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O ensaio técnico e seus problemas

Publicado em Artigos
Terça, 07 Fevereiro 2017 01:34

Por Aloísio Villar

 

Domingo passado tivemos mais um grande ensaio na Marquês de Sapucaí. Porto da Pedra, Vila Isabel e Salgueiro ensaiaram muito bem, mostrando força de suas comunidades e de seus sambas.

Uma noite inesquecível, com mais de 60 mil pessoas na Sapucaí. Aí começa meu artigo.

É muita gente. Sessenta mil pessoas em um domingo de verão no calor que é a Sapucaí tendo tantas opções nessa cidade feitas para o verão é gente demais. Ninguém, nenhum evento, nessa época do ano consegue reunir sessenta mil pessoas, e mesmo fazendo isso pelo segundo domingo seguido, os ensaios não têm a força midiática e como produto que deveriam ter. Não conseguem ser o chamariz que as pessoas voltem a se interessar por escolas de samba. Por quê? Porque vendem muito mal o seu produto.

Primeiro é que cometem um erro infantil. Qualquer criança sabe montar tabelas esportivas, seja da nossa geração, jogando botão, ou atualmente ao jogar o Fifa. Uma das premissas de montar uma tabela dessas é a justiça, correto? Correto então porque qualquer criança sabe montar uma tabela justa e os organizadores dos ensaios técnicos não?

Não conseguem. Atendendo aos caprichos das prima-donas do carnaval que não gostam de ensaiar aos sábados o desnivelamento está ridículo. Na maioria dos sábados, temos a Sapucaí vazia porque são humildes escolas da Série A, sem atrativo midiático, ensaiando, e os domingos ficam superlotados com pelo menos duas escolas com muita popularidade. Temos sábados com menos de 1.000 pessoas, e os domingos com 60 mil. Está errado isso!

A pontualidade é essencial para que qualquer produto seja bem vendido e isso é impossível nos ensaios técnicos. Marcam às 7 horas, mas nós já sabemos que começará às 8h. A questão do horário envolve dois problemas.

O primeiro que 7 horas, no horário de verão, é de dia e evidentemente que estará mais vazio. Não há cadeiras nas arquibancadas, é concreto o que deixa aquilo quente demais, quase insuportável. As pessoas no domingo vão à praia e só pensam nos ensaios depois. Então 7 horas não tem ninguém, o que "justifica" o atraso.

Só que são três escolas por domingo, o que faz a coisa acabar tarde demais. Ensaios acabam perto de meia-noite com as pessoas tendo que trabalhar no dia seguinte, pegar ônibus para voltar para casa, e sabemos que os ônibus somem depois de certa hora. Pior: um evento desses, e o metrô continua fechando 23 horas.

Outra questão foi que me bateu mais forte nesse domingo. O Salgueiro fazia um baita ensaio, extraordinário, mas as últimas alas ficaram sem som. Bateu desespero na harmonia tentando fazer com que o samba não atravessasse, mas não adiantou, o carro de som começou a cantar uma coisa e as últimas alas, outra. Culpa nenhuma da escola e dos componentes e sim da organização.

Evidente que não dá para pôr o som de desfile, que pega a avenida toda. Mas será que não dá para colocar um som melhor? Para que todos os componentes que estão lá ensaiando possam ouvir o que cantam e o público, que é consumidor, também possa ouvir? Tem que ter um jeito para isso, para que não prejudiquem as escolas e o público. É questão de respeito com componente e consumidor sendo que o componente muitas vezes também é consumidor já que paga por sua fantasia.

O que me causa mais espanto é que tinha várias pessoas da imprensa e ninguém comentou nada, só eu. Por que não comentam os erros dos ensaios técnicos? Medo de ficar sem credencial? Infelizmente a mídia de carnaval tem um pouco de medo de criticar, mesmo as críticas sendo pertinentes, e até programas de Youtube que foram criados para ser o diferencial, mostrar o que ninguém mostra, estão mais "iguais" do que nunca.

A entrada na Sapucaí nos ensaios é gratuita, mas dá para ganhar dinheiro nisso. Principalmente gerando imagem positiva para fazer com que a pessoa que está ali se sinta bem-cuidada e queira voltar ao desfile. Dá para fechar acordos, parcerias, patrocínios específicos para ensaios técnicos. Basta ter gente ousada e com vontade para trabalhar o marketing.

Temos muito a aprender com os americanos que transformam todos os seus eventos em entertainment, em show business. O carnaval é muito ma-explorado no que poderia ser bom e muito bem explorado no que é ruim.

Menos rabo preso também ajuda. Todos querem o melhor e dá para fazer o melhor. Só pensar um pouco. 

Como falava o Falcon: “Quem ousa, vence!”

Twitter - @aloisiovillar 

Facebook - Aloisio Villar

Última modificação em Quarta, 08 Fevereiro 2017 11:56

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