de você elaborar a fantasia, e arrecadar é muito complicado por essa falta de visibilidade. Quando a gente culpa a crise, culpa a crise por conta daquele pequeno comerciante, aquele pequeno apoiador. Aquele pequeno empresário que te apoiava, este ano está apanhando, a verdade é essa. Eu converso com outros presidentes de outras escolas de samba que estão no mesmo sufoco.

Aquele cara, que no ano passado te deu 10 mil reais, te deu 5 mil reais, este ano está “abrindo de lona”, está falando para você: “Olha não tenho, existe uma crise que está assolando o Brasil”. Na verdade, essa crise está desde 2013, essa crise não vem de agora, entendeu? Mas é uma crise que hoje está no ápice dela. Você vê a questão do estado: servidor sem ganhar salário e outras questões, e a própria ameaça de mudança da Lei Rouanet.

Hoje (8/2) mesmo, eu estava lendo um texto do Roberto Freire, ministro da Cultura, que está propondo uma mudança na Lei Rouanet. Isso mexe com o empresário, com a base de uma escola. Quase nenhuma escola da Intendente consegue a Lei Rouanet. Nós conseguimos, como havia te falado, 250 mil reais, mas infelizmente este ano não conseguimos, conseguimos tarde, mas o governo liberou essa carta no finalzinho de dezembro, e o exercício acaba agora. Então, a maioria das empresas que têm hábitos de trabalhar com a Lei Rouanet, trabalhar com a cultura já tinham comprometido essa verba, essa verba de renúncia fiscal como a Lei Rouanet funciona, já estavam com essa verba comprometida. Então não conseguimos esse dinheiro, e os nossos apoiadores, pequenos empresários, alegando a crise, desde o Botequim da Cinelândia, que ajuda a gente, ao médio empresário de bairro. O comerciante de Copacabana que ajuda a gente, do Rio Comprido... É muito difícil as escolas da Intendente de Magalhães, falo por todas nesse aspecto, conseguirem dinheiro de patrocínio. A não ser aquelas que têm envolvimento com o ilícito, que pega dinheiro aqui, pega dinheiro ali… que não é caso do Bohêmios. O Bohêmios se propôs desde o início a ser uma escola diferente, não ter esse tipo de ligação e fazer um carnaval voltado para a cultura, porque até para você fazer o enredo patrocinado na Intendente Magalhães, pelo Grupo E, é muito difícil, pela falta de visibilidade total.

OBatuque.com – Sem a ajuda da Lei Rouanet, quais seriam as outras formas que a Bohêmios poderia arrumar para desfilar neste ano? O homenageado poderia colaborar?
Marco André
- No caso de homenagear o Wilson Moreira foi respeito mesmo à cultura, aos 80 anos do Wilson Moreira, dos 100 anos de samba. Então nós tivemos essa iniciativa de homenagear o Wilson, não que ele tenha se comprometido, em nenhum momento, a bancar o desfile do Bohêmios da Cinelândia, não é isso. A escola vive de arrecadação, vive de quadra, vive de patrocínio daquele amigo, daquele comerciante, e aí a gente volta ao ponto da crise, que este ano nós estamos vivendo. É demissão, várias reformas acontecendo que estão apavorando. Você tem uma massa que está completamente alienada, desligada dessas questões, que foi para a rua bater panela e hoje não acompanha o que está acontecendo de verdade. Nós estamos aí com venda das teles, com o governo distribuindo dinheiro para os grandes empresários e aumentando a diferença para o pequeno empresário que está ferrado. E as escolas de samba do Grupo E que vivem dessa relação com o pequeno empresário, o dono do mercadinho, o dono de uma empresa, o dono do botequim, aquele que te ajuda, não estão conseguindo essa ajuda, porque esses estão sendo afetados verdadeiramente pela crise. Bares na Cinelândia, por exemplo, você passa por lá, estão vazios.

A crise está tirando dinheiro do bolso do pobre, do trabalhador... Existe uma defasagem salarial grande, e parte desdobra em cima do comércio. Eu frequento a Cinelândia há 40 anos, daí o nome Bohêmios da Cinelândia. Eu tomei cerveja na Cinelândia, tive escritório, trabalhei sempre ali na região, e você vê o dia a dia como é que está a situação. Aí você chega em cima de um comerciante, pede uma ajuda, e o cara fala: “Pô, está difícil. Estou mandando garçom, cozinheiro embora. Estou aumentando a carga horária. Estou fazendo promoção para sobreviver”. As escolas de samba estão na mesma situação. O mercadinho lá em Ricardo de Albuquerque, que ajuda a escola de Ricardo, está sofrendo. O da Ilha do Governador a mesma questão, e por aí vai. Você consegue arrumar, de repente, um “padrinhozinho” que te dá umas alegorias, te dá umas esculturas, outras escolas de samba, né? Mas que não basta para fazer o carnaval.

OBatuque.com – Na carta, você diz que a Liesb vem se esforçando para valorizar os desfiles da Intendente, houve algum repasse por parte da liga e da Prefeitura?
Marco André
- Quanto à Liesb, a única coisa que tenho a comentar é justamente em cima da crise. Nós nos sentimos um pouco afetados, porque no ano de crise as próprias escolas do Grupo Especial estão vivendo isso, estão criando, estão inventando, dando um nó para fazer o carnaval. Houve uma mudança no regulamento que nos pegou de surpresa e nos afetou. Ano passado desfilamos com 352 componentes, este ano, o mínimo de componentes são 350. Não é arranjar componentes, é você ter estrutura financeira para fazer 400 fantasias. Ano passado era um carro, este ano são dois. Você pode até botar um carro, mas é obvio que quem quer ser campeão tem que vir com dois carros na avenida. Eu tenho dois carros para botar na avenida, mas como vou fazer dois carros, iluminar dois carros, estruturar dois carros, vai uma série de outras questões que você fica preso a ela.

Não houve promessa de dinheiro da Liesb e nem do município. A gente sabe que o Grupo E não tem… até entendo quando a Liesb criou dentro regulamento uma situação para reduzir a quantidade de escolas para o ano que vem, para tentar a partir daí alguma ajuda para o Grupo E, mas na verdade prejudicou a maioria das escolas. É um absurdo ter 19 escolas dentro de um grupo. Eu acho que, por exemplo, a Liesb ao invés de aumentar dentro do seu regulamento o contingente das escolas, o número de carros etc., poderia não ter aumentado o número de escolas. São cinco escolas que aumentaram no grupo, já era um absurdo no ano passado ter 16. Como houve uma desistência, ficaram 15 escolas ano passado, que já era um absurdo. Agora, a gente não sabe qual o critério para isso. Quanto à questão de enrolar a bandeira é enrolada. A gente pede licença, mas também não é claro o estatuto do critério da liga do nosso retorno, não é claro isso no estatuto da liga. Não sei se os Bohêmios voltam. Claro que a gente vai fazer todos os esforços, tentar reestruturar a escola para o ano que vem ou daqui a dois anos, para que o Bohêmios retorne, mas só se houver uma realidade política-financeira no país que permita isso.

OBatuque.com – O que precisa ser feito para que o Grupo E ou de Avaliação tenha condições de manter suas escolas em um nível qualificado para que seja melhor avaliado pelos jurados e até mesmo ascender de grupo?
Marco André
- Você falou na sua pergunta em termos de avaliação de reavaliação, pois é, o que a gente entende que é um Grupo E ou é um Grupo de Avaliação, se você entender por avaliação teu primeiro desfile é a sua avaliação, você mostra que tem condição de botar uma escola na rua, foi isso que os Bohêmios fizeram ano passado. Nós viemos com o tempo totalmente dentro do regulamento, não tivemos uma falha sequer, não perdemos um décimo em termos de obrigatoriedade e fomos a maior escola do nosso grupo, com 352 componentes. Eu acho que em termos de avaliação, os Bohêmios mostraram que têm condições de fazer um desfile. Outras escolas, ano passado, sequer botaram o número mínimo de componentes na avenida e na verdade essas escolas não sofreram punição nenhuma, está aí: são 19 escolas. Mas não é isso que vai determinar o carnaval deste ano, como falei antes, o que está acabando com o carnaval deste ano é a dificuldade financeira. No ano passado, tivemos uma promessa, o apoio do (Supermercados) Prezunic que não se concretizou totalmente. As escolas do Grupo E são tratadas da seguinte maneira: quer desfilar? Se vira.

Acho que deveria ser feito um seminário, uma discussão mais ampla de como melhorar o carnaval do Grupo E, com a participação dos presidentes, os diretores de carnaval de cada escola, do empresariado... Acho que os diretores da Liesb deveriam criar um seminário no meio do ano, logo depois do carnaval, para se discutir o Grupo E ou Grupo de Avaliação, como queiram chamar. Aí chamar as empresas Firjan, SESC, Associação Comercial, chamar os produtores culturais, tentar passar essa questão da Lei Rouanet para essas escolas, trazer as empresas, tentar mover o coração dessas empresas. Ali é a verdadeira cultura. Você fala hoje que o carnaval da Sapucaí é cultura, você está de brincadeira, não é meu irmão? Porque se eu quero ver ópera, eu vou para Itália, se quero ver shows da Broadway, eu vou o para os Estados Unidos, agora se eu quero ver carnaval, eu só vejo no Brasil, e cada vez o carnaval da Sapucaí está ficando mais pirotécnico, ópera, show da Broadway, do que propriamente carnaval. É carnaval de artista. Você não vê o povo na avenida. Agora, você vai para Intendente Magalhães é outra realidade. As escolas têm chão, chão da própria comunidade, chão da escola, o sacrifício de cada um, de cada escola para se apresentar, e as pessoas que estão assistindo que interagem diretamente com a escola, as pessoas cantam samba, a proximidade é uma coisa fantástica, e você sente a arquibancada, você sente as pessoas que estão em pé ali participarem do seu desfile. Então eu acho que a iniciativa que a Liesb deveria tomar é essa: fazer um seminário e fazer uma grande discussão sobre o carnaval da Intendente Magalhães, como os blocos de rua fazem. Existe um seminário dos blocos de rua com a participação da Prefeitura. Os blocos de rua estão passando um sufoco escandaloso. Eu conheço vários blocos de rua que estão no sufoco. Ano passado, não houve muitos blocos. É fácil chegar e fala que são 452 blocos de rua, e chega na hora, saem 300, porque a maioria desiste. Uma boa parte desiste por falta de patrocínio e de apoio. A prefeitura não apoia, a Ambev... A Ambev dá cerveja. Não é com cerveja que você compra camisa, não é com cerveja que você compra carro de som, não é com cerveja que você paga bateria para os blocos de rua, uma grande maioria paga bateria. E as escolas da Intendente? E o Grupo E que não tem subvenção? A saída seria essa: repensar o carnaval do Grupo E para que ele possa ter subvenção. Além disso, não é só o número de escolas, a própria data do desfile é muito ruim: sábado das campeãs. Você já está afastado do carnaval, você sofre no sábado das campeãs. Você não tem apoio de componente, apoio de ninguém. Eu não tenho apoio de estoque. A nossa madrinha é a Estácio de Sá, que infelizmente está no Grupo A. No sábado das campeãs, o carnaval da Estácio já acabou. Tem escola que tem a ajudazinha da Portela, do Salgueiro, da Mangueira, mas é certa a volta dessas escolas no sábado das campeãs, na Marquês de Sapucaí. Então o grande seminário com os presidentes de escola de samba seria a grande saída. Discutir a transparência do regulamento do desfile, a transparência na escolha dos jurados, pois a Riotur não indica. O Grupo E bancado pela Liesb, que não tem apoio público principalmente na questão dos jurados.

OBatuque.com – E se o seminário não acontecer, o que você pretende fazer para que os Bohêmios da Cinelândia voltem a desfilar?
Marco André
- O que até agora o que conseguimos interpretar é que ficaremos dois anos sem desfilar e aí o grande problema: o critério para voltar. Porque a gente tem que prestar atenção na questão o seguinte: no desfile do Grupo E deste ano caem 11 escolas, que vão enrolar a bandeira. Se a proposta é reduzir o grupo para 12, 14 escolas, qual será o critério para que essas escolas retornem daqui a dois anos? Vamos dizer que, fiquem dois anos, que é o que era antigamente, qual é o critério? São 11, não sei se eles estão contando com os Bohêmios, com a Vaz Lobo, não sei se eles estão contando com essas escolas, mas vamos lá: onze, qual é o critério para voltar? Vão voltar as 11, não vão. Isso é óbvio. Senão o grupo vai inchar novamente e essa, pelo que eu entendi, não é a proposta da Liesb. Não está claro na proposta da Liesb, não ficou transparente essa discussão, mas os Bohêmios vão tocar a sua vida, amigo. Nós temos uma prática. Nós temos uma roda de samba uma vez por mês na Cinelândia. Vamos mantê-la mensalmente. Vamos aguardar o que vai acontecer. Se o seminário não acontecer, nós vamos conversar com as coirmãs para ver o que elas estão pensando. Agora, a Liesb tem que ter a sensibilidade de ouvir as escolas. Eu não estou impondo nada, é uma proposta. Não dá para continuar do jeito que está: a Liesb lá, e as escolas aqui. O carnaval é uma grande parceria. A Liesb é uma entidade representativa das escolas de samba na Intendente Magalhães. Era do Grupo B, agora é do C, D e E. E representar, você tem que ouvir. Esse seminário é um grande debate, e não somente do Grupo E, mas dos grupos B, C e D. Escutar todos os grupos, ver o que pode ser melhorado. Fazer um seminário propositivo, trazendo as organizações, as empresas… É dar uma sacudida nesse processo, porque se depender de patrocínio, da visibilidade, a Intendente Magalhães não existe. Um carnaval maravilhoso, lindo, mas que ninguém olha. É o patinho feio do carnaval, todo o mundo olha para Sapucaí. Então o Bohêmios é isso. Quem é Bohêmios não nega, e nós não vamos negar. Vamos continuar com as nossas atividades mês a mês e vamos que vamos.

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    Confira a programação que ocorrerá o dia todo:

    11h - Missa no interior da quadra;

    em seguida: 

    tradicional queima de fogos no estacionamento da quadra;

    feijoada na quadra;

    show da Velha Guarda musical;

    show do grupo Samba do Amigo Meu e Dudu Nobre;

    show do grupo Pique Novo;

    show do cantor Belo;

    bateria do Mestre Ciça e Ito Melodia com sambas inesquecíveis.

  • Hoje, 6 de abril, finalmente conhecemos a campeã, ou melhor, as campeãs do carnaval

    Por Ricardo Maia
    Foto: Luis Leite

    Indiscutivelmente a Mocidade fez um desfile digno de campeã. A meu ver, em relação à plasticamente, foi a melhor escola que passou na avenida. Algumas vertentes da forma que esse título é que me causam alguma surpresa.

    Não me lembro em outros carnavais de uma campeã da avenida ter sido aclamada em plenária. A reunião também teve um comportamento atípico. Das 13 escolas com direito a votos, cinco resolveram de abster. E as cinco consideradas escolas de ponta. Como pode quase a metade do grupo, e justamente as que sempre disputam títulos se absterem de uma decisão tão importante para o futuro do carnaval? Com exceção da Mangueira, as outras sete escolas consideradas, digamos, o segundo escalão do Grupo Especial, votaram a favor. Jogo de interesses? Acordo de amigos?

    Entendam-me. Não estou desqualificando o título da Mocidade, que poderia perfeitamente ter sido aclamada campeã na abertura dos envelopes. Estou avaliando a forma que esse título foi conquistado.

    Em 1980, a última vez que foi decretado empate, os jurados deram notas máximas para as três escolas campeãs, não havendo possibilidade de desempatar. Mas 2017 foi bem diferente.

    Título dividido? Mas por quê? Como assim? Baseado em quê?

    Se o décimo tirado da Mocidade foi devolvido, ela teria 269,9 pontos, terminando empatado com a Portela. Porém temos quesitos de desempates. Vamos avançando sobre eles... enredo mestre-sala e porta-bandeira, harmonia, evolução... até aí as duas seguiriam empatadas com 30 pontos. Então chegamos ao quesito comissão de frente: Mocidade 10, 10, 10, Portela 10, 10, 9,9. Pronto, a Mocidade seria campeã pelo desempate.

    Todavia a Liesa declarou empate. Que empate é esse? Se considerarmos o julgamento pelas notas dos jurados na pista, deu Portela, se formos pelas notas das justificativas, deu Mocidade. Empate jamais. De maneira alguma daria empate.

    Mas a plenária da Liesa declarou empate. Tirou da cartola um empate totalmente inventado. Jogou na lama a credibilidade dos desfiles. Em troca de não sei o quê.

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